terça-feira, 4 de novembro de 2014
Com discurso carregado de arrogância, Marconi avisa que não gosta de ser pressionado.
Em almoço de agradecimento à base aliada pela vitória nas eleições do último 26, Marconi Perillo, governador de Goiás reeleito para o 4º mandato, começou a dar o tom de como pretende atuar a partir de 2015. Sabedor das intempéries que irá enfrentar, devido sobretudo pela má gestão de seu antecessor, que para sua infelicidade é ele próprio, Marconi adiantou que o Estado passará por dificuldades e creditou essas supostas dificuldades ao cenário nacional, criando, assim, um pretexto que possa consubstanciar um possível fracasso nessa nova jornada. Aos prefeitos, inclusive àqueles infiéis que deixaram o PMDB e demais partidos de oposição para apoiá-lo, Perillo manteve um discurso que flertou com a arrogância: "Eu não gosto de ser pressionado", disse ele, e completou: "Eu sou bom demais, mas não adianta esticar a corda - esticou a corda, arrebentou na certa". Deixando claro que o sufrágio nas urnas o fez dono da situação, Marconi terminou dizendo que "quem começar a achar que está muito perto de mim vai ser o último a ser chamado. E eu estou dizendo isso com toda sinceridade. Não sou marinheiro de primeira viagem". Pelo visto vem choro e ranger de dentes por aí. Pelo primeiro discurso do recém eleito Marconi Perillo, muitos infiéis hão de provar do próprio veneno.
domingo, 2 de novembro de 2014
Integrante do SIMVE é preso acusado de integrar quadrilha de ladõres de caixas eletrônicos.
Um policial do Serviço Militar Voluntário do Estado de Goiás - SIMVE, foi preso em flagrante na madrugada de hoje nas proximidades do Terminal da Praça da Bíblia em Goiânia, acusado de participar de uma quadrilha de arrombadores de Caixas Eletrônicos. Conforme declarações do próprio soldado voluntário ele conheceu o grupo através de uma garota no facebook e foi convidado a participar do crime, cuja participação renderia 5% do montante roubado. O SIMVE foi instituído no Governo de Marconi Perillo, através da Lei 17.882/12 e sua constitucionalidade está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal por ADIN proposta pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. Essa semana o Advogado-Geral da União, Luiz Adams, manifestou pela inconstitucionalidade da lei que criou o SIMVE. É preocupante o fato de que, uma vez declarada a inconstitucionalidade da lei ou exaurido o prazo do contrato temporário, teremos mais de 1.300 ex-SIMVE treinados e com conhecimentos plenos do serviço militar, rotina e estratégia da Polícia goiana, a mercê de aliciadores como esses que arregimentaram o soldado preso.
O respeito à democracia é uma questão de bom senso.
Um semana depois de conhecidos os vencedores nas eleições majoritárias no Brasil e nos estados, um pequeno grupo de brasileiros, amparados pela democracia consolidada no país, foram ás ruas pedir o impeachment da Presidente reeleita Dilma Roussef e, pasmem, a volta da ditadura no Brasil. Se de um lado é lamentável, de outro é gratificante saber que nossa democracia está madura o suficiente para permitir que até imbecilidades possam ser gritadas nas ruas, inclusive gritos contra a própria jovem democracia brasileira. A liberdade é algo inalienável sob todos os aspectos. Uma sociedade mais justa e fraterna depende do caminhar pra frente, aprimorando-se as conquistas e as liberdades de expressão, opinião e imprensa. Numa democracia o preço que se paga por suas benesses, entre elas o respeito aos direitos individuais de cada cidadão, é o de aceitar a vontade da maioria. E essa é a regra: vence aquele sufragado pela maioria dos eleitores. Tudo que vem depois a fim de conturbar o processo e ilegitimá-lo deixa de ser democrático e passa a flertar com a exceção. Muitas vidas foram ceifadas em nome dessa liberdade e não podemos, sequer por brincadeira, contribuirmos com o rompimento dos direitos conquistados à duras penas. É fundamental que os derrotados busquem em si mesmo os motivos de tal derrota e ajam, com os instrumentos que a democracia lhes permite, para que no próximo pleito a história seja diferente. Enquanto isso façam a necessária e imprescindível oposição aos vencedores, respeitando, obviamente, a democracia brasileira.
sábado, 1 de novembro de 2014
Embora vitoriosa, a Democracia goiana espera a responsabilidade de todos os goianos.
A partir da promulgação da Carta Cidadã em 1988, o Brasil voltou a viver uma democracia plena, com respeito as liberdades individuais, a separação dos poderes e o fortalecimento das instituições. Isso, pelo menos, em tese. Considerada a maior democracia do mundo, o Brasil experimentou no último mês o ápice desse regime de governo e mais de 112 milhões de brasileiros foram às urnas escolher o presidente da república pelos próximos quatro anos. Nos estados da federação foi a mesma festa da democracia e em Goiás não foi diferente: Marconi Perillo (PSDB) foi reeleito para um quarto mandato com o sufrágio de 1.750.977 goianos. Isso representou 57,44% dos votos válidos e apenas 40,44% de todos os eleitores aptos a votarem no estado, muito aquém da maioria absoluta. O que nos chamou a atenção foi a grande abstenção: mais de 932 mil eleitores não compareceram para a festa cívica e outros 349 mil optaram por anular seus votos. Num estado onde a demanda pela boa prestações dos serviços públicos é uma realidade, causa preocupação que mais de 1,28 milhões de eleitores preferiram, simplesmente, ignorar os problemas que afligem todos os goianos, como segurança, saúde e educação. O artigo 6º da Lei 4.737/65 estabelece que é obrigatório o alistamento para o voto e àquele que deixar de fazê-lo e não se justificar perante o juiz deverá pagar multa (Art. 7º) e será privado, caso não se justifique, de uma série de direitos civis. Mesmo com a exigência legal, muitos goianos preferiram não participar do pleito. Esse fato levanta indagações que devem nortear as ações da mídia e da classe política como um todo. Por que tamanha abstenção? Por que o eleitor, depois de 29 anos da abertura política no país, preferiu manter-se à margem de decisões tão importantes para o futuro do país e do estado? O que é causa e o que é efeito: a omissão dos eleitores leva a políticos oportunistas e ruins ou políticos oportunistas e ruins levam a descrença do eleitor e consequente omissão por parte destes? Independente do resultado, que a nosso ver foi desastroso para o Estado de Goiás, a democracia foi a grande vencedora, muito embora seja importante um trabalho de conscientização do eleitor, não no sentido de fazer prosélitos a esse ou aquele partido, mas de sua responsabilidade no processo democrático da nação. A imprensa livre, o que infelizmente não se viu em Goiás, é outro fator que deve ser indelevelmente preservado para que se aprimore o regime democrático e se construa uma sociedade mais justa e fraterna. Parabéns aos que votaram com consciência e reflexão aos que não compareceram, já que o fortalecimento da democracia é um dever de todos.
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