Marconi Perillo, governador de Goiás e candidato à reeleição, visando o quarto mandato, continua demonstrando pouca capacidade de lidar com críticas ao seu governo. Misturando o público com o privado, Perillo continua dando azo a sua prática de calar seus críticos com processos judiciais. Em plena campanha eleitoral, o senhor governador de Goiás, depois de intentar contra o Facebook e o Twiiter, dá mais uma prova clara de que é pouco afeito a liberdade de expressão e opinião. Em ação protocolada na 12ª Vara Cível de Goiânia, Marconi Perillo interpôs ação de indenização contra o Promotor de Justiça de Goiás, Fernando Krebs. Atuante nas redes, como qualquer outro cidadão goiano que não compactua com certas práticas do governo de Perillo, Krebs tem emprestado sua verve em críticas pontuais e pertinentes, adstritas, porém, ao governo do estado. Marconi Perillo, no entanto, não consegue separar o homem público do cidadão, aquele que está governador, e que, portanto, está sujeito às críticas inerentes ao cargo, do homem Marconi. Em relação a liberdade constitucional de se exercer o direito à crítica, o STF, em julgamento de Mandado de Segurança prolatado pelo eminente Ministro Marco Aurélio Melo, assim de posicionou: "o homem público está na vitrina, é um livro aberto, e não se pode tomar a privacidade dele do modo como ocorre quanto aos cidadãos em geral. Presta contas, passo a passo, aos destinatários dos serviços a serem desenvolvidos, que, com isso, podem cobrar a necessária eficiência". Fica claro, portanto, que o desejo de Perillo não é o de promover o debate, de discutir projetos, de melhorar o seu governo. Ao confundir as críticas dirigidas ao seu governo com ofensas a si próprio, Marconi dá claros sinais de que não tem apreço pela democracia que, ironicamente, o elegeu por 5 vezes em Goiás. De bom alvitre, a lição do decano do STF, Ministro Celso de Melo, acerca da liberdade de expressão e opinião: "Nada mais nocivo, nada mais perigoso do que a pretensão do Estado de regular a liberdade de expressão, ou de ilegitimamente interferir em seu exercício, pois o pensamento há de ser livre, permanentemente livre, essencialmente livre". Que o povo goiano tenha o juízo e a capacidade de dizer a Marconi Perillo que Goiás não tem dono. Goiás é de todos nós!
sábado, 11 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Marconi, no 1º turno, teve apenas 33,52% dos votos de todo eleitorado goiano.
Apesar da suposta neutralidade de Vanderlan Cardoso, conforme anunciado por ele próprio, o 2º turno das eleições em Goiás começa pra valer. A oposição, representada por Iris Rezende (PMDB) busca pôr fim a 16 anos de governo do chamado "Tempo Novo", um tempo que envelheceu faz tempo. Goiás, massacrado por uma das mais altas taxas de homicídios do país (41,53 homicídios por cada grupo de 100 mil habitantes) e 4º mais violento do país, tem em Iris Rezende a esperança de recuperar sua condição de estado tranquilo, próspero e pacífico. Sem ações efetivas do governo Marconi, os goianos sentem-se amedrontados e reféns em suas próprias casas, temendo o risco de serem as próximas vítimas do genocídio que assola o estado. Abertas as urnas no 1º turno, os números animam a oposição: Marconi não é imbatível. Analisando o resultado, chegamos a conclusão que o atual governador está longe de ser uma unanimidade, muito pelo contrário. Do total de 4.329.603 eleitores aptos a votarem no estado, Marconi foi sufragado nas urnas por apenas 1.451.330 goianos, ou seja, 33,52% dos eleitores goianos. Portanto, 66,48%, praticamente o dobro dos eleitores, não votaram em Perillo, ou porque votaram na oposição ou porque se abstiveram de ir às urnas. A alta abstenção verificada nesse pleito, algo em torno de 18,83%, deve-se, sobretudo, às falsas pesquisas que colocavam Perillo vencedor ainda no primeiro turno. Essa manipulação plantou uma certa descrença nos eleitores que entenderam que já não adiantava mais o voto contra Marconi e assim não perderam tempo em cumprir o seu dever cívico. Nesse 2º turno, entretanto, quando a eleição assume um caráter plebiscitário, onde o eleitor dirá se concorda ou não com todas as mazelas que tem sofrido a partir da leniência e inoperância do atual governo, a tendência é de baixa abstenção e de um maior número de votos contrários ao senhor governador do estado. O primeiro turno foi claro: Marconi não é imbatível e Goiás não tem dono.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
A oposição goiana venceu Marconi Perillo no primeiro turno e pode vencer outra vez.
A oposição em Goiás venceu o primeiro turno das eleições. 54% dos eleitores que foram às urnas no último domingo disseram não a um governo que destruiu a carreira dos professores, que, segundo a Polícia Federal e o STJ, se associou ao criminoso esquema comandado por Carlos Cachoeira, montando uma verdadeira rede de corrupção em Goiás nunca antes vista por essas bandas. A maioria do eleitorado goiano disse não à violência que assola Goiás e os goianos, disse não à condição de 4º estado mais violento do país, vergonhoso título conquistado pela leniência, omissão e incompetência do governo do PSDB. Só nesse terceiro mandato de Perillo foram quase 9 mil homicídios e mais 9 mil tentativas de homicídios registradas. Nesse 2º turno, a oposição unida no propósito de salvar Goiás, de devolver a segurança e o prazer de se viver aqui, ira ratificar o resultado do primeiro turno das eleições. Os goianos dirão não a Marconi Perillo e encerrará um ciclo de 16 anos de um governo que se segura na propaganda. Foram mais de R$ 500 milhões gastos com publicidade, mostrando um estado que não existe em detrimento das prioridades que o povo goiano anseia, como segurança, saúde e educação. Iris Rezende, homem que tem uma história de mais de 56 anos na vida pública dedicados a Goiás e ao Brasil, é o representante da oposição em Goiás. É ele quem conduzirá o processo da redemocratização do estado, que porá fim aos esquemas e aparelhamento da máquina estatal. Hoje a oposição é Iris Rezende e, por amor a Goiás, marchará unida no propósito de retomar Goiás para os goianos.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
2º Turno em Goiás: uma eleição onde o goiano dirá se tem brio ou se o masoquismo é sua maior diversão.
O 2º Turno é uma nova eleição! Essa afirmação é uma unanimidade entre políticos e marqueteiros. Com igualdade de tempo no rádio e na televisão, o embate direto entre os candidatos tende a alcançar, com maior ênfase, o eleitor. Uma outra característica do 2º turno é o caráter plebiscitário da eleição, quando entre os finalistas está um candidato à reeleição. Ou seja, o eleitor dirá se está satisfeito ou não com a administração daquele que busca se reeleger. Em Goiás o povo dirá sim ou não para Marconi Perillo. Dirá, entre outras coisas, se está satisfeito com os absurdos números da violência que assola Goiás, se está satisfeito de morar num estado onde a taxa de homicídio é de 41,53 mortes por 100 mil habitantes, quando a aceitável pela OMS é de 10 mortes por cada grupo de 100 mil moradores. O eleitor terá a oportunidade de dizer se está tudo bem viver num estado onde a média diária de assassinato é de 6,57 mortes. Se concorda com a inimaginável onda de roubos a residências, a veículos e aos comércios. A eleição em 2º turno em Goiás permitirá que o eleitor diga se está ou não satisfeito com a saúde pública terceirizada, que deixa de atender o cidadão para parecer de primeiro mundo, se concordou com Perillo quando ele retirou a titularidade dos professores e acabou com a carreira dos docentes da rede estadual. O eleitor goiano também dirá, nesse 2º turno, se compactua com o suposto envolvimento de Perillo com o esquema de Carlos Cachoeira, como o acusa o MPF em inquérito penal aberto no STJ. Enfim, o 2º turno dirá se nós, goianos, temos brio ou se o masoquismo é o que nos diverte.
As urnas provaram que as pesquisas em Goiás tinham o intuito de beneficiar Perillo.
Abertas as urnas em Goiás, uma constatação: as pesquisas de intenções de votos não refletiram a verdade. A divulgação quase diária de levantamentos feitos por diversos institutos, ampliando gradativamente os votos de Marconi Perillo, mostraram-se tendenciosas e tinham a clara intenção de induzir o eleitor menos atento. Não bastasse o erro proposital das pesquisas, as análises embasadas nos números suspeitos ajudaram a maximizar o efeito desse marketing nefasto no resultado final do primeiro turno. Institutos como Veritá, Fortiori, Serpes, Grupom e outros, insistiram até o último momento na tese de que Marconi Perillo seria eleito no primeiro turno e criaram uma confusão na cabeça do eleitor. Resultado: uma abstenção de quase 19%. Analistas e a mídia não tão imparcial insistiram na metodologia de que os votos dos indecisos, que apareciam nos levantamentos, deveriam ser desprezados no comput dos votos válidos, assim como são os nulos e brancos. Como a intenção era mesmo o de confundir o eleitor, muitos analistas se justificavam dizendo que era esse o método que o TSE utilizava para determinar os votos válidos. Era outra mentira. Na legislação não existe a figura do "indeciso". Tais votos só aparecem nas pesquisas e quando do pleito serão votos válidos de A, B ou C. Excluí-los na projeção de um resultado é falsear o prognóstico e induzir o eleitor ao erro. Os números apresentados pelos institutos de Goiás são nocivos à democracia, causam descrença em parte do eleitor e induz outro tanto. As autoridades, dada a discrepância entre o que foi apurado e os números apresentados durante a campanha, não podem ficar alheios a essa forma criminosa de induzir o eleitor.
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