domingo, 28 de setembro de 2014

Em gravação, Wladimir e Jayme supostamente combinam manipulação de Pesquisa.

Clique aqui para assistir o vídeo.
Em vídeo postado nas redes sociais, gravado com autorização da justiça durante a Operação Monte Carlo da PF, que investigou e desbaratou a maior quadrilha de corrupção que agia no Estado de Goiás, o ex-vereador de Goiânia, apontado como braço direito de Carlos Cachoeira, discute com um interlocutor que supostamente seria o atual Presidente da AGETOP e homem forte do governo Perillo, Jayme Rincón, os valores a serem pagos por uma suposta manipulação de pesquisa. Na gravação, o tal Jayme liga para Wladimir para reclamar do preço que um certo instituto havia pedido para fazer a pesquisa atendendo aos seus interesses. Jayme diz que o "instituto cobrou R$ 100 mil pela pesquisa". Wladimir se surpreende e pergunta se "estão doidos?" e diz: "nossa, essa lá na SERPES a gente faz por R$ 20 ou R$ 30 mil no máximo". Curiosamente, hoje, 28/09, o SERPES divulgou nova pesquisa em que "afirma" que Perillo pode vencer ainda no 1º turno, contrariando, inclusive, os números do IBOPE divulgados no início da semana. Fica muito claro que as pesquisas em Goiás tem agido para confundir o eleitor goiano e, num processo criminoso, como se depreende do diálogo acima, atuam dissimulando a realidade para favorecer o cliente que paga mais. Como diria Boris Casoy, "isso é uma vergonha". Com a palavra o MP/GO.

sábado, 27 de setembro de 2014

Afastamento de Jornalistas da Rádio 730am pode ter sido motivado por discussão com Perillo.

Jornalitas Eduardo Horácio e Vassil Oliveira teriam desagradado Perillo.
Comenta-se nas Redes Sociais, que os jornalistas Vassil Oliveira e Eduardo Horácio, integrantes da equipe da Rádio 730am, teriam sido afastados de suas funções após responderem a provocação do Governador de Goiás e candidato à reeleição, Marconi Perillo. O fato teria acontecido na última quarta-feira, quando Marconi foi entrevistado pela rádio. O candidato teria ficado furioso com as perguntas, que ele julgou constrangedoras, feitas pelos jornalistas. Umas das perguntas que pode ter tirado Marconi do sério foi feita por Vassil Oliveira, que indagou o entrevistado a respeito de sua ligação com o blog Goiás24Horas e se o site, comandado por suposto comissionado do governo estadual e que, dizem, opera do 9º andar do Palácio Pedro Ludovico, seria, na verdade, uma estrutura paralela da campanha de Perillo. Já na resposta, Marconi se mostrou desconfortável e não disfarçou sua irritação com o jornalista. Desligado os microfones, o Governador teria ofendido verbalmente os citados jornalistas, proferindo palavras de baixo calão. A verdade é que Perillo, eleito democraticamente por quatro vezes em Goiás, não tem muito apreço pela liberdade de expressão, opinião e de imprensa. O próprio jornalista Vassil Oliveira foi processado pelo nº 1 do executivo goiano, assim como vários outros jornalistas, blogueiros e tuiteiros que ousaram discordar de sua forma de governo. Depois do episódio, coincidência ou não, os jornalistas foram afastados das funções na Rádio 730am. Na emissora informaram que eles tiraram férias, mas nos bastidores a sensação é de retaliação do senhor Governador do Estado aos profissionais que não mostraram a subserviência a que está acostumado Marconi Perillo. Muito triste e preocupante tal episódio. Em se confirmando a suspeita de retaliação estaremos diante de um tenebroso caso de censura à liberdade de imprensa. Mais lamentável, ainda, é o silêncio dos colegas dos atingidos pela tirania que ronda Goiás.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Programa Eleitoral de Perillo mente para o povo goiano.

Inquérito Penal que tramita no STJ apura participação
do Governador de Goiás no esquema Cachoeira.
Em seu programa eleitoral gratuito exibido na noite do último dia 24, o candidato à reeleição, Marconi Perillo, mente para o eleitor goiano. O apresentador inicia sua fala dizendo que "o candidato da oposição repete o roteiro dos derrotados. Requenta acusações sobre um assunto que já foi exaustivamente explicado" (sic). Refere-se, ele, ao maior e mais vexatório esquema de corrupção de que se tem notícias no Estado de Goiás e que agia dentro da administração central do estado: o escândalo Cachoeira. Segundo as investigações da PF, corroboradas pela CPMI do Congresso Nacional, o esquema contava com a participação do Governador e candidato a reeleição, Marconi Perillo. Ao dizer que o assunto já foi exaustivamente explicado e que "nada de irregular apareceu contra ele", o candidato mente para os eleitores. Como os leitores podem conferir na página do STJ ou mesmo abrindo a imagem acima, Marconi Perillo responde a Inquérito Penal no Superior Tribunal de Justiça por sua suposta participação no esquema Cachoeira e para o STJ não tem nada que foi exaustivamente explicado, como querem fazer crer a turma palaciana. O processo corre normalmente e sua última movimentação se deu um dia antes do programa de Perillo ir ao ar e dizer que nada de irregular apareceu contra ele. A verdade é que Marconi Perillo quer encerrar, à revelia do parecer da justiça, o processo em curso. Ao dizer que "tudo foi esclarecido" Marconi despreza a capacidade de discernimento do goiano, tripudia da inteligência dos eleitores e lança dúvidas quanto a sua intenção. Ironicamente o programa diz que "Goiás exige respeito e seriedade". Disso nenhum goiano discorda e espera que o Governador seja o primeiro a agir com respeito e seriedade. Para isso é imprescindível que fale a verdade!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Fabiana Pulcineli diz que Marconi Perillo é habilidoso em criar simulacro de realidade.

Fabiana Pulcineli, Jornalista.
Em artigo publicado hoje, 22/09, na coluna Cena Política do Jornal O Popular, a jornalista Fabiana Pulcineli faz uma análise das razões pelas quais o escândalo Cachoeira pode, em tese, não ter sido, até então, o fator preponderante na campanha eleitoral em Goiás. Segundo Pulcineli, entre outros fatores, o que fez com que o caso não ganhasse tanto peso nesta disputa eleitoral foi o volume de publicidade do Governo Marconi, além da habilidade de Perillo "em criar um simulacro de realidade, transformando o arquivamento do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do caso Cachoeira no Congresso, resultado de um acordo político entre PMDB e PSDB, em uma sentença de absolvição". Chamando a atenção para o fato de que o STJ continua investigando a relação do governador e do governo com a organização criminosa, Pulcineli diz que "o tucano trata o caso como se fosse vítima de uma armação e ressalta que nada ficou provado contra ele. Como se a tramitação demorada do processo e os acertos políticos no Congresso fossem sinônimo de inocência". Fabiana ressalta que, na oposição, "ninguém se colocou muito disposto a refrescar a memória do eleitor" e que, com isso, "Cachoeira, condenado a mais de 39 anos de prisão em primeira instância, e outros integrantes do seu grupo parecem à vontade para manter contatos, articulações e negócios junto ao poder público. O contraventor, segundo a jornalista, "também aparece por trás de uma boa leva de candidatos ao legislativo, todos pela base aliada de Marconi. Alguns nomes são apontados nos bastidores como prováveis campeões de voto", diz. Encerrando, Fabiana Pulcineli vaticina uma realidade moralmente desastrosa para o estado de Goiás: "de desgastado, desmoralizado e preso há dois anos, Cachoeira pode sair como um grande vencedor da campanha em Goiás". Se o eleitor goiano não reagir, dessa vez não haverá "amigo" fora da festa.

Em Goiás o bom senso agoniza. Signates diz não ver problema na divulgação de dados falsos.

Luiz Signates, Professor de Comunicação UFG / PUC
O doutor em Comunicação e Professor da Universidade Federal de Goiás, Luiz Signates, foi questionado no twitter acerca da metodologia do Blog Diário de Goiás, do professor e radialista Altair Tavares, em excluir os votos dos indecisos do comput geral dos votos válidos nas diversas pesquisas que divulga. A prática, vista como uma forma de aumentar o quantitativo de votos válidos para Marconi Perillo, elevando seus números a patamares que induz o eleitor a pensar que ele vence no 1º turno as eleições de outubro próximo, foi contestada pelo autor do Blog, que enxerga tendenciosa a aludida metodologia. A pergunta feita ao catedrático foi se ele achava prudente e honesto excetuar os votos dos indecisos para formar maioria para determinado candidato. A princípio, Signates disse que "pesquisa é projeção. Em geral os indecisos aparecem nos estudos de migração de votos". Questionado se a exclusão dos indecisos não poderia comprometer a projeção, o doutor respondeu: "pode ser. Mas no caso, conforme a pesquisa, são só 8,7% do eleitorado. O resultado não mudaria tanto assim com a redistribuição". Isso não é verdade. A diferença entre o que foi divulgado pelo Blog Diário de Goiás, apontando que Marconi teria 49,1% dos votos válidos, e o percentual considerando válidos os indecisos seria de 4,56%, ou 194.200 votos. Marconi estaria, portanto, muito longe de vencer no 1º turno. Ao final da discussão, Signates concordou que a amostragem, como divulgada, não se mostra provável, mas se disse contrário à proibição de divulgá-la. Lamentável que um dos maiores analistas políticos de Goiás pense dessa forma, pois um levantamento onde a probabilidade é descartada não deveria, sob hipótese alguma, ser divulgada, já que serviria apenas a uma mera especulação tendenciosa para formação da opinião dos mais incautos eleitores. Em outro post, Luiz Signates soa ainda mais incoerente: "o eleitor tem direito a TODA informação. Mesmo falsa". Será? Quando se mente também não estamos sonegando informação, no caso a verdade? Será que a mentira é mesmo uma informação? Com a resposta o eleitor.