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| Henrique Arantes, Deputado Estadual (PTB) |
sexta-feira, 6 de março de 2015
Deputado Henrique Arantes diz que no governo de Marconi Perillo tem "pessoas à toa".
quinta-feira, 5 de março de 2015
Chamem o Padre Quevedo: o padre é um fantasma!
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| Pe. Luiz (Foto Jornal O Popular) |
Reportagem do jornal O Popular de hoje, 05/03, traz uma revelação estarrecedora do ponto de vista moral: o padre fantasma. O Pe. Luiz Augusto Ferreira, ou simplesmente "Padre Luiz", conhecido por suas inúmeras obras sociais e por levar multidões às celebrações, principalmente quando esteve à frente da Paróquia Sagrada Família, na Cidade Jardim em Goiânia, confessou que é funcionário da Assembleia Legislativa de Goiás há mais de 20 anos e que, desde que foi ordenado padre, nunca deu expediente naquela casa de leis. Segundo a reportagem, o salário do padre é de R$ 11,8 mil e ele está lotado na Diretoria Parlamentar. Em sua defesa, Pe. Luiz diz que está de licença desde 1995, quando foi ordenado padre e que nunca sacou um centavo do que foi depositado em sua conta. Tentando justificar o recebimento indevido dos salários na Assembleia, o pároco, hoje responsável pela Igreja Santa Teresinha do Menino Jesus, em Aparecida de Goiânia, diz que o dinheiro será usado para construção de um centro para tratamento de dependentes químicos. Ainda segundo o religioso, ele tentou pedir demissão por pelo menos oito vezes, mas nunca foi atendido. A revelação da condição de funcionário fantasma do religioso é estarrecedora pelo fato de que, em todo seu ministério de fé, Pe. Luiz tem pregado a observância da moral e aconselhado seus fiéis à prática incondicional da honestidade como condição do perdão e da Glória de Deus. Conhecido como o evangelizador das multidões e campeão em arrecadação de dízimo em Goiás (fala-se que a arrecadação mensal do dízimo na Paróquia Sagrada Família chegou a R$ 450 mil), Pe. Luiz foi afastado da comunidade Sagrada Família em maio de 2011, onde conseguia reunir 20 mil pessoas em uma única missa, e até hoje a Igreja não se manifestou claramente sobre o motivo que ensejou tal transferência. Na época, por recomendação do arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, Pe. Luiz foi obrigado a assinar um documento que o proibia de celebrar missa para o público. Em fevereiro de 2013 o hoje "padre fantasma" envolveu-se em outra polêmica, quando foi visitar o acusado de mandar assassinar o radialista Valério Luiz, Maurício Sampaio, na carceragem da delegacia de homicídios em Goiânia. Confrontado com o pai da vítima, Mané de Oliveira, que o acusava de não ter agido com a mesma deferência para com sua família, Pe. Luiz disse, na época, que culpado ou inocente, não deixaria de ser grato por todo o bem que Sampaio faz nas suas obras de caridade.
terça-feira, 3 de março de 2015
Sem política de segurança pública, crimes continuam crescendo em Goiânia.
Considerada a 23ª cidade mais violenta do mundo em levantamento realizado pelo Conselho para a Segurança Pública e Justiça Criminal, do México, Goiânia continua fazendo jus ao horroroso título nos dois primeiros meses de 2015. Segundo reportagem de O Popular, já foram registrados 103 homicídios na capital de Goiás nos meses de janeiro e fevereiro do corrente ano. O aumento dessa modalidade de crime foi de 9,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O Secretário de Segurança Pública do Estado, Joaquim Mesquita, contumaz em apresentar explicações esdrúxulas para as causas da violência na capital, dessa vez se superou. Segundo ele, o fato do carnaval ter caído em fevereiro é a explicação para o aumento no número de homicídios em Goiânia. Nos últimos 11 anos, em 9 deles o carnaval foi comemorado no mês de fevereiro. A verdade é que, não obstante o trabalho desenvolvido pela Polícia Militar, não há projetos de governo, e nem de estado, para conter a onda de violência que assola Goiânia e Goiás como um todo. Diante do quadro negativo da segurança pública, o governo diminuiu substancialmente o pagamento de extras aos policiais militares goianos e tem apostado no inconstitucional SIMVE. Como se vê, medidas equivocadas que não têm surtido efeito. Assim como os homicídios, o roubo a pedestres nas ruas da capital goiana também aumentou. E muito. Em dezembro do ano passado, 721 pessoas comunicaram ter sido roubadas em vias públicas, contra 1323 em janeiro de 2015. Um aumento de 83% nessa modalidade de crime. No Estado esse aumento foi de 27%. Isso sem considerar o número de cidadãos que são roubados e sequer vão à delegacia fazer ocorrência. O Governo Marconi diz ter investido em segurança pública, mas a realidade mostra o contrário. Ainda de acordo com a reportagem do jornal, essas estatísticas, desfavorável ao governo tucano, foram divulgadas no site da SSPJ apenas na semana passada, ao contrário de outras modalidades de crimes que tiverem redução em relação a meses anteriores, como o roubo de veículos, por exemplo, que foram divulgadas pelo governo ainda na primeira quinzena de fevereiro. A violência em Goiás cresceu 230% desde que Marconi Perillo assumiu o governo em 1999, o que levou Goiás a sair de 18º para a condição de 5º estado mais violento do país e Goiânia, a capital, figurar como a 23ª cidade mais violenta do mundo.
domingo, 1 de março de 2015
Governo de Goiás é acusado de tentar criminalizar movimentos sociais e promover "prisões políticas".
As manifestações populares sempre foram a pedra no sapato dos maus políticos. Se a democracia se pauta no princípio de que todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido, as manifestações são a forma desse povo dizer aos seus governantes que não concordam com os rumos de sua administração. Depois do voto, as manifestações são as mais importantes ferramentas de que dispõe o povo para o exercício da democracia. Há, entretanto, uma nefasta campanha em curso para retirar do povo essa soberania na cobrança dos seus direitos: estão criminalizando os movimentos sociais que dão visibilidade à insatisfação popular. Em Goiás a coisa é preocupante. No último dia 26/02, na Praça A, Setor Campinas, em Goiânia, um grupo de estudantes protestava contra o aumento abusivo da passagem de ônibus e a ameaça do fim do passe-livre estudantil, quando foram presos pela Polícia Militar e levados à Delegacia de Repressão aos Crimes Organizados (DRACO). Lá foram autuados em flagrante por, entre outros "crimes", formação de quadrilha e continuam presos até o momento. Segmentos organizados da sociedade, estudantes, professores e familiares dos presos dizem que se trata de prisão política, arbitrária e desnecessária e que o objetivo da polícia e do Governo do Estado, comandado por Marconi Perillo (PSDB), é criminalizar o movimento de luta contra o aumento da passagem do transporte coletivo em Goiânia. A imprensa goiana, que tem no Governo do Estado a "galinha dos ovos de ouro", se cala quanto a causa e abusa na divulgação das consequências do movimento. Convencionou-se chamar de vandalismo as manifestações como um todo. Qualquer ato isolado é motivo para se atribuir a todos os manifestantes o caráter de vândalos, maculando, assim, o legítimo ato de protestar contra os desmandos. Marconi Perillo, no exercício do 4º mandato, nunca foi muito afeito à democracia e nem à liberdade de expressão e opinião. Vários são os processados por ele por críticas ao seu governo. Recai sobre o Governo tucano de Goiás a acusação de ordenar a prisão política dos estudantes que encabeçam o movimento contra o aumento da passagem. Já as empresas de ônibus que operam na região metropolitana de Goiânia acusam Marconi Perillo de não cumprir acordo para o pagamento de 50% da gratuidade do sistema, o que culminou com a necessidade de se promover o aumento de quase 18% no valor da passagem. Em abril do ano passado, em início de campanha pela reeleição, Marconi assumiu o compromisso de arcar com metade da gratuidade do sistema, que são as passagens franqueadas ao passe-livre estudantil, idosos, deficientes e militares fardados. O valor do repasse deveria ser de R$ 4,5 milhões/mês. Até hoje nenhuma parcela desse acordo foi paga pelo governo estadual, o que tem inviabilizado a gratuidade, segundo os empresários do transporte. A dívida já chega a R$ 45 milhões. Não é crível e nem é justo que se criminalize as consequências das manifestações, levando estudantes à prisão, sem contudo discutirmos os crimes de responsabilidade praticados pelo governo de Goiás e pelas demais autoridades omissas. Não se concebe a ideia de chamar de vândalo o cidadão que vai às ruais reclamar um direito legítimo e acobertar o vandalismo do mau político, operado no ar condicionado de seu palácio. Toda consequência tem uma causa e esconder essa causa é pura falácia de quem pretende justificar o injustificável. Se alguém deveria estar preso pelo caos no transporte público da capital, que tem motivado as manifestações populares, definitivamente não são os estudantes recolhidos numa cela da DRACO. Em plena vigência do Estado Democrático de Direito assistimos um grave atentado contra os direitos individuais de cidadãos que buscam, tão somente, o respeito às suas garantias constitucionais.
Ana Carla Abrão, Secretária da Fazenda de Goiás, acena com impossibilidade de pagar o data-base em maio.
O instituto da reeleição tem provocado um fato inusitado na política brasileira e sobretudo na goiana. É comum vermos um governo recém eleito culpando o antecessor pelas mazelas encontradas, tais como déficits nas contas, desequilíbrios e inchaços da máquina pública. Tudo serve para justificar o não cumprimento das promessas assumidas em campanha, e assim a vida segue seu rumo. A reeleição de Marconi Perillo (PSDB) em Goiás inaugurou uma nova forma de justificar o descalabro. Tendo herdado de si mesmo um estado quebrado, com déficit de mais de R$ 1,3 bilhões e restos a pagar na ordem de R$ 1 bilhão, o governo de Marconi IV começa a abespinhar-se com o governo de Marconi III. O curioso é que todos, secretários e imprensa, agem para deixar, pasmem, Marconi Perillo fora dessa. A Secretária da Fazenda do Governo Marconi IV, Ana Carla Abrão, tem pisado em ovos para anunciar os rombos herdados do governo de Marconi III. Surpreendida pela dívida com os municípios, fruto dos convênios assumidos e não pagos, que já superam os R$ 120 milhões, Ana Carla disse não ter sido informada de que havia essa dívida e não soube precisar quando o estado poderá quitá-la. Hoje, no Giro do O Popular, a SEFAZ-GO anuncia que, muito provavelmente, o Estado não terá como pagar o data-base do funcionalismo, agendada para o mês de maio do corrente ano. Mais uma vez, Ana Carla atribui ao governo de Marconi III a adoção de medidas que inviabilizam o governo de Marconi IV: "Temos reajustes concedidos em anos anteriores que já impactam 75% da receita líquida do Estado", disse a Secretária alertando os colegas de que o estado terá dificuldades para arcar com reajustes na folha do funcionalismo e preparando os funcionários públicos para o não pagamento do data-base. Enquanto isso, Marconi Perillo, o dono dos dois mandatos, faz cara de paisagem e finge não ser com ele. José Taveira, o SEFAZ de Marconi III, realocado na SANEAGO, não tem se pronunciado a respeito das acusações da SEFAZ de Marconi IV. Até quando os auxiliares conseguirão separar Marconi de Marconi não se sabe, mas que a corda esta prestes a se partir, não tenham dúvidas.
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