quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Número de homicídios em Goiás cresceu 22,86% em outubro/2014.

Números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública e Justiça de Goiás revelam que a violência continua crescendo no estado. O número de homicídios dolosos cresceu 22,86% no mês de outubro em relação a setembro/2014, de acordo com o Relatório Estatístico de Ocorrências de Alta Prioridade da SSPJ-GO. Foram 258 assassinatos em outubro contra 210 no mês passado. Os números de Latrocínios e estupros não recuaram. Foram 8 roubos seguidos de mortes e 49 estupros registrados no décimo mês do corrente ano. Ontem, 11/11, foi divulgado o anuário da Segurança Pública no Brasil, que apontou Goiás como o 5º estado mais violento do país, com uma taxa de homicídios de 39,9 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes. Os dados levaram em conta os números de 2013. Só nesse ano de 2014, de janeiro a outubro, foram registrados 2.121 homicídios. Em Goiânia a situação é ainda mais preocupante: ocorreram 69 crimes dolosos contra a vida em outubro, um aumento de 27,78% ou 15 homicídios a mais do que foi registrado em setembro. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento de homicídios em Goiás representa 6,17%, ou seja, a violência não para de crescer. Enquanto o Governo usava e abusava da propaganda, visando sua reeleição para mais quatro anos de mandato, os índices na segurança pública continuaram piorando. Infelizmente a expectativa de que algo possa ser feito para melhorar a segurança do povo goiano é pequena. As últimas ações de Perillo foram para remanejar créditos de outras pastas para o pagamento da folha do funcionalismo. Em junho já haviam sido remanejados da própria Segurança Pública, mais de 130 milhões. Toda essa falta de planejamento do Governo de Goiás acaba culminando, incontestavelmente, no caos preocupante que assombra todos os goianos. Se já era grave o fato de faltar competência para gerir a segurança pública, a coisa fica ainda mais preocupante quando a isso se junta a falta de recursos.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

PMDB goiano recua na expulsão de infiéis e acena com adesão à base de Perillo.

A Executiva do PMDB goiano se reuniu ontem (10/11) para decidir a expulsão dos infiéis que apoiaram Marconi Perillo nas últimas eleições em detrimento do candidato do partido, Iris Rezende. A expectativa era grande quanto ao destino de figuras como Frederico Jayme, Júnior Friboi, Robledo Rezende e uma dezena de prefeitos e vereadores cooptados pelo governador do estado, reeleito para o 4º mandato. Prevaleceu, entretanto, o compadrio. Sem consenso, a executiva transferiu para a Comissão de Ética do partido o destino dos marconistas peemedebistas, o que deve acontecer somente em 2015 após a eleição da nova executiva. Tudo leva a crer, porém, que não haverá punições àqueles que agiram em desacordo com o estatuto e código de ética do PMDB. O deputado federal eleito, e mais bem votado do partido, Daniel Vilela, foi um dos que se colocaram contra a expulsão da turma marconistas. O defensor mais enfático da expulsão foi o Deputado Estadual eleito, José Nelto, que disse que vai propor ao conselho de ética, logo na semana que vem, a aplicação da pena máxima aos dissidentes. As atitudes de Frederico Jayme, cotado para assumir uma secretaria no governo de Marconi Perillo, e de Júnior Friboi foram extremamente prejudiciais ao PMDB e, concomitantemente, ao candidato Iris Rezende. Desde o início, Friboi atuou como um elefante em loja de louças e, tendo como aval o seu dinheiro, provocou um verdadeiro racha no partido, impossibilitando que o mesmo marchasse unido para o pleito. Depois de renunciar sob a alegação de que fora traído por Iris Rezende e sendo desmentido pela mídia, que apontou como causa verdadeira de sua renúncia à pré-candidatura ao governo pelo PMDB o fato da empresa JBS dever ao estado de Goiás mais de R$ 1,3 bilhões em impostos, Friboi resolveu tirar a máscara e declarar apoio ao Governador Marconi Perillo, que dizem, foi quem espalhou a notícia da dívida. Enquanto Friboi tratava de dividir o partido, Frederico Jayme atuava como coordenador da campanha de Perillo. Ao dispensar tamanha complacência aos traidores, o PMDB legitima a infidelidade partidária e, tacitamente, passa a ser mais um partido da base governista, o que é uma lástima para a política goiana. Como maior partido da oposição, o PMDB teria, em tese, a responsabilidade de conduzir a política de fiscalização ao governo de Goiás, mas é pouco provável que o faça, já que tanto os infiéis declarados quanto os demais peemedebistas contrários a expulsão dos traidores veem em Marconi Perillo o caminho para a própria ascensão, pouco importando qual será o destino do PMDB goiano. Aos autênticos peemedebistas resta resistirem com dignidade, sabendo, entretanto, que a luta é desigual. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Pela traição ao PMDB, Frederico Jayme é cotado para assumir uma secretaria no 4º governo de Marconi.

Frederico Jayme: um exemplo a não ser seguido pelos jovens políticos.

Frederico Jayme é filiado ao PMDB desde quando o partido ainda era o MDB. Foi deputado estadual por três mandatos, líder do governo de Iris Rezende na Assembléia Legislativa de 1983 a 1985, Secretário de Segurança Pública também no governo de Iris Rezende (1985) e por fim foi nomeado para o Tribunal de Contas do Estado de Goiás pelo então governador Henrique Santillo do PMDB, em 1989. Ou seja, Frederico Jayme deve toda a sua vida ao PMDB. Não obstante, Jayme preferiu, nas últimas eleições, assumir-se marconista. Numa atitude incompatível com a ética partidária, o ex-secretário de Iris Rezende não só envidou apoio ao candidato da situação e principal adversário político do PMDB, como foi um dos coordenadores da campanha vitoriosa do tucano. Com um comportamento moralmente questionável, Frederico Jayme feriu o código de ética do partido quando recusou-se a apoiar o candidato oficial do PMDB, escolhido em convenção. Não se entende, ou não se entendia até então, entretanto, por que o ex-deputado, em sendo livre e vivendo num regime democrático, preferiu expor o partido que lhe proporcionou uma vida pública de sucesso a pedir sua desfiliação do PMDB e assim, como qualquer político, abraçar a candidatura que melhor lhe conviesse. Ao assumir-se um promíscuo político, Frederico Jayme se apequenou e mancha sua biografia, lançando sobre si mesmo uma nódoa própria dos traidores. Perdeu a dignidade quando quis ser maior que o PMDB e sua história. Ameaçado de expulsão pela executiva do partido, Frederico Jayme dá de ombros e dá mostras de que não se envergonha de tamanha infidelidade partidária. Quer continuar o casamento com o PMDB, porém amasiado ao PSDB de Marconi. Segundo as apostas para o próximo secretariado de Perillo, Frederico Jayme está bem cotado para uma das secretarias: indústria e comércio ou Segurança Pública. As 10 moedas, portanto, estão garantidas ao judas goiano.

sábado, 8 de novembro de 2014

Sem dinheiro para a folha, Governo de Marconi Perillo mais uma vez lança mão da suplementação.

Após a eleição, a realidade. O 3º Governo de Marconi Perillo chega ao fim agonizando. Matéria publicada no Jornal O Popular de hoje (08/11), informa que o governo de Goiás lançará mão, mais uma vez, da famigerada suplementação de verbas, que é a retirada da receita de determinada pasta para cobrir gastos em outra. Sem dinheiro para pagar os custos com a folha de novembro e dezembro, incluindo 13º terceiro salário, Marconi Perillo remanejou mais de R$ 500 milhões de todas as pastas da administração direta e indireta. Curiosamente, o valor da suplementação é o que foi gasto com publicidade de 2011 a 2014. Em junho o governo já tinha lançado mão desse expediente, retirando mais de R$ 130 milhões da pasta da Segurança Pública para cobrir gastos com pessoal e juros da dívida da CELG. Embora a Secretaria da Fazenda negue que esse "arranjo" para conseguir pagar a folha do funcionalismo possa trazer prejuízos para a população, é inegável que serviços essenciais serão comprometidos, pois a repactuação de contratos foi admitida pela SEFAZ. Apesar de ser amparada por lei federal, a suplementação revela a incompetência do governo estadual de conter gastos e prever despesas o que, inevitavelmente, gera esse descompasso nas contas públicas. As consequências dessa má administração é sentida por todos os cidadãos, especialmente na área da segurança pública e saúde. Pra quem tinha alguma expectativa quanto a um avanço nesse quarto mandato de Marconi, a revelação de que o estado não tem dinheiro sequer para a folha de pagamento, joga um balde de água fria na esperança de melhora da qualidade de vida do cidadão goiano.

Anderson Máximo, Procurador do Estado, é homenageado.

Dr. Anderson Máximo, Procurador do Estado de Goiás.

O Procurador do Estado de Goiás Anderson Máximo de Holanda foi homenageado pela Associação dos Procuradores do Estado de Goiás - APEG, por ocasião da comemoração dos 50 anos da instituição. Máximo ocupou o cargo de Procurador Geral do Estado no governo de Alcides Rodrigues, oportunidade em que conseguiu inúmeros avanços para a Procuradoria e para os procuradores do estado, como a instituição do dia do Procurador no calendário oficial do estado, a mudança da sede da procuradoria, a edição de súmulas administrativas, instruções e portarias normativas que possibilitaram uma melhor organização administrativa da Procuradoria para os procuradores e para a administração pública. Sob sua presidência foi implantado um trabalho de gestão de inteligência tributária e, por meio da Lei da transação e do parcelamento judicial, da penhora on-line e da inscrição no Serasa, a PGE conseguiu aumentar a carta de crédito do Estado em 180%. Na sua gestão, Anderson Máximo investiu mais de R$ 1 milhão em tecnologia de informática e implementou a distribuição eletrônica dos processos, o que gerou um equilíbrio no trabalho de todos os procuradores. Segundo a APEG a honrosa homenagem ao seu ilustre membro foi concedida "pelos relevantes serviços prestados à instituição e ao fortalecimento da carreira de Procurador do Estado de Goiás". O Blog parabeniza o homenageado que, além de excelente profissional e ilibado caráter, é um ser humano preocupado com as causas sociais, que divide seu tempo com a prática da caridade num belíssimo trabalho à frente da Casa da Fraternidade Irmã Scheila. Para o ex-PGE "a caridade é o alimento necessário para nossa melhora interior".