Saiu no Giro de hoje (abaixo):
Alvo
Segundo um deputado do PMDB, Duda Mendonça teria dito na reunião
fechada do escritório de José Batista Júnior: “Para derrotar Marconi
Perillo, Lula é capaz até de sacrificar a reeleição da Dilma.”
Alguém
acredita nessa balela? Enquanto o PMDB insiste em trabalhar na linha
dos factoides - alimentando, inclusive, o egocentrismo de pessoas que já
não cabem em si - a trilha sonora - goiana - desta nota é: "é a sua
indiferença que me mata, que me mata, que me mata...". #doucontanão
PMDB, pede pra sair. Não sejam amadores! Tem aqueles que fazem política
com o fígado; vocês estão fazendo com o intestino! Neste pleito de
2014, tem quatro pessoas "chaves", que sabem jogar o jogo
profissionalmente:
Marconi Perillo - atual governador, tem
feito a lição de casa. Tem conversado pouco e, do ponto de vista
político, tem respondido as conversas que surgem com ações. Tem a
estrutura do Estado e é um marqueteiro nato. Mas peca pela cobiça
exagerada e pelo egocentrismo, que ocasionalmente o tira da realidade.
Ao abrir demais o leque de alianças para vencer a última disputa,
transformou seu governo numa torre de Babel, o que o impediu de cumprir
todas as promessas feitas, inclusive em relação aos servidores, que já
foram aliados incondicionais. Por conta deste cenário, só conseguiu
fazer seu governo deslanchar de 2013 para cá.
Iris Rezende -
muito experiente. Também tem conversado pouco e isso, na política, é um
ponto positivo. Candidato bom abre a boca na hora certa, assim, sua
palavra tem o peso ideal, na direção correta. "Isso é bíblico",
inclusive. Tendo já vencido os ímpetos da juventude, age pela razão,
catalisando a emoção para o "aplauso na hora certa", o que o impulsiona
para a frente mais ainda. Sua imagem, no entanto, não mais favorece o
cargo de governador. Para o senado, Duda Mendonça tem razão, é
imbatível. Seja quem for o candidato, qualquer chapa de oposição precisa
dele disputando o Senado, isso é fato.
Antônio Gomide - é o
novo, o arrojado; é o Marconi do primeiro enfrentamento com Íris, só que
com mais experiência administrativa comprovada à frente do Executivo,
porque já é um prefeito consolidado (coisa que Marconi não era). O
prefeito que reviveu o cemitério de prefeitos. É a bola da vez. Uma
candidatura sólida da oposição em torno de seu nome - com a composição
correta - tem tudo para vencer. Seu maior problema? Por incrível que
pareça, não é o PT - que tem feito a lição de casa -, mas o PMDB e sua
incrível capacidade de só olhar o próprio umbigo, fazer merda e, quase
sempre, estragar tudo.
Ronaldo Caidado - representa um setor
forte do Estado e tem coerência com as propostas que sempre defendeu. É
possível não concordar com nada do que ele diz ou pensa, mas é
impossível afirmar que não tem legitimidade política, história e
tradição. Seu partido, fragilizado pelo cenário político nacional, não o
ajuda. O escândalo Demóstenes, a saída de Vilmar Rocha e, depois, de
José Eliton, encolheram demais o DEM aqui. O fôlego seria o PSB de
Eduardo Campos e Vanderlan Cardoso. O primeiro preferiu Marina Silva;
ela e Caiado são água e óleo. Então... embora seja um quadro político
expressivo de Goiás, está isolado. E na política, o máximo que se
consegue ser, isolado, é uma eterna oposição (vide PT antes da eleição
de Lula).
Os outros candidatos, naturalmente, são importantes;
mas não comandam o jogo. Enfim, política é tradição. O poder econômico é
importante, mas é sustentação e não chamariz. Essa coisa de ser o dono
da bola e por isso escolher a posição que vai jogar é coisa de menino
mimado, criado com avó; não cola na política nem na vida, só aumenta a
antipatia.
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