sábado, 7 de fevereiro de 2015
Sob a alegação de "Missão Oficial", Governador de Goiás, Marconi Perillo, patrocina turismo à Europa.
Acompanhado do fiel escudeiro João Bosco Bittencourt e da editora-chefe do Jornal O Popular, Cileide Alves, o Governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) viajará, na próxima segunda feira (09/02) à Europa. Classificada como "missão oficial", a comitiva do governador contará ainda com o jornalista Isanulfo Cordeiro, secretário de relações internacionais e Danin Júnior, gerente do Grupo Executivo de Comunicação. A viagem, que terá a França e a Itália como destinos, custará aos cofres públicos a bagatela de aproximadamente R$ 100 mil reais. Entretanto, a notícia de que a primeira-dama, Valéria Perillo e a esposa do convidado Hélio de Souza, Presidente da ALEGO, estarão na comitiva, dá à viagem o inegável caráter de turismo. Causa espécie, também, que as custas da viagem da convidada Cileide Alves, funcionária de um dos maiores veículos de comunicação do estado, tenha sido bancada pelo erário. Segundo o próprio O Popular, onde a convidada ilustre trabalha, o custo parcial referente a editora-chefe do jornal é de quase R$ 32 mil reais. Já as despesas referentes ao coordenador de mídias digitais, João Bosco Bitencourt, conhecido nos bastidores do jornalismo goiano como um dos operadores do site governista Goiás24Horas, custará ao contribuinte, no mínimo R$ 25 mil reais. Talvez haja explicações, mas dificilmente o goiano, que vive num estado onde faltam recursos para os mais elementares serviços essenciais à população, entenderá a razão pela qual o estado tenha que bancar a viagem desses cidadãos à europa. Para aqueles funcionários levados à guilhotina sob o pretexto de se cortar despesas, soa absolutamente incompreensível que o erário patrocine o turismo de pessoas cuja maior contribuição que têm prestado ao estado seja desfrutar da amizade do governador.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Promotor denuncia violações aos direitos humanos no recém inaugurado Centro de Triagem.
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| Haroldo Caetano, Promotor de Justiça. |
O Promotor de Justiça da área de Execução Penal do Ministério Público de Goiás, Haroldo Caetano, denunciou hoje (05/02) na sua página no Facebook, o que ele chamou de reflexo de uma "política de segurança sociopata e autofágica". Segundo Caetano, titular da 25ª Promotoria de Goiânia, o recém inaugurado Centro de Triagem no complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, construído para abrigar presos que aguardavam decisão da justiça nas delegacias da polícia civil do estado, já apresenta os mesmos problemas de uma cadeia velha. O Promotor afirma que "o quadro é de graves violações de Direitos Humanos. Prisioneiros incomunicáveis, sem visitas, sem colchões, alimentação insuficiente, celas com até 26 homens (onde caberiam no máximo 10), problemas de saúde sérios e desassistência, ausência de advogados e de contato com o juiz do processo, presos dormindo por turnos, água não potável para consumo, energia elétrica insuficiente até para manter computadores ligados, servidores sem condições de trabalho, não há telefone, não há material de limpeza e de higiene pessoal". O representante do MP/GO afirma que o centro, que foi construído para abrigar 212 detentos temporários têm, hoje, 462 presos. É evidente que o tratamento desumano dispensado aos segregados, portanto sob a custódia do estado, gera nesses indivíduos um sentimento de ódio, cuja consequência será, inevitavelmente, a retaliação ao cidadão de bem, assim que tiverem a primeira oportunidade. Não há como recuperar e reinserir na sociedade o indivíduo que sofre as humilhações morais e os próprios danos físicos, oriundos de um cárcere cruel e desumano. Uma vez fora, a tendência é que o criminoso se torne ainda mais violento e muitas outras vítimas sucumbam a sua ira. Em parte esse é um dos motivos pelo qual a violência não cessa. Com essa preocupação, Haroldo Caetano sugere que se pergunte ao Secretário de Segurança Pública de Goiás, "como ele pretende devolver essas pessoas à sociedade?" Usando de uma fina ironia, o próprio Promotor responde: "esqueci que isto não faz parte do plano".
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
José Nelto (PMDB) diz que Júnior Friboi é uma piada como político.
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| José Nelto (PMDB) líder da oposição na Assembleia |
O deputado estadual pelo PMDB e líder da oposição na Assembleia, José Nelto, comentou a entrevista de Júnior Friboi publicada no Diário da Manhã da edição do último dia 02/02. Para o deputado peemedebista, Friboi é um autêntico "macaco em lojas de louças: muita bagunça e nenhuma ordem". Júnior Friboi, que no apagar das luzes de 2014 recebeu um generoso perdão fiscal do Governador de Goiás, que ultrapassou a casa de R$ 1 bilhão de reais, disse na entrevista que pretende comandar o PMDB goiano e que está alinhado com o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Para Nelto, Friboi é muito bom para negociar boi e dívida com o governo, mas como político é uma piada. "Ninguém o leva a sério como político. Em Goiás é tido como o "cavalo de tróia" plantado dentro do PMDB", disse o líder oposicionista. José Nelto enfatizou, ainda, que "na verdade Friboi estava a mando do sistema governista em Goiás para segurar uma candidatura ao governo do estado", numa clara alusão ao fato de Friboi ter contribuído com o racha peemedebista que só favoreceu o então candidato da situação, Marconi Perillo. José Nelto explicou também que Júnior Friboi praticamente se "auto expulsou" da legenda ao apoiar publicamente Marconi no segundo turno das eleições e que o mesmo está afastado de todas e quaisquer reuniões do partido em Goiás. "Friboi não tem a mínima legitimidade para falar em nome do PMDB goiano", disse Nelto.
Perillo só aprovou a "Lei Friboi" na Assembléia, graças a omissão e covardia dos oposicionistas.
"O que me preocupa não é o grito dos maus e sim o silêncio dos bons". A célebre frase, atribuída ao Pastor e ativista americano Martin Luther King, corrobora outra máxima, a de que "a audácia dos maus se alimenta da omissão e da covardia dos bons". A Lei 18.709/2014, também conhecida como "Lei Friboi", que tramitou em regime de urgência na Assembleia Legislativa de Goiás, aprovada em 22/12/2014, publicada em 26/12, válida até 29/12/2014 e que permitiu um perdão fiscal à JBS, empresa do Júnior Friboi, ex pré candidato ao governo de Goiás pelo PMDB no ano passado, na ordem de R$ 1,232 bilhões, não mereceu daqueles que se intitulavam oposição ao Governo Marconi, nenhum repúdio público. O povo, o maior interessado, não tomou conhecimento da aprovação da Lei, nem pela imprensa e nem tampouco pela voz da oposição na casa. Deputados como Daniel Vilela (PMDB), Mauro Rubem (PT), Major Araújo (PRP) e nenhum dos demais 11 oposicionistas tiveram a hombridade de bradar, pelo menos do púlpito, contra a lei oportunista e nefasta aos cofres públicos do estado. E esse não foi o único diploma legal aprovado na legislatura passada que conspirou contra o erário goiano. Naquela casa de leis a oposição se agachou para outros absurdos perpetrados pelo governo do estado. Votaram em silêncio a mudança do superávit primário, de R$ 440 milhões positivos para R$ 650 milhões negativos. Mas nenhum silêncio da oposição foi mais covarde do que esse que permitiu que o Governador de Goiás aprovasse tamanha renúncia fiscal em prol de um aliado político. Era absolutamente normal que Perillo conseguisse a aprovação da lei no plenário da ALEGO, uma vez que lá tem maioria esmagadora, mas os oposicionistas não poderiam se calar diante de tamanha aberração. O silêncio da oposição foi entendido como omissão e contribuiu para o desfecho esperado de achaque aos cofres públicos. A audácia de Perillo, em conceder perdão de mais de R$ 1 bilhão a Júnior Friboi, só foi possível graças a covardia de Daniel Viela e companhia.
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