quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Dilma lá e Marconi cá. Dois reeleitos pela mentira.

O Senador Aécio Neves, candidato derrotado na eleição para presidente do Brasil e correligionário de Marconi Perillo (PSDB), acusou, não sem motivos, Dilma Roussef de ter cometido estelionato eleitoral para se eleger Presidente nas últimas eleições. Corroborado pelos fatos, Aécio diz que Dilma mentiu para o povo brasileiro ao dizer que a inflação estava sob controle, que as contas públicas estavam em ordem e que a situação econômica do país estava tranquila. Assim que foi eleita, Dilma viu o COPOM (Comitê do Banco Central) elevar a taxa selic, que é o índice pelo qual as taxas de juros cobrados pelos bancos no Brasil se balizam,  para 11,25%. Segundo Aécio a alta do dólar e a piora nas contas públicas foi o motivo da alta. A inflação fechou em 6,59%, acima do teto que era de 6,50%. Outro fato que revela a mentira de Dilma foi seu esforço para mudar a LDO e legitimar o crime de responsabilidade por descumprir a lei de responsabilidade fiscal. O que era para fechar com superávit de R$ 116 bilhões virou déficit de aproximadamente R$ 15 bilhões. Durante a campanha Dilma afirmara que "nem que a vaca tussisse, mexereria nos direitos dos trabalhadores". Reeleita, Dilma alterou as regras para o seguro desemprego, abono-salarial e auxílio doença. Serão mais de R$ 18 bilhões que a presidente espera economizar para cobrir seus déficits, às custas desses benefícios trabalhistas. Em Goiás não foi diferente. Marconi Perillo, reeleito para o quarto mandato, abusou da propaganda. Resgatou promessas de outras campanhas e ensaiou inaugurar o Hospital de Urgências da Região Noroeste, o chamado HUGO 2, que era uma promessa da campanha de 2002. Chegou, inclusive, a marcar data para a inauguração e os concursados do hospital já se preparavam para assumir. Nada feito. Passada a eleição, não existe uma data acertada para a inauguração do hospital. Apregoando aos quatros cantos que as finanças do estado estavam ajustadas e sólidas, Marconi fechou o ano com "restos a pagar" na ordem de R$ 1 bilhão de reais, quase três vezes mais do que o antecessor Alcides Rodrigues. O superávit estadual, acertado com a união, que era de R$ 440 milhões, transformou-se em déficit de R$ 600 milhões. Mais de 16 mil cargos foram cortados da máquina pública, o que implica dizer que foram mantidos até então apenas para favorecer a reeleição de Perillo, conforme denunciou o senador eleito e Deputado Federal Ronaldo Caiado. Nenhuma das obras iniciadas pelo tucano no curso da campanha foram entregues e estão completamente paradas. O buracão do Olímpico, assim chamado aquele buraco onde existia o Estádio Olímpico e que deveria dar vida a um centro de excelência, é uma delas. Aeroporto de Cargas, Centro de Convenções, Anel Viário do DAIA, Parque Tecnológico e Presídio, todas em Anápolis, também estão paralisadas e sem previsão de conclusão. Para fugir da cobrança, Marconi assumiu postura ditatorial e não recebe mais as lideranças do interior que alienaram apoio a sua reeleição. Aos mais contundentes, Perillo tem mandado recado abusado e arrogante. Infelizmente, ou felizmente, ambos foram eleitos democraticamente pelo voto direito dos brasileiros e goianos. Um dia haveremos de entender que o voto é um bem comum e que deve privilegiar o todo e não só o nosso interesse egoísta. Todos perdem quando elegemos populistas e politiqueiros. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Marconi Perillo (PSDB) manda recado desaforado para Jovair Arantes (PTB) e rompimento é dado como certo.

Jovair Arantes (PTB), Deputado Federal eleito para o sexto mandato, é um eterno governista. Onde há governo, lá está Jovair e sua trupe. É governo aqui com o PSDB e Governo em Brasília com o PT. Não sabe fazer oposição fora da base. Para muitos é um político fisiológico, aquele que troca apoio por cargos. Ideologia? Ser governo. Preterido pelo velho aliado Marconi Perillo na formação do secretariado para o quarto mandato do tucano à frente do Governo de Goiás, Jovair mostrou-se desgostoso com aquele que, segundo ele, ajudou a ser o que é hoje. Informado da insatisfação de Jovair, Marconi não se fez de rogado e não escondeu a arrogância que lhe é peculiar: "quem quiser governar, que se candidate a governador e ganhe a eleição", disse o governador reeleito de Goiás, como se desferisse um direto de esquerda que atingiu em cheio o "queixo" do agora quase ex-aliado. Em tom de lamentação e ressentimento, Jovair afirmou que ele e seu partido sempre foram fiéis a Marconi Perillo, mesmo quando seu partido lhe faltou. Nos bastidores Jovair diz que o PTB nunca abandonou Perillo, mem mesmo nos momentos mais críticos do escândalo Cachoeira, quando o Governador esteve a poucos centímetros da queda. Em tom de desabafo o líder do PTB goiano foi enfático: "A inabilidade de Marconi foi maior do que sua habilidade política nesse momento. Mas ele é o governador", concluiu. O rompimento de Arantes e Perillo é dado como certo, salvo se a ameça de Jovair for apenas mais uma moeda de troca na seara da politiquice fisiologista. 

domingo, 4 de janeiro de 2015

Delegado Waldir contraria resolução do TSE e gasta 79,3% do seu patrimônio na eleição.

Deputado Federal Eleito mais votado de Goiás com quase 274 mil votos, Delegado Waldir (PSDB) foi destaque em reportagem da Folha de São Paulo. A coluna "Poder", assinada pelo jornalista Italo Nogueira, em matéria intitulada "Candidatos queimaram patrimônio nas eleições", informa que o agora deputado goiano gastou 79,3% do patrimônio que havia declarado à justiça eleitoral, na sua campanha vitoriosa. A legislação vigente no TSE veda que o gasto com recursos próprios ultrapasse 50% do patrimônio declarado no imposto de renda do ano anterior do candidato. Waldir declarou ter arrecadado a importância de R$ 373.249,72. Desse total, R$ 112.400,00 foram doados pelo próprio candidato. Segundo a reportagem, o TRE-GO aprovou as contas do Delegado, ou por não ter percebido a irregularidade ou por entender que isso não era motivo para reprová-las. A explicação dada pelo delegado seguiu o padrão da retórica que usou para convencer seus eleitores: "segui a orientação que meus advogados e contadores me passaram. Sou delegado de polícia, não tenho fonte de arrecadação. Tive que tirar de recursos próprios. Foi necessidade de sobrevivência: ou doava ou não sobrevivia nessa selva", disse. Se a ideia é sobreviver nessa "selva" chamada baixa política, adaptando-se ao que de pior nela existe, é possível que o delegado tenha que rever seus conceitos. Ou já o teria feito?

sábado, 3 de janeiro de 2015

Em reportagem de O Popular, Secretário de Segurança Pública de Goiás contraria os próprios números da SSPGO.

Reportagem do jornal "O Popular" de hoje, 03/01, sob o título "Homicídios - Queda em Goiás ficou em 1,67%", é um completo engodo que visa passar à população uma falsa sensação de segurança que, infelizmente, não temos. Atribuindo a informação ao Secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, Joaquim Mesquita, a matéria diz que o número de homicídios em Goiás no ano de 2014 caiu em relação ao ano de 2013: "foram 2575 no ano passado contra 2583 em 2013". Tal informação contraria os números da própria secretaria de segurança pública, conforme pode ser verificado no quadro acima. Em 2013 o ano fechou com 2.576 homicídios dolosos e 97 latrocínios, que, embora sejam contabilizados como crime contra o patrimônio, são na realidade homicídios e é assim que entendem os cidadãos. Em 2014 foram 2.575 homicídios dolosos e 109 latrocínios. Ao envolver uma metodologia que não contempla a efetiva quantidade de mortos no ano, apelando para um método que favorece apenas a incompetência do governo em dar respostas à população, Joaquim Mesquita, favorecido por uma imprensa que não se preocupa em buscar a verdade, mente para o cidadão goiano. Na realidade estão superestimando os números de 2013 para que pareça que em 2014 a violência tenha diminuído. Isso é lamentável. Mais do que isso: é preocupante. A violência e a sensação dela são visíveis em Goiânia e em Goiás como um todo. O governo não tem projetos, senão paliativos que não resolvem a questão. Portanto, a informação de que a violência historicamente caiu pela primeira vez em Goiás, é mais uma balela contada por um governo medíocre. Parafaseando aquele personagem cômico da Praça é Nossa: "quem nao tem competência conta estória".

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Marconi Perillo (PSDB) recebe de si mesmo um estado com sérias dificuldades financeiras.

Sucedendo a si mesmo, Marconi Perillo (PSDB), governador reeleito em Goiás, toma posse hoje (01/01) para o seu quarto mandato a frente do executivo goiano. Diferente de 2011, quando recebeu o governo das mãos do ex-aliado Alcides Rodrigues, dessa vez Perillo não terá um antecessor para levar a culpa pela situação negativa em que se encontra as contas do estado. O ex-governador Marconi entregará ao atual governador Marconi um estado com sérias dificuldades financeiras e com demandas urgentes a serem sanadas, principalmente na área da segurança e educação. Segundo a própria SEFAZ o estado fechou 2014 com restos a pagar, que são aquelas dívidas que deveriam ter sido pagas no curso do exercício que se findou, na ordem de R$ 1 bilhão de reais. O superávit primário acertado com a união, que era de R$ 440 milhões, transformou-se num déficit calculado em R$ 600 milhões, um furo de mais de R$ 1 bilhão. A dívida consolidada do estado já chega a R$ 22 bilhões. Com esses números, e sem ter em quem colocar a culpa, Marconi perde até o discurso sofismático que tem sido sua marca maior. Para tentar equilibrar as contas desequilibradas, mantidas até aqui por uma agressiva campanha midiática e a parcimônia intrigante da imprensa goiana, Perillo anunciou uma arrojada reforma administrativa, extinguindo mais de 16 mil cargos e seis secretarias, diminuindo, sobremaneira, o quinhão dos aliados no loteamento do estado. Os murmúrios, que logo se transformarão em grita, já são ouvidos. Sem dinheiro para manter a campanha publicitária que o trouxe até aqui, Marconi corre o risco iminente do desgaste junto a opinião pública e o possível revés junto aos aliados do legislativo. Dessa vez temos que ser justos: as dificuldades do Governador Marconi Perillo, que assume hoje seu quarto mandato a frente do estado de Goiás, estão direta e inquestionavelmente ligadas as lambanças de seu antecessor Marconi Perillo.