Hoje, 07/02/2014, um grande caráter foi chamado de volta à pátria espiritual. Euclides José Neto, o nosso Kid Neto, faleceu nessa manhã, vítima de um câncer contra o qual lutava há mais de quatro anos. Peemedebista autêntico, fiel ao partido e a sua ideologia, Kid Neto era uma pessoa sensacional. Tinha a política nas veias, mas não se locupletava dela. Era um defensor incondicional da probidade e não admitia o fisiologismo barato que acomete a maioria dos políticos brasileiros, especialmente os goianos. Tive o prazer e grande honra em conhecê-lo pessoalmente. Na sede do PMDB goiano, reunimo-nos alguns vezes para aquelas conversas informais e agradabilíssimas. Juntamente com o Sandro Ragonezi, Anderson Máximo, Luiz Bruno, Vilmar Palmeira e Luiz Cláudio, não víamos o tempo passar enquanto saboreávamos aquele cafezinho pedido pelo Kid. Regozijava com suas histórias: era uma verdadeira enciclopédia da política goiana. Sempre esteve ao lado de Iris Rezende, nas vitórias e nas derrotas. Nunca abandonou seu ideal político e defendia com veemência o PMDB e o Estado de Goiás. Não compactuava com a leniência da oposição goiana e não tinha medo de expor sua opinião. Naturalmente admirava-o. Da última vez que estivemos juntos, inclusive, falamos sobre isso. Tinha certeza que aquele respeito mútuo, essa consideração recíproca que vivenciamos a partir do Twitter e se estendeu para a vida real, não era coisa só dessa existência, mas algo muito maior, fincado num propósito que talvez já havíamos determinado em outras vidas. Kid Neto voltou mais cedo, mas nós continuamos aqui, lutando pelo desiderato que nos uniu. À família enlutada e aos companheiros que, como eu, sentem-se, nesse momento, órfãos de um grande amigo, meus sinceros sentimentos de pesar.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Contra Joaquim Barbosa, as falácias escondem o preconceito.
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| Ministro Joaquim Barbosa, do STF. |
Argumentum Ad Hominem é uma falácia. Consiste em negar um argumento com críticas ao seu autor e não ao conteúdo. "É um estratagema do desvio de atenção e tem como pressuposto básico levar o foco da discussão para um elemento externo a ela, que são as considerações sobre o autor da preposição". A Ação Penal 470, mais conhecida como "Mensalão" foi autuada, processada e julgada dentro do que determina o código penal e processual penal brasileiro pela maior e última instância do judiciário, a Corte Suprema, tudo em consonância com a Constituição Federal de 1988. Desnecessário, aqui, adentrarmos ao mérito da ação. A Joaquim Barbosa, por regras próprias do STF, foi confiada a relatoria do processo e a revisão ao seu par, Ricardo Levandowski. O hoje presidente da Corte atuou com denodo e determinação, defendeu sua tese e foi seguido pela maioria do plenário, composto por 11 Ministros. Condenados, os curruptos insurgiram-se contra um único Ministro, como se a decisão fosse monocrática. Joaquim Barbosa tem sofrido toda sorte de ofensas, exposições e, para desqualificar a condenação transitada em julgado, os mensaleiros cometem o famigerado "Argumentum Ad Hominem" ou "Argumento Contra a Pessoa". As covardes atitudes dos petistas sectários e guiados por uma cúpula inconsequente, contra o Ministro Joaquim Barbosa, sãos criminosas, irresponsáveis e perigosas. São criminosas porque expõem um claro preconceito contra um negro que ousou cumprir a lei e não se agachou à prepotência daqueles que imaginaram-se acima da lei e da justiça; irresponsáveis porque enfraquecem as instituições e com isso nossa frágil democracia, vitimada pela corrupção, cujos corruptos lutam para sua descriminalização, como se fosse um movimento legal; São perigosas porque disseminam o ódio e a segregação, num inconsequente maniqueísmo onde quem não é petista é mau, quem não compactua com o lulopetismo é inimigo nº 1 da nação. Essa cruzada contra Joaquim Barbosa e a favor dos mensaleiros condenados e presos é, antes de mais nada, imoral e vergonhosa. Atenta contras os mais comezinhos princípios éticos e conduz-nos a uma iminente desordem social. Quem julgou e condenou foi o STF, a Suprema Corte Brasileira, composta por 11 juízes e foi garantido, aos réus, o amplo direito de defesa, os quais valeram-se dos melhores e mais caros advogados do Brasil. Respeitemos as instituições ou seremos conduzidos a um estado anárquico, e daí para o caos é um pulinho.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Na 28ª cidade mais violenta do mundo, mais um Policial é morto em assalto.
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| Policial Federal Oto Galvão, morto por assaltantes em Goiânia. |
Por 29 anos, o Policial Federal, Oto Galvão, lotado na Superintendência da Polícia Federal em Goiás, combateu o crime e os criminosos, em especial o tráfico e a corrupção. Com a consciência do dever cumprido, o policial já tinha data para se aposentar, o que deveria acontecer na próxima semana, segundo seus companheiros. Infelizmente, o homem que dedicou mais da metade de sua vida a uma luta desigual, sucumbiu à bandidagem que assola as ruas de nossas cidades. Enquanto aguardava a esposa, na porta de um curso preparatório para concursos, na noite da última sexta-feira, 31/01/2014, o policial foi abordado por assaltantes e, ao reagir, foi alvejado com um tiro e morreu no local, não sem antes atingir um dos meliantes, que também veio a óbito. Oto Galvão é mais uma vítima da omissão do governo de Goiás, da incompetência dessa turma em gerir a segurança pública do estado. Nunca na história de Goiás tantos homens e mulheres perderam a vida de forma trágica. Assim como Oto, Marcondes Luiz Cavalcante Silva, Policial Civil de Goiás, também foi assassinado nas mesmas circunstâncias, em frente ao Posto de Saúde da Vila Nova, em Goiânia. Isso prova que somos todos vítimas de um estado falido, moralmente inviável e os assassinados nas terras perilimpas não são só marginais e drogados. Homens de bem estão perdendo a vida, vitimados pela inoperância de um governo midiático. Ou mudamos o governo de Goiás ou continuaremos chorando nossos mortos.
A CORRUPÇÃO é a mãe de todas as mazelas sociais.
É crucial que o povo de bem deste país entenda que CORRUPÇÃO mata! E isso não é um exagero de linguagem, uma verborragia apenas, mas um fato. Aquele bandido que mata nossos filhos, que mata nossos amigos, não se formaria se o corrupto não tivesse roubado as verbas da educação, o dinheiro destinado à formação de crianças e jovens. Nossos idosos e nossos recém-nascidos não morreriam por falta de UTIs se o corrupto não tivesse roubado a verba destinada ao aparelhamento da saúde pública. Portanto, mais do que um direito do cidadão de bem protestar contra a corrupção, é um dever de cada um de nós lutar, com todas as armas que o estado democrático de direito nos disponibiliza, para que os corruptos sejam identificados e presos. A CORRUPÇÃO é a mãe de todas as mazelas sociais e como tal deve ser encarada. Essa prática criminosa assumiu, no Brasil, dimensões de genocídio. Há um verdadeiro extermínio de pessoas em curso, consequência direta da corrupção que corrói as entranhas do estado brasileiro. Não sejamos moderados, não sejamos negligentes e não sejamos, sobretudo, covardes ao tratarmos desse problema. O corrupto não merece complacência, não merece respeito. A ele os rigores da lei. O bandido que puxa o gatilho da arma que mata cidadãos de bem é, indiscutivelmente, uma cria do corrupto. Vamos todos, em nome da vida reagir a essa prática criminosa que é a CORRUPÇÃO.
"Governadoriáveis" e as polêmicas em 2014
Saiu no Giro de hoje (abaixo):Alvo Segundo um deputado do PMDB, Duda Mendonça teria dito na reunião fechada do escritório de José Batista Júnior: “Para derrotar Marconi Perillo, Lula é capaz até de sacrificar a reeleição da Dilma.”
Alguém acredita nessa balela? Enquanto o PMDB insiste em trabalhar na linha dos factoides - alimentando, inclusive, o egocentrismo de pessoas que já não cabem em si - a trilha sonora - goiana - desta nota é: "é a sua indiferença que me mata, que me mata, que me mata...". #doucontanão
PMDB, pede pra sair. Não sejam amadores! Tem aqueles que fazem política com o fígado; vocês estão fazendo com o intestino! Neste pleito de 2014, tem quatro pessoas "chaves", que sabem jogar o jogo profissionalmente:
Marconi Perillo - atual governador, tem
feito a lição de casa. Tem conversado pouco e, do ponto de vista
político, tem respondido as conversas que surgem com ações. Tem a
estrutura do Estado e é um marqueteiro nato. Mas peca pela cobiça
exagerada e pelo egocentrismo, que ocasionalmente o tira da realidade.
Ao abrir demais o leque de alianças para vencer a última disputa,
transformou seu governo numa torre de Babel, o que o impediu de cumprir
todas as promessas feitas, inclusive em relação aos servidores, que já
foram aliados incondicionais. Por conta deste cenário, só conseguiu
fazer seu governo deslanchar de 2013 para cá.
Iris Rezende -
muito experiente. Também tem conversado pouco e isso, na política, é um
ponto positivo. Candidato bom abre a boca na hora certa, assim, sua
palavra tem o peso ideal, na direção correta. "Isso é bíblico",
inclusive. Tendo já vencido os ímpetos da juventude, age pela razão,
catalisando a emoção para o "aplauso na hora certa", o que o impulsiona
para a frente mais ainda. Sua imagem, no entanto, não mais favorece o
cargo de governador. Para o senado, Duda Mendonça tem razão, é
imbatível. Seja quem for o candidato, qualquer chapa de oposição precisa
dele disputando o Senado, isso é fato.
Antônio Gomide - é o
novo, o arrojado; é o Marconi do primeiro enfrentamento com Íris, só que
com mais experiência administrativa comprovada à frente do Executivo,
porque já é um prefeito consolidado (coisa que Marconi não era). O
prefeito que reviveu o cemitério de prefeitos. É a bola da vez. Uma
candidatura sólida da oposição em torno de seu nome - com a composição
correta - tem tudo para vencer. Seu maior problema? Por incrível que
pareça, não é o PT - que tem feito a lição de casa -, mas o PMDB e sua
incrível capacidade de só olhar o próprio umbigo, fazer merda e, quase
sempre, estragar tudo.Ronaldo Caidado - representa um setor forte do Estado e tem coerência com as propostas que sempre defendeu. É possível não concordar com nada do que ele diz ou pensa, mas é impossível afirmar que não tem legitimidade política, história e tradição. Seu partido, fragilizado pelo cenário político nacional, não o ajuda. O escândalo Demóstenes, a saída de Vilmar Rocha e, depois, de José Eliton, encolheram demais o DEM aqui. O fôlego seria o PSB de Eduardo Campos e Vanderlan Cardoso. O primeiro preferiu Marina Silva; ela e Caiado são água e óleo. Então... embora seja um quadro político expressivo de Goiás, está isolado. E na política, o máximo que se consegue ser, isolado, é uma eterna oposição (vide PT antes da eleição de Lula).
Os outros candidatos, naturalmente, são importantes;
mas não comandam o jogo. Enfim, política é tradição. O poder econômico é
importante, mas é sustentação e não chamariz. Essa coisa de ser o dono
da bola e por isso escolher a posição que vai jogar é coisa de menino
mimado, criado com avó; não cola na política nem na vida, só aumenta a
antipatia.#minhaopinião
Rodrigo N. Leles
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