quarta-feira, 22 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Goiás, o trágico "Mundo Quebrado" de Marconi Perillo.
Onde está a prioridade do Governo de Marconi Perillo? Num estado absolutamente comprometido pelo déficit público e uma dívida consolidada que já passa de R$ 22 bilhões, demandas urgentes a serem sanadas na área da segurança pública e educação, dívida de mais de R$ 120 milhões com os municípios goianos, oriunda do não repasse dos convênios assinados com as prefeituras e mais de R$ 1,3 bilhões negativos na conta centralizadora, o anúncio de que o Governo de Goiás vai pagar mais de R$ 500 mil a uma produtora de São Paulo para produzir um filme/propaganda sobre o estado, é de estarrecer. Segundo nota do Jornal Opção, Marconi Perillo enviou projeto à Assembleia Legislativa de Goiás para liberação da verba à empresa Film Noise Produções Cinematográficas Ltda, que produzirá um curta metragem com o título: "A Magia do Mundo Quebrado". Seria cômico se não fosse trágico. O título do filme não poderia ser mais apropriado. Goiás hoje é de fato um mundo quebrado, sem dinheiro para a segurança pública e sem recursos até para o pagamento da folha dos servidores. O Data-Base do funcionalismo, agendado para maio próximo, já é quase sonho desfeito. A SEFAZ-GO divulga que não há recursos e coloca a culpa no cenário nacional. Para arrecadar, Marconi anuncia que venderá áreas públicas. Num paradoxo que beira o tripúdio à boa-fé dos goianos, o governo joga dinheiro pelo ralo da propaganda fácil, tentando vender uma imagem que o garanta no controle da situação. No mundo de faz-de-conta do Governo Perillo até um mundo quebrado pode ser mágico. No mundo real em que os goianos vivem, o mundo quebrado de Marconi é verdadeiramente trágico.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Advogado Alex Neder fala sobre novo Código de Processo Civil.
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| Alex Neder, advogado. |
Falando à coluna Café da Manhã do Jornal Diário da Manhã, assinada pelo jornalista Ulisses Aesse, o advogado criminalista Alex Neder disse que o novo Código de Processo Civil (CPC) "promete mudanças arrojadas para dar maior celeridade e oxigenação à justiça brasileira". Para Neder, o novo CPC cria centros de solução consensual de conflitos, inclusive nos tribunais, evitando o litígio e buscando resolver as questões através de acordos. Outro ponto positivo elencado pelo renomado advogado, diz respeito a garantia do recesso forense, de 20 de dezembro a 20 de janeiro, permitindo, assim, que o profissional do direito possa planejar e gozar merecidas férias e se desligar dos prazos processuais que sacrificam apenas os advogados. Um ponto que preocupa, segundo Neder, é que o novo código extingue recursos e restringe outros. "Espero que isso não venha prejudicar o jurisdicionado, pois a justiça deve ser feita visando a qualidade da prestação jurisdicional e não aumentar a quantidade das soluções em prejuízo das decisões", disse. Alex Neder é um dos mais conceituados advogados criminalistas de Goiás, Conselheiro Seccional da OBA/GO e membro do Conselho de Transparência Pública e Combate a Corrupção do Estado de Goiás.
sábado, 18 de abril de 2015
CelgTelecom, subsidiária da CelgPar, nunca saiu do papel, mas pagou R$ 867 mil em salários em 2014.
Segundo nota publicada na coluna Giro do Jornal O Popular de hoje, a CelgTelecom, empresa criada pela Lei Estadual 16.237/08 como subsidiária da Estatal CelgPar, que em tese, ofereceria serviços de telefonia e banda larga via rede elétrica, pode ser, na verdade, uma empresa de fachada com o objetivo de acomodar apadrinhados políticos do governo estadual. Na nota, intitulada "só dá despesa", o jornalista Jarbas Rodrigues Jr, anota que a "CelgTelecom teve faturamento zero no ano passado, mas pagou R$ 1,2 milhão em despesas administrativas, sendo R$ 867 mil em salários". A empresa goiana só existe no papel e nunca atuou de fato. Segundo Jarbas, a atual diretoria da empresa tinha a intenção de colocá-la em funcionamento em 2012, mas não conseguiram. A desculpa é de que a empesa está presa à transição da holding CelgPar, federalizada recentemente. Sem receita alguma, a empresa que só existe no papel, portanto de fachada, abriga três diretores e oito conselheiros. Essa turma recebe do erário goiano a bagatela de quase R$ 80 mil mensais. Em 2013 foi anunciado que o Governador Marconi Perillo havia assinado, juntamente com o Diretor-Presidente da CelgTelecom Pedro de Morais Jardim e com o Diretor Técnico e Comercial Ricardo de Sousa Correia, Termo de Cooperação Técnica com a Telebrás para interligação da rede da Celg Telecom com o Backfone da estatal brasileira. Esse serviço nunca se operacionalizou. Pesquisa na internet pelo site da empresa (www.celgtelecom.com.br) leva-nos a um anúncio de venda do domínio, conforme é visto na foto. Diante da situação caótica do estado, que atrasa pagamentos de servidores e repasses de convênios às prefeituras goianas, é absolutamente inadmissível que mais de R$ 1,2 milhão de reais sejam usados para bancar uma empresa de fachada, cujo único objetivo tem sido assegurar salários para amigos e apadrinhados da corte goiana.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Novo concurso para PM/GO soa como retaliação de Perillo aos 1.421 concursados que aguardam nomeações.
Apesar da existência de 1.421 concursados aptos ao ingresso imediato na Polícia Militar de Goiás, o Governador do Estado, Marconi Perillo (PSDB), anunciou que fará novo concurso público para provimento das vagas que serão abertas com a saída dos soldados temporários do SIMVE das ruas do estado. Segundo o Governador, o concurso contemplará 1400 vagas para soldados policiais militares e 1100 vagas para administrativos. Com o novo certame o Estado pretende criar a figura do soldado militar de 3ª classe, com salário inicial de aproximadamente R$ 1.842,00, o que representa algo em torno de 60% do que ganha um soldado da PM/GO hoje. A insistência de Marconi Perillo em promover novo concurso, quando poderia perfeitamente aproveitar o contingente classificado no último certame da PM/GO, soa como retaliação ao grupo dos chamados "Concursados", os quais lutam desde a implantação do SIMVE por suas convocações. É possível que a intenção do governo goiano, de realizar novo pleito e não convocar os remanescentes do concurso anterior, já nasça morta do ponto de vista legal. Jusrisprudência pacificada do STF aduz que "se durante o prazo de validade do certame forem realizadas nomeações em caráter precário - contratação de comissionados ou temporários, por exemplo - para exercerem as mesmas funções dos candidatos aprovados em concurso, estará configurada a preterição e os concursados aprovados terão direito a serem convocados nas vagas ocupadas precariamente". Não obstante o cumprimento da norma legal, Marconi Perillo evitaria gastos desnecessários com a promoção de novo concurso e ainda poderia suprir, com maior efetividade e menor tempo, a ausência de policiais nas ruas do estado. Embora o governo alegue que os concursados que aguardam nomeações não foram aprovados, o Ministério Público de Goiás e o próprio STF, quando da declaração de inconstitucionalidade do SIMVE, declararam o contrário, dando parecer favorável à contratação desses concursados. Novo concurso para provimentos das vagas abertas pela inconstitucionalidade do SIMVE, além de incoerência, fere os princípios da economicidade e da legalidade.
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