segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Adesismos, frutos da cooptação política praticada por Perillo, colocam em risco a democracia em Goiás.

Com a "máquina" na mão e dono da "caneta", Marconi Perillo, governador de Goiás e candidato à reeleição pelo PSDB, abusa do poder político e pratica um grave atentado à democracia no estado. A estratégia da cooptação é um duro golpe à política partidária e as consequências disso são extremamente graves para o futuro das gerações e, sobretudo, para o equilíbrio das forças políticas em Goiás. Exemplos dessa estratégia nociva ao regime democrático já vimos em estados que foram dominados por oligarquias, como o Maranhão e Bahia, por exemplo. Marconi Perillo, eleito governador em 1998 em meio ao sentimento de mudança que tomava o eleitor goiano, transformou-se, 16 anos depois, num verdadeiro coronel da política local e tem usado a força da máquina pública para cooptar adversários e minar os partidos oposicionistas, desequilibrando o processo político. Segundo os bastidores, como denunciado pelo senador eleito, Deputado Ronaldo Caiado, no início da campanha de 2014, vários prefeitos da oposição foram coagidos a declarar apoio a Marconi, sob pena de não terem seus convênios liberados. Vários peemedebistas, os quais continuam filiados ao partido, assumiram publicamente apoio a Marconi em detrimento da candidatura de Iris Rezende, cooptados que foram pelo governo de Perillo. São atitudes que colocam em risco a democracia e a política partidária, assegurada pela lei 9096/95. A prática da cooptação é o primeiro passo para o regime de exceção. Sem oposição representativa, o mandatário maior tende a se exceder, exercendo seu mandato de forma autoritária e arbitrária, enfraquecendo as instituições e sobrepujando os demais poderes constituídos. Goiás não pode aceitar essa politiquice mesquinha e perigosa. A democracia não pode ser negligenciada. A liberdade é um bem inalienável. 

sábado, 18 de outubro de 2014

Prisão de suposto serial killer expõe a incompetência do Governo Perillo com a Segurança Pública.

Thiago Henrique confessou ter matado 39 pessoas em Goiânia.
A prisão do suposto serial killer que agia havia mais de 3 anos em Goiânia, expõe, definitivamente, a incompetência da Segurança Pública do Governo Marconi Perillo. Só depois de 39 homicídios e aproximadamente 90 assaltos ao comércio e transeuntes, o maior matador em série da literatura policial do mundo foi capturado pela polícia goiana. Infelizmente o governo que se sustenta numa milionária campanha midiática, não conseguiu, através da sua secretaria de segurança, evitar a morte dos inocentes que sucumbiram à psicopatia do assassino. Mais revoltante, ainda, é ver o governador candidato vir a público capitalizar politicamente a prisão do homicida, como se esse fato pudesse, de alguma forma, dar uma conotação de competência à polícia goiana e, concomitantemente, ao seu governo. Pelo contrário, Goiânia, já conhecida no mundo inteiro como uma das cidades mais violenta do planeta, "título" conquistado no 3º mandato de Perillo, agora é vista lá fora como a cidade que faz jus a posição que ocupa no ranking da violência mundial. Goiânia, agora, é vista como a cidade do maior serial killer da história mundial. O pai de uma das vitimas do matador, muito emocionado em saber que o filho foi uma das vítimas do suposto assassino, soou muito oportuno e coerente em suas palavras: "meu filho estaria vivo se eles tivessem prendido ele". É exatamente assim que sentem-se os demais familiares das vítimas desse matador que, por quase 3 anos, agiu livre e sistematicamente para tirar a vida de pessoas de bem e completamente inocentes. Parentes e amigos das vítimas relataram que, além da dor da perda do ente querido, muitos tiveram que conviver, também, com a insinuação de que a vítima estivesse envolvida com drogas e outros crimes que a princípio poderiam explicar a execução. Esse tem sido o retrato da Segurança Pública em Goiás. As vítimas, em geral, têm sido criminalizadas antes de qualquer investigação e atribuir um assassinato e/ou execução ao envolvimento dessas pessoas com drogas tem sido a tônica para se justificar os absurdos números de mortes em Goiás, o que, em tese, aliviaria a situação do governo e criaria o sofismo de que a violência é uma questão nacional e está diretamente ligada às drogas. A tardia prisão desse suposto matador em série prova, no entanto, que as drogas não são, necessariamente, a causa primária do genocídio que ocorre em Goiás. A incompetência do governo vem em primeiro lugar.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Decepção: deputado eleito, Delegado Waldir mostra intolerância e diz que vai processar seus críticos.


Durou pouco a lua de mel do deputado eleito e mais votado de Goiás, Delegado Waldir (PSDB), com seus eleitores. Depois de ser criticado nas redes por haver se manifestado contra a escolha de Ronaldo Caiado, senador eleito, para a pasta da segurança pública de um eventual governo de Iris Rezende, o Deputado Federal que conquistou mais de 270 mil votos e se tornou o grande fenômeno das eleições em Goiás, perdeu a compostura e ameaçou processar seus críticos. Segundo o Delegado Waldir, ele vai ganhar um dindim, e os seus críticos mais afoitos "podem ir já contratando um bom advogado". Continuando, o delegado disse que "ali no juizado, vamos propor ações indenizatórias. Acho que com o dinheiro é possível fazermos uma festa para nossos amigos", escreveu o Deputado eleito. Waldir, disse também, que irá propor ações penais contra quem o criticou. Causou espanto as declarações do Delegado. Assíduo usuário das redes sociais, de onde alavancou sua candidatura e angariou os votos que o fizeram o deputado mais votado de Goiás, Waldir soou absolutamente irreconhecível. O homem que sempre lançou mão do discurso republicano e que foi eleito amparado pelo estado democrático, demonstrou intolerância ao direito inalienável que todos temos de discordar e nos manifestar. Ao ameaçar de processos os seus críticos, o delegado cai na vala comum dos que não tem apreço pela democracia e nem pela liberdade de expressão e opinião. É lamentável que a esperança que seus eleitores depositaram em sua pseudo capacidade de fortalecer a democracia e a liberdade dos bons, tenha durado tão pouco. Nunca, na história de Goiás, uma gama tão grande de eleitores se decepcionaram com o voto confiado a um candidato em tão pouco tempo, como se vê nesse caso do Deputado delegado. É possível que, se a eleição fosse hoje, Waldir não teria votos para se eleger vereador de Goiânia. Ao dizer que vai propor ações penais contra quem dele discorda, o Delegado junta a todos, bandidos e pessoas do bem, no mesmo balaio. Mais uma vez, lamentável!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ao criticar Caiado e apoiar Perillo, o Delegado Waldir divide opiniões e causa descontentamento na rede.

Depois de ser eleito o deputado federal por Goiás mais votado, com mais de 274 mil votos, o Delegado Waldir (foto) mudou o seu discurso e tem desagradado boa parte do seu eleitorado. Em comentário postado hoje em sua página no facebook, o Delegado critica o convite que o candidato do PMDB, Iris Rezende, fez ao senador eleito por Goiás, Ronaldo Caiado, para que, se eleito, assuma a Secretaria de Segurança Pública do Estado. Para Waldir isso seria uma "traição" de Caiado e que ele não teria competência para tal. A grande maioria dos internautas desaprovaram a forma como o delegado deputado abordou o assunto e viram na sua fala uma certa arrogância e preconceito com outras profissões. O Delegado que fez uma campanha solo, sem discurso de apoio a Perillo e sem contar com o apoio do governador, veio a público, assim que eleito, envidar apoio ao candidato do PSDB, mudando radicalmente a sua posição em relação ao governo do correligionário. Waldir era um contumaz crítico da forma como se conduziu a segurança pública em Goiás, chegando a fazer críticas abertas às investigações dos assassinatos de mulheres em Goiânia. Waldir se dizia convicto da existência de um serial killer, enquanto a cúpula da SSP negava. Na realidade o delegado sempre foi o "patinho" feio da polícia de Perillo. Por várias vezes foi transferido de delegacia, porque, segundo os bastidores, aparecia demais e falava demais. E essa injustiça que sofreu do governo de Marconi Perillo foi o grande alavancador de votos do deputado eleito. Muitos que comentaram o post do delegado disseram que jamais votariam nele se soubesse que ele viria a defender o que chamaram de "pior governo que Goiás já teve". Outra mancada do Delegado foi o fato de criticar Caiado, dizendo que ele traiu aqueles que o elegeram para o senado, quando os jornais de Goiás divulgaram que o seu nome é cotado para assumir a mesma secretaria de segurança pública, em caso de vitória do tucano. Será que o delegado se declinaria de um eventual convite de Perillo para que o ajudasse a diminuir a violência absurda que assola Goiás? De qualquer forma, o que se viu pelos comentários na página do delegado foi uma grande decepção dos eleitores que votaram no 45 do calibre e no 00 da algema... pro bandido!

Clicando aqui você pode ler o post do delegado no facebook

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Clima do "já ganhou" mostra a verdadeira face de Marconi Perillo.

Marconi Perillo, o candidato do PSDB à reeleição em Goiás, que tem anunciando aos quatros cantos que faria uma campanha limpa e propositiva, acabou por revelar sua verdadeira faceta. Governador em terceiro mandato, Marconi vinha tentando disfarçar o incômodo de ver as revelações sobre sua suposta participação no esquema do bicheiro Cachoeira, desbaratado pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal, mostradas no programa eleitoral do PMDB. Empolgado pela pesquisa SERPES, que lhe dá uma confortável margem em relação ao candidato da oposição, Perillo revelou-se extremamente arrogante, presunçoso e autoritário ao falar de Iris Rezende. O Governador de Goiás, que por muito menos tem usado e abusado da judicialização da opinião em Goiás, processando todos que ousam criticar o seu governo, chamou Iris de velhaco, falso, mentiroso e arcaico, numa clara demonstração de preconceito com a idade do oponente. A atitude do senhor governador, durante evento com lideranças do PTB e aliados, expõe o lado obscuro do cidadão Marconi, que coleciona uma série de episódios que demonstram autoritarismo e violência, como por exemplo a agressão ao presidente da irmandade das congadas de Catalão, Leonardo Bueno, como mostra vídeo divulgado nas redes sociais e no Youtube. A atitude de Marconi Perillo, que já não disfarça mais sua prepotência e agora se mostra preconceituoso, mostra o quanto o povo goiano está prestes a legitimar um governador que cada vez mais se distancia da democracia que o elegeu por três mandatos. Mais grave ainda, é o fato de que as atitudes do comandante do executivo goiano tem legitimado e encorajado seus comandados a agirem também de forma violenta e anti-democrática, alguns até pregando a violência física para forçarem a subserviência ao governo de Perillo, como fez o blogueiro Cleuber Carlos, que recebe verbas do governo estadual, ao dizer que "precisamos acidentar o Wesley", em alusão ao candidato do PSOL Prof. Wesley. Isso é muito grave e pode levar Goiás a um estado de exceção com consequências imprevisíveis e sem precedentes na história de Goiás.