terça-feira, 6 de maio de 2014

Ação de Perillo contra Kid Neto é julgada improcedente

Euclides José Neto, o Kid Neto.
Kid Neto foi um peemedebista autêntico e um goiano que se preocupava com o bem estar do povo de Goiás. Tinha personalidade, era amigo dos amigos e não compactuava com negociatas e muito menos com a corrupção. Enquanto travava uma luta desigual com o câncer, Kid sofreu, como outros 41 cidadãos goianos, a mão pesada da censura que se instalou em Goiás, numa prática nefasta de judicialização da opinião, capitaneada por ninguém menos do que o senhor Governador do Estado. Marconi Perillo o levou ao tribunal sob a alegação de que tivera a honra maculada por postagens no twitter, exatamente como fez com os demais. Os palacianos chamavam isso de direito de ação, numa tentativa de induzir o povo ao erro, quando na verdade praticavam atos próprios do regime militar, tolhendo o direito à livre manifestação da opinião e expressão. Kid Neto não se curvou. Lembro-me da última vez que estivemos juntos. Mantendo o bom humor, apesar da doença, Kid soava determinado: "Reges, vou até as últimas consequências e não faço acordo e nem me retrato. Não menti uma vírgula. Vou pra cima!", dizia o saudoso amigo, certo da vitória. Pois a vitória veio. O Juiz da 7ª Vara Cível, Péricles Di Montezuma, julgou improcedente ação de Perillo movida em face de Euclides José Neto, o nosso eterno Kid Neto. Perillo buscava reparação por danos morais, o que o MM Juiz entendeu absolutamente fora de propósito. O mesmo magistrado que desaprovou Perillo em ação movida contra Dona Iris, reconheceu o direito inalienável à liberdade de expressão e, além de denegar razão ao autor da ação, condenou o governador ao pagamento das custas e honorários, no valor de R$ 3 mil. O juiz entendeu que em suas críticas, Kid Neto dirigia-se à administração geral e não especificamente à figura do Governador, e citando Matilde Zavala de Gonzalez, lecionou: "a aceitação de uma função pública traz em si uma tácita submissão à crítica das demais pessoas". Kid sucumbiu ao câncer, contra o qual lutou altivamente, mas venceu Perillo em sua sanha de coibir a liberdade. A bravura  e coragem de Kid Neto, hoje serve aos goianos, pois ajuda a recolocar a liberdade de expressão como corolário máximo da democracia em nosso estado. Como homem probo que foi em vida, Kid continua ajudando-nos a reescrever a história de Goiás. 

domingo, 4 de maio de 2014

Friboizistas partem para o ataque e ameaçam peemedebistas

Depois que veio à tona a notícia de que a empresa JBS S/A, holding da família de Junior Friboi, pré-candidato do PMDB ao governo de Goiás, deve ao estado mais de R$ 1,3 bilhões, referentes a tributos apurados e não pagos, os Friboizistas, como se designou chamar os apoiadores de Friboi, partiram para o ataque contra todos que entendem que o empresário não tem condições mínimas de concorrer ao cargo máximo do estado e que sua insistência beneficia tão somente Marconi Perillo no seu projeto de reeleição. Se já não existiam argumentos plausíveis para sustentarem a candidatura de um completo neófito na política goiana, agora é que não se terá mais alegações que possam consubstanciar o desejo de Friboi, já que o débito que tem com o estado o torna absolutamente inelegível do ponto de vista moral. Confrontados com a lógica, Friboizistas partem para o ataque gratuito e ameaças. Fakes já estão nas redes tentando denegrir a imagem de peemedebistas que não são simpáticos a Friboi. Companheiros de partido estão sendo ameaçados publicamente de expulsão e acusados de estarem apoiando Marconi Perillo. Algo surreal, principalmente partindo de integrantes do maior partido de oposição do estado, que hoje, lamentavelmente, se presta ao papel de partido de aluguel. O próprio Iris Rezende, em sua carta renúncia a pré-candidatura, disse que o PMDB se lançou ao mercado de especulações pouco republicanas, insinuando que venderam o partido. Outro peemedebista que denuncia a venda de apoio é Ivan Ornelas, ex-deputado e primeiro pré-candidato do partido ao governo de Goiás, que chegou a pedir a expulsão de Júnior Friboi à executiva do PMDB. Ornelas acusou Friboi de ter comprado deputados, delegados e lideranças do partido para viabilizar-se candidato. Sem condições políticas e morais de sustentarem a candidatura de Friboi, seus aliados usam os mesmos estratagemas do marconismo, numa tentativa de desmoralizar qualquer um que ouse confrontá-los com a realidade tão óbvia que é a inexpressiva atuação política do candidato, agora agravada pela notícia de que é um devedor bilionário do estado que pretende governar.   

sábado, 3 de maio de 2014

"Marconi Perillo não é discípulo de Henrique Santillo e ponto"!

"Quem conta a história é o tempo". Acredito não existir assertiva mais acertada do que essa. Em artigo publicado no Diário da Manhã do dia 30/04, Waldemar Curcino de Morais Filho, genro e assessor particular do saudoso governador Henrique Santillo, um dos mais probos administradores que Goiás já conheceu, foi o instrumento do tempo e veio recontar a história apropriada indevidamente pelo político Marconi Perillo. Logo no título, Curcino não deixa dúvidas: "Marconi Perillo não é discípulo de Henrique Santillo e ponto". Com a autoridade de quem viveu 23 anos ao lado do ex-governador, o missivista é direto: "O Dr. Henrique é grande demais para que queiram fazer dele moldura de honradez e dignidade para as imagens carcomidas de políticos com prazo de validade vencido, marcados pela suspeita e pela má fama", acentua. O artigo tem o condão de, como o próprio autor pontua, "protestar contra a complacência de alguns familiares (de Santillo) e todos aqueles que, fazendo uso indevido de seu nome e imagem, maculam a sua memória e a sua biografia". Segundo Waldemar, Marconi se apropriou indevidamente do capital político de Santillo, o qual, como médico, pai de família e político, jamais compactuaria com as práticas do atual governador de Goiás. "Santillo teve a vida pautada pelo paradigma da decência", diz o missivista. Traçando um paralelo da conduta de ambos, a fim de afastar, peremptoriamente, qualquer semelhança entre esse e aquele, Curcino sugere reflexão: "O Dr. Henrique nunca envergonhou amigos e familiares em investigações da Polícia Federal e nem foi levado à presença de CPI em qualquer Parlamento para dar explicações e se ver incluído no rol de políticos suspeitos. O que Marconi poderia dizer a esse respeito?", pergunta. E finaliza com uma última pergunta: "Disse ainda o Dr. Henrique: "o homem não precisa de muito para ser feliz. Precisa apenas ter a consciência tranquila". Será que o Marconi Perillo a tem?". Como se vê, o tempo veio corrigir, não a história de Santillo, mas a história de Perillo: "Marconi não é discípulo de Santillo e ponto!"

sexta-feira, 2 de maio de 2014

"JBS deve R$ 1,3 bilhões ao estado". Júnior Friboi não tem condições morais de ser o Governador de Goiás

Matéria do Jornal O Popular desta sexta-feira (02), informa aos leitores que a JBS S/A, maior empresa de processamento de carne bovina do mundo, de propriedade da família do pré-candidato do PMDB ao governo de Goiás, José Batista Júnior, o Júnior Friboi, deve ao estado de Goiás a bagatela de R$ 1,3 bilhões, em tributos apurados e não pagos, referentes aos últimos 9 anos. É algo surreal, ainda mais quando se trata da empresa de alguém que pretende ser o Governador do Estado. Recentemente o ex-secretário nacional de justiça do governo Lula, Romeu Tuma Júnior, acusou a JBS de ser a "maior lavanderia da história da américa latina", insinuando que a empresa bancará a campanha da Presidente Dilma em 2014, conforme divulgado na site EPOCH TIMES. Ainda segundo as declarações de Tuma Júnior para o referido site, a empresa de Friboi deve R$ 30 bilhões e o seu valor de mercado é de apenas R$ 8 bi. A dívida da JBS com o estado de Goiás, como noticiado pelo O Popular, ajuda a explicar o desejo insano do ex-administrador da holding, Júnior Friboi, de ser o governador do estado de Goiás, porém o torna inelegível, do ponto de vista moral. Como alguém que deve tanto dinheiro ao erário pode vir a ser o gestor do cofre estadual? Todo esse passivo, cujo credor é o Estado de Goiás, ajuda a explicar porque Friboi se dispôs a gastar tanto para se viabilizar candidato, comprando deputados, delegados e convencionais, como denunciou o ex-deputado Ivan Ornelas em pedido de expulsão do pré-candidato dos quadros do PMDB. O Fato é que Júnior Friboi não tem mais condições morais de se colocar como candidato ao governo de Goiás. Sua insistência conspurcará irremediavelmente o PMDB goiano e jogará uma nódoa irreparável sobre os políticos que o apoiam.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Mais uma ação de Perillo contra a liberdade de expressão é julgada improcedente

Depois que veio a público vangloriar-se de ter ganhado muito dinheiro com indenizações de ações que movera contra àqueles que ousaram criticá-lo, Marconi Perillo, Governador de Goiás, amargou mais uma derrota nos tribunais. É a 2ª em menos de um mês. No início de abril, o Juiz da 7ª Vara Cível, Dr. Perícles Di Montezuma, já havia julgado improcedente ação de Perillo contra a Deputada Iris Araújo, e condenado o governador ao pagamento das custas processuais, no montante de R$ 3 mil. Agora, o juiz da 8ª Vara Cível de Goiânia, Dr. Claudiney Alves de Melo, também julgou improcedente ação movida por Perillo, juntamente com Luís Carlos Alves, o Luiz Gama, contra o professor da rede pública de ensino, Marcos Roberto, por supostamente ter atentado contra a honra dos autores. Outra vez a justiça goiana entendeu que não houve crime e que devia prevalecer o direito constitucional da liberdade de expressão e opinião. O Governador e seu amigo Luiz Gama, que ficou conhecido no estado e no Brasil como o responsável pelo "bunker" de escutas ilegais montadas contra os adversários de Perillo, conforme foi divulgado pela revista Carta Capital,  buscavam reparação na justiça, alegando que haviam sido vítimas de ataques "irresponsáveis" no Facebook e que o professor havia achincalhado e caluniado os mesmos. O juiz acatou os argumentos da defesa, patrocinada pelo advogado Bruno Pena, que em sua peça disse que deveria prevalecer o direito à liberdade de expressão e crítica, e que os requerentes, "na verdade, estão a utilizar a tutela jurisdicional do Estado-Juiz para intimidar os críticos do Governo, que na maioria das vezes não dispõem de advogados para sua defesa", asseverou. Como na decisão anterior, o juiz da 8ª vara, reiterou que "o governador, enquanto figura pública, está sujeito aos constantes ataques e críticas, por mais severas ou irônicas que sejam, provenientes dos governados e dos meios de comunicação". Entendendo que as postagens do réu não causaram prejuízos de ordem moral aos autores da ação, o Juiz Claudiney sentenciou: "Então, se o réu assim agiu, não fugiu nem ultrapassou a liberdade de expressão. Pelo contrário, manteve-se nos limites da razoabilidade, sem qualquer intenção de denegrir a honra ou a imagem dos autores, logo improcede o pedido exordial". É uma decisão que interessa a todos os goianos livres e que vem somar-se ao fortalecimento da democracia. O governador goiano deve entender, de uma vez por todas, que críticas são salutares num estado democrático e que o homem público assume o risco de ser questionado. A judicialização da opinião, definitivamente, não pode e não deve prosperar.