domingo, 31 de agosto de 2014

Acusado de ter recebido dinheiro sujo por serviços prestados a Perillo, o SERPES não tem moral para divulgar pesquisas em Goiás

Em Goiás é muito comum ouvir as pessoas se perguntando: "eu não voto em Marconi, não conheço ninguém que vota no Marconi. Como é possível ele aparecer sempre na frente nessas pesquisas eleitorais?" A resposta não é tão difícil assim. Não existe muito mistério quanto aos números apresentados. Ocorre que o Governo de Goiás, comandado por Marconi Perillo, já gastou, de 2011 a 2014, mais de R$ 500 milhões em propaganda, ou seja, mais de meio bilhão de reais. Os beneficiários de toda essa fortuna é a mídia goiana, formada por rádios, jornais e televisão, além de blogs sem nenhum compromisso com a verdade. Os institutos de pesquisas, sempre estão ligados a algum tipo de veículo de comunicação e não fazem pesquisas de graça. Logo, se é tão difícil encontrar eleitor que vota em Marconi mas ele está sempre liderando as pesquisas, é crível concluir que essas pesquisas atendem aos interesses de quem paga por elas. Ademais, esse expediente tem um grande poder de indução do eleitorado. Infelizmente o eleitor brasileiro, e nele se inclui o goiano, tem o hábito de não "perder" seu voto. É muito comum ouvirmos as pessoas dizendo que vota em fulano porque ele vai ganhar "mesmo", já que as famigeradas pesquisas apontam o tal candidato disparado na frente. Em Goiás é assim. Esse instituto SERPES, que hoje divulgou pesquisa dando Perillo 15 pontos à frente d Iris, está, desde 2010, moralmente impedido de fazer pesquisas de intenção de votos em Goiás. Digo e repito: o SERPES está moralmente impedido de divulgar pesquisas em Goiás. E a razão é lógica: Ana Cardozo de Lorenzo, dona da empresa SERPES Pesquisas de Opinião e Mercado, foi contratada para a campanha de Perillo em 2010 e, empurrada para dentro do imbróglio Cachoeira, viu-se obrigada a confessar que havia recebido dinheiro sujo em pagamento do serviços prestados para Marconi Perillo em 2010, conforme reportagem que você pode ler aqui. Chamada à CPMI instalada para apurar o envolvimento de servidores da administração estadual com o bicheiro Cachoeira, Ana de Lorenzo enviou documento à CPMI confessando que havia recebido R$ 28 mil da empresa fantasma Alberto & Pantoja Construções Ltda, em pagamento de parte dos serviços encomendados por Perillo, cujo total era de R$ 56 mil. Diante desse fato, como é possível acreditar nas pesquisas divulgadas por um instituto que fez parte do staf de campanha do candidato que ele aponta como primeiro colocado nas pesquisas? Teríamos que ser muito ingênuos para acreditar nos números apresentados pelo SERPES e em todos os outros que não dispõem de um mínimo de credibilidade. O que existe em Goiás é um projeto de manipulação da opinião pública que usa os expedientes das pesquisas eleitorais, e da propaganda como um todo, para induzir e alienar o povo goiano. Não se permita ser vítima dessa prática criminosa.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Após inviabilizar acordo para salvar a CELG, Perillo a entrega por valor simbólico.

Mais um triste dia para os goianos. Marconi Perillo, governador do estado, apagou a luz da CELG e encerrou um imbróglio criado por sua vaidade e arrogância. Foi assinado hoje (27/08) o acordo que transfere 51% das ações da Centrais Elétricas de Goiás - CELG para a Eletrobrás. Pelo controle acionário da companhia, o Estado de Goiás ira receber míseros R$ 56 milhões, algo em torno de 0,86% do valor de mercado da empresa, avaliada em R$ 6,5 bilhões, de acordo com estudos da Universidade Federal de Goiás. O desfecho trágico para os goianos, que perdem uma das maiores empresas goiana, é resultado do boicote que o Governador Perillo fez ao acordo proposto pelo governo anterior, comandado por Alcides Rodrigues. Em 2010, Alcides havia pactuado com o Governo Federal um acordo para saneamento das dívidas da CELG que permitira a reestruturação da empresa e que manteria 95% das ações da estatal em poder do Estado. Entretanto, como Governador Eleito, Perillo oficiou ao Presidente da Caixa Econômica Federal, instituição financeira responsável pela liberação do empréstimo solicitado por Alcides, colocando-se contra a operação e inviabilizando o negócio. O resultado foi desastroso. Sem condições de saldas suas dívidas, a CELG não pode reajustar suas tarifas e nem receber aportes, o que a inviabilizou por completo, privando milhares de goianos de uma prestação de serviço de qualidade. Recentemente a companhia foi considerada a pior distribuidora de energia elétrica do país. Hoje os goianos dão adeus ao controle acionário da empresa, mas continuarão amargando a dívida, algo perto de R$ 7 bilhões. Por pura vaidade, Perillo simplesmente fez virar fumaça o patrimônio dos goianos. Mais um "grande" legado do pior governo da vida dos goianos.
Em tempo: o Deputado Ronaldo Caiado, candidato ao Senado por Goiás, promete ir a justiça para barrar o que ele chamou de "acordo obscuro em ano eleitoral". 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Programa Eleitoral de Perillo mente para a população goiana.

Mais uma vez a comunicação do Governo de Goiás tenta confundir a opinião pública. Nessa segunda (25/08), no seu programa político eleitoral gratuito, a coligação do candidato a reeleição, Marconi Perillo, veiculou a informação mentirosa de que o estado doou 50 caminhões para coleta de lixo em Goiânia. Imediatamente o Procurador Geral do Município, Carlos de Freitas, rebateu a informação inverídica. Em nota, Freitas disse que "diante das informações erradas apresentadas no programa eleitoral da Coligação Garantia de um Futuro Melhor para Goiás (sic), do candidato Marconi Perillo, julgo extremamente importante esclarecer para a população de Goiânia e de Goiás a verdade sobre o convênio assinado pela Prefeitura de Goiânia e o Estado para a compra de caminhões coletores de lixo". Ainda segundo a nota, "no dia quatro de julho, último prazo para as transferências de recursos em função do período eleitoral, o Estado depositou a quantia em conta errada, o que ocasionou o estorno do valor pelo Banco Central. O Estado, alegando a incapacidade de efetuar novo depósito, deixou de fazê-lo". Concluindo, Carlos de Freitas, destaca, para o conhecimento de todos, que "a Prefeitura de Goiânia não recebeu do Estado qualquer recurso para a coleta de lixo na capital, e que os serviços estão sendo feitos exclusivamente com equipamentos da administração". O Procurador encerra repudiando, veementemente, a prática "distorcida do programa eleitoral do candidato Marconi Perillo, pois entendemos que teve o propósito tão somente de confundir a opinião pública e denegrir a imagem da administração". Que o povo goiano saiba discernir a estratégia politiqueira da comunicação do Governo Estadual e perceba o quão nociva tem sido essa prática para o povo goiano.

A íntegra da Nota Oficial você pode ler aqui    

domingo, 24 de agosto de 2014

O Governo de Goiás e a manipulação da opinião pública: a democracia corre perigo.

O domínio dos meios de comunicação de massa foi o método usado pelo estado fascista de Hitler e Mussolini para divulgar suas ideologias. Ao passo que seus discursos eram transmitidos constantemente, a censura às opiniões contrárias era uma prática corrente. Já naquela época, Hitler descobriu que "uma mentira contada mil vezes, virava verdade" e, assim, achou no domínio da comunicação, o meio eficaz para manter a liderança sobre o povo, propagando-se um deus. Em Goiás vivemos algo parecido. Desde a deflagração da Operação Monte de Carlo, da PF, que revelou um grandioso esquema criminoso dentro da alta cúpula do governo estadual, Marconi Perillo, governador, que também foi citado como integrante da organização criminosa, inclusive respondendo por isso no STJ, iniciou sua estratégia de controle da informação e da opinião. Num primeiro momento usou da "judicialização da opinião", onde mais de 40 pessoas foram processadas pelo Governador por exporem suas opiniões, que eram contrárias ao mandatário de Goiás. Concomitantemente, o governo de Perillo começou a investir pesado nos meios de comunicação do estado. Jornais impressos, digitais e blogs, receberam vultuosas quantias de uma milionária campanha estatal de propaganda. Em três anos e meio, quase R$ 500 milhões, ou seja, meio bilhão de reais, foram gastos em publicidade e, obviamente, apenas os veículos simpáticos ao Governador foram agraciados com essa verba pública. Em contrapartida, a mídia goiana tem manipulado a opinião pública, de forma a criminalizar a atuação da oposição ao governo e de constranger àquelas vozes dissonantes a Perillo. Onde antes se lia notícias, o povo, agora, lê "editoriais" cuidadosamente elaborados e redigidos para enganar, confundir e alienar o cidadão goiano. Sob a máxima de Hitler, mentiras e falácias são usadas para conter o avanço da verdade, para desmerecer quem ouse mostrar a real situação do estado e a corrupção que domina o palácio. Às vésperas da eleição, esses veículos que fazem parte da "comunicação estatal", encomendam pesquisas e mais pesquisas eleitorais, as quais, obviamente, trazem sempre Perillo disparado à frente dos demais concorrentes ao governo. Renomados analistas políticos são, constantemente, "ouvidos" por esses meios de comunicação cooptados e, em matérias absolutamente tendenciosas, opinam de forma a confundir o povo, fazendo-o crer que é feio mostrar a verdade, que isso é baixaria e que a moral e a probidade não devem ser levados em consideração na hora de votar. Diuturnamente, blogs, como o tal Goiás24Horas, que dizem operar do 9º andar do Palácio do Governo, criados para disseminar as falácias e sofismas divulgados pelos meios de comunicação, agem nas redes sociais e na internet cumprindo o papel de maximizar o que já se leu nas mídias compradas. Nesse círculo vicioso, o cidadão não tem mais acesso às notícias, aos fatos e é conduzido pela vontade de um intrincado esquema de comunicação criminosa, cuja finalidade é manter no poder o Governo que aí está. Por tudo isso é que afirmamos: "a verdade está na cara, mas nada acontece". O povo goiano está sendo levado ao um estado de letargia nunca antes visto em Goiás e a democracia respira por aparelhos.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Governador de Goiás, às vésperas da eleição, joga com a esperança dos excedentes concursados da PM/GO.

Notícia veiculada hoje (22/08) no Jornal Opção, dá conta de que Marconi Perillo informou que autorizou a prorrogação do prazo para convocação dos remanescentes do último concurso da PM/GO. Esses remanescentes são aqueles homens e mulheres que ficaram acampados por 99 dias numa ilha entre o anel interno e o externo da Praça Cívica, em frente ao Palácio Pedro Ludovico, no centro de Goiânia. É a mesma turma que tentou por diversas vezes uma audiência com Perillo, mas nunca foram recebidos. Em busca da nomeação que entendem ser de direito, esse pessoal foi até o Senado, onde o orador da turma fez duras críticas ao governo de Goiás que, em detrimento desses concursados, preferiu nomear soldados temporários para preencher o quadro de polícias militares no estado de Goiás. Os chamados SIMVE, objetos de ADIN junto ao Tribunal de Justiça de Goiás, ocupam as vagas que deveriam ser daqueles que prestaram concurso público e cumpriram todas as etapas do certame. O discurso de Perillo candidato soa absolutamente eleitoreiro, haja vista já ter descartado o chamamento desse pessoal. Em coletiva à imprensa, em fevereiro de 2014, Marconi Perillo foi peremptório: "Não existe legalidade para convocar excedentes da PM". E foi além: "o que existe hoje em Goiás é a maldade de algumas pessoas que tentam confundir a cabeça da população. Eles não passaram no concurso, ele foram reprovados!" É de ser perguntar: se o Governador tinha essa convicção em fevereiro/2014, chamando de "maldade" a defesa da expectativa daquela turma, por que agora, às véspera das eleições, autorizou a prorrogação do prazo para a convocação dos excedentes da PM/GO? Isso sim é maldade. Isso sim é confundir a cabeça da população. Isso sim é demagogia. Essa estratégia de alimentar a esperança dessa turma, jogando com o sonho de milhares de pessoas, abusando da boa-fé desses homens e mulheres, sabendo que não será possível fazê-lo, tudo em troca de votos, é de uma covardia sem tamanho. Que Goiás saiba reagir a esse populismo barato.