quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Marconi Perillo (PSDB) manda recado desaforado para Jovair Arantes (PTB) e rompimento é dado como certo.
Jovair Arantes (PTB), Deputado Federal eleito para o sexto mandato, é um eterno governista. Onde há governo, lá está Jovair e sua trupe. É governo aqui com o PSDB e Governo em Brasília com o PT. Não sabe fazer oposição fora da base. Para muitos é um político fisiológico, aquele que troca apoio por cargos. Ideologia? Ser governo. Preterido pelo velho aliado Marconi Perillo na formação do secretariado para o quarto mandato do tucano à frente do Governo de Goiás, Jovair mostrou-se desgostoso com aquele que, segundo ele, ajudou a ser o que é hoje. Informado da insatisfação de Jovair, Marconi não se fez de rogado e não escondeu a arrogância que lhe é peculiar: "quem quiser governar, que se candidate a governador e ganhe a eleição", disse o governador reeleito de Goiás, como se desferisse um direto de esquerda que atingiu em cheio o "queixo" do agora quase ex-aliado. Em tom de lamentação e ressentimento, Jovair afirmou que ele e seu partido sempre foram fiéis a Marconi Perillo, mesmo quando seu partido lhe faltou. Nos bastidores Jovair diz que o PTB nunca abandonou Perillo, mem mesmo nos momentos mais críticos do escândalo Cachoeira, quando o Governador esteve a poucos centímetros da queda. Em tom de desabafo o líder do PTB goiano foi enfático: "A inabilidade de Marconi foi maior do que sua habilidade política nesse momento. Mas ele é o governador", concluiu. O rompimento de Arantes e Perillo é dado como certo, salvo se a ameça de Jovair for apenas mais uma moeda de troca na seara da politiquice fisiologista.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Delegado Waldir contraria resolução do TSE e gasta 79,3% do seu patrimônio na eleição.
Deputado Federal Eleito mais votado de Goiás com quase 274 mil votos, Delegado Waldir (PSDB) foi destaque em reportagem da Folha de São Paulo. A coluna "Poder", assinada pelo jornalista Italo Nogueira, em matéria intitulada "Candidatos queimaram patrimônio nas eleições", informa que o agora deputado goiano gastou 79,3% do patrimônio que havia declarado à justiça eleitoral, na sua campanha vitoriosa. A legislação vigente no TSE veda que o gasto com recursos próprios ultrapasse 50% do patrimônio declarado no imposto de renda do ano anterior do candidato. Waldir declarou ter arrecadado a importância de R$ 373.249,72. Desse total, R$ 112.400,00 foram doados pelo próprio candidato. Segundo a reportagem, o TRE-GO aprovou as contas do Delegado, ou por não ter percebido a irregularidade ou por entender que isso não era motivo para reprová-las. A explicação dada pelo delegado seguiu o padrão da retórica que usou para convencer seus eleitores: "segui a orientação que meus advogados e contadores me passaram. Sou delegado de polícia, não tenho fonte de arrecadação. Tive que tirar de recursos próprios. Foi necessidade de sobrevivência: ou doava ou não sobrevivia nessa selva", disse. Se a ideia é sobreviver nessa "selva" chamada baixa política, adaptando-se ao que de pior nela existe, é possível que o delegado tenha que rever seus conceitos. Ou já o teria feito?
sábado, 3 de janeiro de 2015
Em reportagem de O Popular, Secretário de Segurança Pública de Goiás contraria os próprios números da SSPGO.
Reportagem do jornal "O Popular" de hoje, 03/01, sob o título "Homicídios - Queda em Goiás ficou em 1,67%", é um completo engodo que visa passar à população uma falsa sensação de segurança que, infelizmente, não temos. Atribuindo a informação ao Secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, Joaquim Mesquita, a matéria diz que o número de homicídios em Goiás no ano de 2014 caiu em relação ao ano de 2013: "foram 2575 no ano passado contra 2583 em 2013". Tal informação contraria os números da própria secretaria de segurança pública, conforme pode ser verificado no quadro acima. Em 2013 o ano fechou com 2.576 homicídios dolosos e 97 latrocínios, que, embora sejam contabilizados como crime contra o patrimônio, são na realidade homicídios e é assim que entendem os cidadãos. Em 2014 foram 2.575 homicídios dolosos e 109 latrocínios. Ao envolver uma metodologia que não contempla a efetiva quantidade de mortos no ano, apelando para um método que favorece apenas a incompetência do governo em dar respostas à população, Joaquim Mesquita, favorecido por uma imprensa que não se preocupa em buscar a verdade, mente para o cidadão goiano. Na realidade estão superestimando os números de 2013 para que pareça que em 2014 a violência tenha diminuído. Isso é lamentável. Mais do que isso: é preocupante. A violência e a sensação dela são visíveis em Goiânia e em Goiás como um todo. O governo não tem projetos, senão paliativos que não resolvem a questão. Portanto, a informação de que a violência historicamente caiu pela primeira vez em Goiás, é mais uma balela contada por um governo medíocre. Parafaseando aquele personagem cômico da Praça é Nossa: "quem nao tem competência conta estória".
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Marconi Perillo (PSDB) recebe de si mesmo um estado com sérias dificuldades financeiras.
Sucedendo a si mesmo, Marconi Perillo (PSDB), governador reeleito em Goiás, toma posse hoje (01/01) para o seu quarto mandato a frente do executivo goiano. Diferente de 2011, quando recebeu o governo das mãos do ex-aliado Alcides Rodrigues, dessa vez Perillo não terá um antecessor para levar a culpa pela situação negativa em que se encontra as contas do estado. O ex-governador Marconi entregará ao atual governador Marconi um estado com sérias dificuldades financeiras e com demandas urgentes a serem sanadas, principalmente na área da segurança e educação. Segundo a própria SEFAZ o estado fechou 2014 com restos a pagar, que são aquelas dívidas que deveriam ter sido pagas no curso do exercício que se findou, na ordem de R$ 1 bilhão de reais. O superávit primário acertado com a união, que era de R$ 440 milhões, transformou-se num déficit calculado em R$ 600 milhões, um furo de mais de R$ 1 bilhão. A dívida consolidada do estado já chega a R$ 22 bilhões. Com esses números, e sem ter em quem colocar a culpa, Marconi perde até o discurso sofismático que tem sido sua marca maior. Para tentar equilibrar as contas desequilibradas, mantidas até aqui por uma agressiva campanha midiática e a parcimônia intrigante da imprensa goiana, Perillo anunciou uma arrojada reforma administrativa, extinguindo mais de 16 mil cargos e seis secretarias, diminuindo, sobremaneira, o quinhão dos aliados no loteamento do estado. Os murmúrios, que logo se transformarão em grita, já são ouvidos. Sem dinheiro para manter a campanha publicitária que o trouxe até aqui, Marconi corre o risco iminente do desgaste junto a opinião pública e o possível revés junto aos aliados do legislativo. Dessa vez temos que ser justos: as dificuldades do Governador Marconi Perillo, que assume hoje seu quarto mandato a frente do estado de Goiás, estão direta e inquestionavelmente ligadas as lambanças de seu antecessor Marconi Perillo.
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