quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Em artigo, Daniel Vilela sugere que Marconi Perillo (PSDB) mentiu para se reeleger.

Em artigo publicado no jornal O Popular de hoje, 19/02, o Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB) criticou duramente o Governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo. Para Vilela, Marconi Perillo mentiu ao povo goiano com o único propósito de se reeleger e garantir a perpetuação de seu "projeto de poder". Segundo o deputado federal mais votado da oposição goiana, "descobre-se agora, ironicamente após a eleição, que para esse Governo transparência e planejamento são apenas expressões publicitárias, que nunca foram levadas a sério. E nem foi preciso a oposição provar isso. O governo confessou", disse. Daniel Vilela entende que ao admitir rombo de R$ 1,3 bilhões nas contas do estado, Marconi Perillo confessou que faltou transparência e que "não existe planejamento, ao lançar mão de uma reforma administrativa improvisada, aprovada a toque de caixa, e que a cada dia provoca surpresas na própria equipe de governo". Para o parlamentar, da afirmação do governador de que os cortes propostos irão proporcionar uma economia de R$ 2 bilhões por ano, "emergem duas constatações possíveis, ambas preocupantes: ou o governo, para sobreviver à crise, irá comprometer a prestação de serviços, ou, a mais provável, fica provado o desperdício que se fez nesses anos todos em gastos sem necessidades". Finalizando, Daniel Vilela é taxativo: "das palavras do próprio governador constata-se que a cada um dos quatro anos que passou, o governo de Perillo simplesmente jogou fora R$ 2 bilhões. Recursos públicos usados para alimentar uma política antiga de clientelismo, de compra de apoios e de desperdício. Não é exagero dizer que esse foi o custo da reeleição, numa conta paga por ninguém menos que o povo goiano". Acrescente-se a essa bagatela de aproximadamente R$ 8 bilhões jogados no ralo por Marconi III, o fabuloso perdão fiscal concedido à JBS de Júnior Friboi, no valor aproximado de R$ 1,2 bilhões.                                                          

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Marconi diz que não pagará sua parte no acordo da gratuidade do sistema de transporte coletivo.

Em abril do ano passado, já assumindo-se pré-candidato à reeleição para o quarto mandato, Marconi Perillo (PSDB), Governador de Goiás, assumiu publicamente, mediante acordo firmado com as empresas de transporte coletivo da região metropolitana da Capital, Goiânia, o pagamento de 50% da gratuidade do sistema, que contempla uma gama de usuários do transporte coletivo, tais como os estudantes, idosos e portadores de deficiências físicas. Segundo o acordo firmado entre as empresas de ônibus, as prefeituras da região metropolitana e o Estado de Goiás, o valor estimado da gratuidade de todo o sistema seria de R$ 9 milhões/mês. Desse total o Governo estadual pagaria 50%, ou seja, R$ 4,5 milhões, já a partir de maio do ano passado, e os outros 50% seriam pagos pelas prefeituras e deveriam começar a ser pagos em janeiro de 2015. Entretanto, nenhuma parcela do acordo foi pago pelo Estado de Goiás e a dívida já chega a R$ 45 milhões. Nenhuma das prefeituras também efetuou o pagamento devido em janeiro. Por conta desse calote as empresas acharam-se no direito de aumentar a passagem do transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia para R$ 3,30, um aumento de quase 18%. O tempo é senhor da história, e hoje fica muito claro que a atitude de Marconi Perillo foi absolutamente eleitoreira, de um populismo ululante e que penaliza sobremaneira o cidadão usuário do transporte. Sacramentando o calote, Perillo foi à televisão dizer que não pagará sua parte na gratuidade do sistema, ficando o dito pelo não dito. Lamentável a decisão do senhor governador, embora essa seja só mais uma promessa não cumprida dentre muitas que os goianos, inacreditavelmente, suportam há mais de 16 anos. Esse não é o único calote perpetrado pelo Governo de Goiás. Os repasses às Prefeituras goianas, decorrentes de convênios assinados, tais como o Saúde da Família (PSF), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), transporte escolar e a alimentação para presos do sistema prisional estadual nos municípios, estão atrasados há mais de 11 meses e a dívida já chega a R$ 120 milhões. Para piorar a situação, o déficit nas contas do estado é de R$ 1,3 bilhões, o que representa praticamente o que o governo gasta num mês inteiro com folha de pagamento e outras despesas de custeio.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Reforma que promete cortar R$ 2 bilhões em despesas é confissão da má gestão de Marconi Perillo.

À frente do executivo goiano há mais de 12 anos e no seu quarto mandato, Marconi Perillo (PSDB) enxergou agora que o estado é um gigante inoperante. A reforma administrativa anunciada promete economizar aproximadamente R$ 2 bilhões já nesse exercício de 2015. Mais de 16 mil cargos comissionados foram extintos e seis secretarias deixaram de existir. "Estamos entre os estados com maiores cortes", gaba-se Perillo. Inacreditável é que só agora, depois do estado perder a CELG e a sua capacidade de endividamento, já que o percentual máximo permitido para operações de créditos é de 18% da receita líquida do estado, o atual governo resolva por em prática os cortes anunciados. A redução prometida por Perillo representa aproximadamente 17% das despesas correntes do estado. Durante 12 anos a máquina pública comandada por Marconi Perillo e o PSDB em Goiás esteve muito inchada, e R$ 2 bilhões foram jogados no ralo a cada ano do famigerado Tempo Novo. Sem dúvidas isso denota falta de responsabilidade do gestor público. Para a oposição, Marconi manteve o inchaço da máquina pública para garantir a governabilidade, acomodando seus aliados em áreas absolutamente desnecessárias em detrimento de uma gestão eficiente, principalmente em áreas essenciais para a população, como é o caso da segurança pública de Goiás, uma das piores do Brasil. A falta de investimentos na segurança pública colocou Goiás no mapa mundial da violência e Goiânia, a capital, figura como a 23ª cidade mais violenta do mundo. Para o Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB), "o governo de Marconi Perillo é o mais clientelista já visto na história de Goiás. Bilhões de reais gastos sem necessidades administrativas", postou Vilela na sua conta do Twitter. E faz uma pergunta pertinente e oportuna: "por que não tomaram essa iniciativa em 2011, só agora depois da reeleição?". Em 2012, envolto com o escândalo Cachoeira, desbaratado pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal, Marconi intensificou os gastos com publicidade e "vendeu" Goiás como um estado enxuto e uma máquina administrativa operante. Foram R$ 600 milhões para segurar uma imagem de gestor eficiente e honesto. Findo o terceiro mandato e garantida a reeleição, a verdade veio à tona. O déficit do estado é de R$ 1,3 bilhões e a dívida consolidada ultrapassa R$ 22 bilhões. Os municípios cobram repasses que há 10 meses não são efetuados pelo estado e a dívida chega a R$ 120 milhões. Se tal reforma se efetivar de fato, há que se aplaudir o enxugamento da máquina. Resta, entretanto, saber se Marconi Perillo terá condições de conviver politicamente com a insatisfação de velhos aliados, que já manifestaram publicamente o ressentimento pelo não atendimento de suas demandas. 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Marconi Perillo defende a liberdade de expressão na França, mas processa e persegue chargista goiano.

Governador de Goiás homenageia chargistas franceses

Quem ouviu Marconi Perillo enquanto depositava flores em frente a sede do semanário Charlie Hebdo, em homenagem às vítimas do atentado terrorista ocorrido em Paris no último dia 7 de janeiro, talvez tenha ficado com a sensação de que não era o governador de Goiás. "Estou aqui para homenagear o valor da democracia, que é ancorado na liberdade de expressão", teria dito Perillo durante o gesto em defesa do direito dos chargistas expressarem suas críticas. Muito legítima a homenagem, mas o mesmo homem que defende a liberdade de expressão na França, que homenageou àqueles que sucumbiram porque expressavam-se por meios de charges, umas bem humoradas, outras nem tanto, foi capaz, aqui em Goiás, de levar aos tribunais um professor da rede pública de ensino porque não aceitou a crítica retratada numa charge. O Professor e Chargista Marcos Roberto dos Santos foi processado por Marconi Perillo por ter publicado, na sua página do facebook, 82 charges que tinham o propósito de protestar contra o projeto de lei do governador que retirava as conquistas da categoria, como a gratificação por titularidade, entre outras. Embora tenha vencido nos tribunais, o professor goiano sofreu toda sorte de perseguição: foi removido da escola estadual que trabalha havia 8 anos e foi demitido do jornal semanário, Tribuna do Planalto, onde era ilustrador, por forte influência dos governistas. "Foi um verdadeiro purgatório! Estava na justiça lutando contra a minha remoção, perdi meu emprego e minha vida financeira virou um caos", detalha Marcos Roberto. A violência contra o chargista goiano equipara-se à mesma violência que vitimou os chargistas franceses. A mesma mão que oferece rosas às vítimas da intolerância à liberdade de expressão lá em Paris, é a que patrocinou a violência contra o chargista goiano por não suportar a liberdade de se expressar de um cidadão. Como Marcos Roberto, outros 60 cidadãos goianos foram processados por Perillo por críticas ao seu governo, numa clara demonstração de força a partir da judicialização da opinião. 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Jornalista vai ao STF contra ação de Marconi Perillo.

O jornalista goiano, Luiz Henrique Morgantini Santos, protocolou, no último dia 28/01 no Supremo Tribunal Federal - STF, uma Reclamação, que é uma ação onde se procura garantir a autoridade das decisões do Supremo sobre os demais tribunais. Na Reclamação 19567 o jornalista pede a cassação da decisão do TJ-GO, que o condenou a pagar R$ 10 mil de indenização ao Governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), por publicação de artigo no portal Brasil 247, em maio de 2012, quando Marconi era destaque na imprensa nacional por suposto envolvimento com o bicheiro Carlos Cachoeira. Condenado pela primeira instância do judiciário goiano e após uma série de incidentes processuais e novos recursos, o Tribunal de Justiça de Goiás acabou declarando o trânsito em julgado da decisão de primeiro grau, alegando que a defesa do jornalista não havia ratificado a apelação. Na ação proposta no STF, Morgantini sustenta que a decisão é "um verdadeiro assaque à liberdade de expressão, de opinião e de imprensa" e uma tentativa de censurar e amordaçar a imprensa e jornalistas que sejam contrários ao governo de Goiás. Henrique Morgantini foi um dos primeiros jornalistas processados por Marconi Perillo, que em 2012, envolvido no escândalo desbaratado pela Operação Monte Carlo da PF, iniciou um verdadeiro processo de judicialização da opinião em Goiás. Blogueiros, tuiteiros, jornalistas, promotores de justiça e outros cidadãos foram acionados na justiça goiana por manifestarem-se contrários ao governador de Goiás. Perillo moveu mais de 60 ações visando inibir críticas ao seu governo e conter a insatisfação da população de Goiás com o seu suposto envolvimento com o esquema comandado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Vários desses processos foram julgados improcedentes já na primeira instância, quando os juízes passaram a reconhecer que a crítica ao homem público faz parte do processo democrático. O próprio Ministro Marco Aurélio Melo, que é o relator da aludida Reclamação no STF, assim se posicionou em outro julgado: "o homem público está na vitrine, é um livro aberto, e não se pode tomar a privacidade dele do modo como ocorre quanto aos cidadãos em geral. Presta contas, passo a passo, aos destinatário dos serviços a serem desenvolvidos, que, com isso, podem cobrar a necessária eficiência". Morgantini espera no Supremo a justiça que lhe foi negada no seu estado. 


Fonte: Notícias do STF.