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sábado, 7 de dezembro de 2013

Não repouse nos caminhos do acaso. Reinvente-se!!!

A única certeza que hoje tenho é que entre a vida e a morte, todos nós podemos fazer uma grande diferença, principalmente, se aceitarmos que temos que construir nossas próprias histórias, independente dos pais que tivemos, dos amores que deixamos de viver, ou, das tradições que muitas vezes sufocam aos que se sentem obrigados a mantê-las como pequena e fraca chama que leva a muitos aos caminhos do engano e do fracasso.

Aceitar a própria história não é repousar no caminho do acaso, mas, ao contrário, é dar ao acaso o destino que desejamos ter e, para encontrarmos essa direção, basta que recorramos aos nossos sonhos não nos permitindo ser arrebatados pela letargia contemporânea, essa que coloca seu preço em cada um de nós como se estivéssemos numa grande vitrine de artigos de terceira categoria, pois, os de primeira, para esse mundo adoecido, infelizmente, tem rodas, tem o brilho fosco e impreciso do metal, além da limitada pretensão de segurança em decorrência da falsa ilusão dos saldos que forjamos com dívidas impagáveis e dilaceradoras, essas que fazem milionários assentarem-se  nas escadarias da miséria emocional, os tornando maltrapilhos em seus sentimentos e escravos do domínio que permitem estabelecer sobre suas próprias existências  

Reencontre-se a cada manhã, reinvente-se a cada instante, enterre o ontem e celebre o hoje sem desmerecer suas lágrimas, entretanto, valorizem a capacidade em sorrir, mas, nunca se esqueçam do valor das lágrimas que regaram seus jardins, pois, as vezes, eram as únicas gotas de água que os saciaram  na caminhada por tórridos e silenciosos desertos.   
Rompa com as miseráveis tradições, essas, que muitas vezes, os fazem lutar por tudo aquilo que nada tem haver com suas histórias, por mais que nelas estejam calcadas as memórias de seus antepassados, as mesmas jamais poderão mover o futuro e se não nos desfizermos desse material, poderá sim, enterrar nossos presentes, tornando nossas conquistas apenas um conto de fábulas que não nos pertence.

Permita-se enterrar seus mortos, mas, jamais desconheçam o imprescindível valor da gratidão, afinal, se não soubermos a importância que as pessoas tiveram em nossas vidas, possivelmente, desconheceremos as nossas verdadeiras virtudes, e assim, nos colocaremos diante as tênues etapas da vida cheios de sentimentos de culpa ou arrependimentos em não termos feito do agradecimento a verdadeira despedida daquilo que já não mais necessita ser vivenciado a cada instante de dúvida.

Não se esqueça em reconhecer seu imensurável valor, esse que se renova a cada manhã, sempre estando a sua espera para que consiga estabelecer novas e imprescindíveis buscas e conquistas cada vez mais importantes para a concretização de um projeto pessoal, onde, você é a ator principal, não dependendo de juízos de valores, ou, conceitos que queiram, muitas vezes, nas frestas de nossas fragilidades, furtar nossas grandes buscas ou, matar impiedosamente nossos tesouros mais preciosos, nossos sonhos.

Saiba encerrar os amores, afinal, os mesmos, somente são fontes inesgotáveis de prazer e alegria, quando não colocam sobre nós peso maior que não possamos suportar. Isso, caso permitamos que aconteça, consiste num ato de auto-extermínio, num atentado contra a identidade, e os que a perdem, não saberão como lidar com a imagem refletida nos espelhos da existência, e caso não consiga reconhecê-la, isso o fará sempre buscar o que é seu no outro, tornando-se um escravo ou servo das vontades, desejos e sonhos alheios.    

Aprenda a reconhecer DEUS passeando nos jardins de sua história, contemplando a paz e a grande possibilidade de vivê-la, mesmo diante dos mais cansativos combates. A vida não se encerra por existirem  batalhas, mas, esvai-se na ausência de sentido e necessidade em lutar todos os dias com a estratégia e valentia de um guerreiro, porém, jamais, sem perder a suavidade de um poeta e a harmonia de um trovador.

O ano de 2013 está aí anunciando seus últimos dias e mensurar perdas e ganhos nesse período é muito natural. Quantas são as pessoas que pensam apenas naquilo que perderam, mas, se esquecem em imaginar, principalmente no campo afetivo, que se houvessem investido no que não mais existe, investiriam apenas na vaidade do ter e jamais no grande sentido que há no amor, que é o ser.

Portanto, viva! Lance-se aos desafios, renove-se e não se esforce jamais para agradar exaustivamente a quem quer que seja. Lembre-se, há um projeto onde a pessoa mais importante é aquela que está lendo essas palavras.

Boas festas a todos, um próspero e feliz ano novo!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

DEFENSOR DOS DIREITOS HUMANOS??? KKKK CONTA OUTRA...


Tem deputado tão hipócrita que nem fica vermelho em dizer que defende direitos humanos e é contra a exposição midiática de quem quer que seja. O deputado , vergonha na cara é algo que lhe falta, pois na hora em perseguir militares , pais de família, expondo-os e gerando perdas a seus filhos vossa senhoria não poupa sua perversão.

sábado, 7 de setembro de 2013

Rede de Apoio ao Dependente Químico

As elites criam as disciplinas não para libertar a humanidade, ao contrário, as fazem para gerar a opressão através de regras que sufocam as dores e impedem o encontro do homem com seus próprios objetivos.  Assim, constroem sobre as pessoas os estigmas, os preconceitos e as piores práticas de açoite à dignidade humana. 
Estamos num tempo onde, transformar o outro no objeto de expiação é uma fácil tarefa, principalmente, quando há interesses contrariados e ameaçados por ideias que podem desestabilizar o controle dos que manipulam as relações de quaisquer formas de poder. Então, entram as patrulhas ideológicas, religiosas e toda tropa torpe que se embriaga como se a vida fosse um grande banquete onde, o prato principal, torna-se aquele que se posiciona em relação ao que pensa e pensar é o diferencial nesse mundo amplamente padronizado. Transformam a miséria humana que se arrasta nas ruas em busca de mais uma dose, ou, mais um “pega” no cachimbo de crack, no responsável pelo fracasso da segurança pública, entretanto, se esquecem que são vítimas de um Estado desinteressado em práticas preventivas, bem como, no avanço de políticas públicas de redução de danos, afinal, se assim o fizerem e os resultados trouxerem êxito, a quem irão responsabilizar?
Verbalizam, então, o discurso da sobriedade punitiva, sempre prometendo um mundo mais confortável e mais humano, tão humano que necessitam de grades e muros para esconder o caos social que geram, adotando práticas higienistas, pois, assim, fica muito mais fácil mentir, enganar e fingir que nada existe, ou, se existe, tudo está sob controle, principalmente, sob a égide da punição.
Há um milhão de dependentes em crack no Brasil, então, diante dos que desejam nos enganar com essa fala da internação compulsória, resta-nos fazer algumas perguntas básicas:  Onde irão colocar um milhão de pessoas?  Há estrutura humanizada nesse tipo de internação? Quais vieses serão adotados?  Após a alta, há estruturas de suporte para que possam acompanhar e minimizar as recaídas? Há prescrição de medicações e os mesmos serão distribuídos gratuitamente pelo Estado? Então, senhores governantes, deixem de lado a mentira e tratemos com seriedade um assunto que requer que sejamos no mínimo dignos.
Criam programas de enfrentamento, mas, enfrentar quando já está vencido pode ser a melhor forma de ampliar a desgraça já vivida.
Penso que se faz necessário criar uma rede de atendimento permanente de apoio ao dependente químico e a sua família, 24 horas, estabelecendo a partir de um processo de adesão ao programa, um plano de tratamento composto de uma equipe multidisciplinar e cuidados básicos, amparados e interligados a assessorias jurídicas, creches, programas de orientação e diagnósticos em DST, apoio familiar, orientação e qualificação vocacional, moradia e transporte, abordagens educacionais.
Tratar é cuidar por completo, não apenas focar a dependência química, mas, trabalhar em suas consequências e danos a vida dos dependentes e sua família é estabelecer o suporte necessário, ampliando e adequando o programa para cada caso. 
Quando enfatizamos a necessidade de uma rede de apoio 24 horas, garantimos ao dependente a oportunidade em recomeçar sua história de vida sem as preocupações que muitas vezes levam milhares de pessoas à recaídas. Os índices são elevadíssimos, indicando que em relação aos tratamentos tradicionais, falta algo.  Portanto, se realmente desejam concretizar um tratamento sério, comecem por reformulá-los, dando ao tema a relevância merecida, afinal, senhores gestores, vossas excelências estão lidando com vidas, e por sinal, extremamente preciosas.

Marcus Fleury é psicólogo e coordenador do Ateliê de Inteligência. 

sábado, 31 de agosto de 2013

Revalida para todos!!!

Essa questão dos médicos cubanos perdeu o viés científico estabelecido pelo revalida e tornou-se uma briga ideológica.  É justamente aí  que está o perigo, afinal, tanto esquerda quanto direita, quando estabelecem suas contaminações a temas que deveriam ser discutidos dentro de parâmetros científicos, geram estigmas e formam preconceitos, escancarando através da ausência de ética e princípios norteadores do respeito, o que as elites realmente pensam e como agem quando contrariadas.
 Defendi,  até o último momento, a utilização dos instrumentos existentes para que pudessemos conhecer a capacidade técnica dos profissionais que estão chegando, entretanto, esse governo, como todos que por esse país passaram, pouco se importa com o contexto científico, utilizando medidas superficiais a toque de caixa, como se as mesmas fossem a grande solução para a saúde pública no Brasil. Agora que o governo em sua decisão arriscada trouxe esses profissionais em medicina da família, cabe a cada um de nós acompanhar os resultados e as consequências, não esperando nem o bem, muito menos o mal, pois, para a ciência, esses parâmetros pouco importam, sendo o imprescindível, a aplicabilidade da técnica e sua eficácia em relação as demandas existentes.
 A questão dos médicos estrangeiros esbarra em questões de incompatibilidade quanto a grade curricular exigida pelo próprio MEC, bem como, a carga horária , além, é claro, de questões demasiadamente obscuras que vão dos processos de formação dos médicos, até mesmo, a critérios adotados pelos governos dos países de origem  para o envio de tais profissionais ao Brasil. Que são especialistas  em medicina da família, isso não resta dúvida, mas, a qualidade profissional, a técnica e a experiência clínica são imprescindíveis para uma atuação eficaz. Essa sim, é  a questão de elevada complexidade, não essa fobia ideológica que insiste ainda em contaminar a opinião pública, afinal, a direita histérica e a esquerda "neurastênica", em suas ruminações, acabam gerando o mesmo conteúdo vazio e desnecessário.
 Cabe a cada um de nós cobrar e fiscalizar a atuação desses profissionais em medicina que por aqui chegaram, afinal, um outro aspecto preocupante, também é o baixo salário que receberão, pois, seus pagamentos estão subordinados a bondade do governo dos irmãos Castro que definirão quanto suas famílias merecem ganhar; outro grande erro do governo brasileiro frente ao acordo firmado com a OPAS. Sabemos muito bem que um profissional mal remunerado sempre perde muito em eficácia e estímulo, imagine um médico que mal sabe quanto receberá ao final do mês.
Tal projeto, mesmo que necessário, em virtude da defasagem de profissionais no interior do Brasil é ao mesmo tempo arbitrário, desconsiderando os critérios de avaliação do conhecimento para o exercício da medicina, que deveria ser uma exigência a todos os profissionais médicos, estrangeiros e brasileiros, há muito a ser aprimorado, no entanto, há muito a ser observado pelos que serão pacientes desses profissionais, cabendo-lhes a responsabilidade em relatar, e se necessário for, denunciar o que possa não  estar indo tão bem assim,  evitando as práticas e condutas inadequadas que tanto vemos aqui no Brasil.
Evitando a leviandade, bem como,  a contaminação ideológica, é bom  que nos lembremos da qualificação dos médicos recém-formados no Brasil, entre 2005 a 2011, quando foram aplicadas avaliações que mensurariam a aptidão para o exercício profissional.  No site do CREMESP, especificamente, http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=NoticiasC&id=2570,  apontam que, nesse perído, foram avaliados 4.821 profissionais em medicina, sendo 46,7% considerados inaptos ao exercício profissional. Então perguntamos: Onde estao esses profissionais reprovados pela avaliação do CREMESP? Voltaram para as academias para aperfeiçoarem-se? Não!  Estão por aí, espalhados sabe-se lá por onde, certamente, boa parte não está nos rincões do nosso país, isso é fato.
Não há como discutir propostas de saúde contaminadas “com achismos” , nem mesmo, com a ilusória pretensão ideológica. É necessário  cientificidade e bom-senso para que possamos definir e ampliar o debate tão necessário para a consolidação de um programa de saúde pública, entretanto, sempre adequadas a critérios técnicos, sem é claro, atroplear a própria legislação, mas, adequando-se à mesma. Penso, em relação  ao Revalida, que não somente estrangeiros deveriam fazê-lo, mas, todos os profissionais de saúde deveriam ser submetidos ao mesmo, afinal, se o conhecimento é a referencia para a atuação profissional, e se as academias de medicina são tão eficazes, os que estiverem aptos serão aprovados, caso contrário, aperfeiçoam-se e voltam a tentar numa próxima ocasião. O que não dá é submetermos a população a mãos despreparadas  pautadas por condutas pouco eficazes.

Marcus Antonio Brito de Fleury Junior é psicólogo e coordenador do Ateliê de Inteligência