quarta-feira, 30 de abril de 2014

Ex-deputado, Ivan Ornelas, diz que Júnior Friboi comprou deputados do PMDB

Ex-deputado Ivan Ornelas (esquerda) pediu à executiva do
PMDB a expulsão de Júnior Friboi
O ex-deputado estadual goiano, Ivan Ornelas (PMDB), anunciou nessa quarta feira (30), que vai pedir à executiva do partido a expulsão do pré-candidato ao governo de Goiás, Júnior Friboi. Segundo matéria publicada no Diário de Goiás, Ornelas protocolou o pedido de expulsão baseado no entendimento de que "Friboi comprou apoios políticos". O ex-deputado cita a carta de desistência de Iris Rezende, onde o ex-prefeito de Goiânia diz que "o PMDB foi lançado ao mercado de especulações pouco republicanas". Sem meias palavras, Ivan Ornelas foi direto ao ponto: "Nós queremos estabelecer a ética e o discurso como meios de convencer o eleitorado. De repente aparece alguém que não tem discurso - e isso é público e notório - e com dinheiro consegue comprar deputados estaduais, federais, prefeitos, delegados e lideranças", denunciou. O peemedebista também acusou a executiva do partido de ter ignorado sua pré-candidatura ao governo de Goiás em virtude do poder econômico de Friboi. Confirmando o que todos os militantes já suspeitavam, Ivan Ornelas disparou: "os deputados que estão com ele (Friboi) não estão preocupados em elegê-lo governador. Eles não estão preocupados em quem vai ser o próximo governador, mas sim com as próprias reeleições. Eles (os deputados que apoiam Friboi) querem o dinheiro do Júnior na campanha e acham que podem se reeleger, querem viabilizar estrutura financeira de campanha". Como se vê, o sentimento de Ornelas é o mesmo da maioria dos peemedebistas que se pautam pela ideologia do partido. Desde o início estava muito claro que o interesse dos que apoiam Friboi em detrimento de Iris Rezende, ou qualquer outro membro do PMDB, não se coaduna com os interesses do partido e/ou de Goiás. Querem apenas a estrutura financeira do homem da carne em prol de seus próprios interesses. Lamentável que um partido histórico, de lutas e conquistas, como o PMDB, termine assim: um partido de aluguel barato. 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Iris Rezende retira sua pré-candidatura ao governo de Goiás.

Em carta divulgada à imprensa hoje, 29/04, Iris Rezende comunica a retirada de seu nome como pré-candidato à eleição para o Governo de Goiás. Dirigindo-se ao PMDB e ao povo de Goiás, Iris, cuja história se confunde com a do PMDB e com o próprio estado de Goiás, falou da sua tristeza pela tomada da decisão e disse que optou pela desistência em respeito à sua história e ao povo goiano: "Tomo essa decisão em respeito ao meu partido, à minha história e, sobretudo, em respeito ao povo goiano". Mostrando-se magoado com os rumos que tomou a política partidária dentro do PMDB, Iris Rezende soou incisivo: "nunca pensei que veria o PMDB dividido internamente e lançado ao mercado de especulações pouco republicanas. Já participei de muitas disputas internas no partido, nacionais e em Goiás, ganhei e perdi, mas sempre foram embates leais, pautados por ideais. Não quero, contudo, que meu nome seja instrumento de cisão desse partido, que é resultado do sentimento de muitos goianos". Perde o PMDB e perde, sobretudo, Goiás e o povo goiano. Iris Rezende, por sua história e sua capacidade de administrar, era o único nome da oposição capaz de desbancar Perillo. As pesquisas de intenções de votos mostram isso. A insistência de Júnior Friboi, que desde sua filiação vem atropelando, desastradamente, a boa arte de fazer política, beneficia tão somente os seus cupinchas, algozes de Iris Rezende, e o próprio Governador, que vê, com a saída de Iris da disputa, cada vez mais perto o seu quarto mandato, para desespero dos cidadãos de bem de Goiás. A desistência do mito Iris Rezende, não faz de Friboi um vencedor dentro do PMDB, muito pelo contrário: os peemedebistas de verdade, aqueles que não se vendem, idealistas como o próprio Iris, estão fora da campanha e a vitória de Friboi não passa, na verdade, de uma vitória de "pirro", aquela cujo preço é muito maior do que a própria derrota. Os que pensam que venceram Iris, na verdade atiraram no próprio pé. São políticos voo de galinha e o maior legado que deixarão para suas gerações futuras é a covardia de terem traído o expoente máximo do PMDB goiano.    

domingo, 27 de abril de 2014

Iris Rezende é vítima da cobiça daqueles que sempre ajudou

Imaginem um grupo de amigos. Entre eles, um se sobressai. Traz pra si a responsabilidade de conduzir os outros. Com sua capacidade de liderança e empreendedorismo, dá o norte aos demais. Ajuda todo mundo, coloca-os em condições muito melhores do que eram antes. Os amigos que valeram-se da inexorável ajuda do líder maior, agora confortavelmente situados na vida, conseguem dar uma vida melhor à sua família. Criam seus filhos, os quais também valendo-se da condição criada por àquele que ajudou seus pais, vão à frente. Se formam e alcançam o sucesso. Esses, outrora crianças, conhecem gente nova, abastada e o trazem para dentro do grupo de amigos, onde estão seus pais e àquele que liderou-os desde o nascimento. O novato, criado fora do conceito de companheirismo e fidelidade pregado dentro do grupo, acostumado a ter tudo e ser o centro das atenções lá no seu espaço, não se contenta em ser coadjuvante. Começa a pregar a discórdia. Oferece vantagens financeiras aos meninos do grupo para que convençam seus pais de que o velho líder está ultrapassado. A covardia toma corpo. O homem que manteve de pé o grupo até então, vai perdendo os amigos. Traídos pela vaidade de um estranho endinheirado, esquecem-se de quando eram nada. Acham-se maiores do que a própria moral. Avalizam as certeiras punhaladas no velho amigo, líder de todos. Não sabem o que querem, não enxergam o desiderato que outrora sonharam junto com o amigo. E o líder tomba diante de uma injusta, vergonhosa e ardilosa manobra de seus liderados. A estória acima reflete bem o PMDB goiano de hoje. Os jovens peemedebistas, que venderam apoio a Friboi, trazem no sobrenome a herança daqueles que mereceram de Iris Rezende a mais honrosa prova de amizade e lealdade que um Líder poderia dar aos seus fiéis escudeiros. Os filhos daqueles os quais Iris Rezende sempre privilegiou com sua lealdade,  hoje cravam nas suas costas o punhal da traição. A covardia é, sem dúvidas, a pior atitude que um ser humano pode ter em relação a outro ser humano.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Iris Rezende é patrimônio do povo goiano.

O pleito de 1982 marcou a volta das eleições diretas para governador no Brasil, depois do golpe de 64. Em  Goiás, Iris Rezende voltou nos braços do povo para uma vitória esmagadora sobre Otávio Lage, o candidato da situação. Um dos gingles da campanha vencedora de Iris, cantava a força do ícone da política goiana, que depois de ser vereador e prefeito de Goiânia, havia sido cassado pelos militares. A letra era mais ou menos assim: "Iris é o povo; o povo o escolheu; quem está com Iris, está com Deus". Lembro-me dessa música, porque a ouvi muitas vezes junto com meu pai, que nutria e nutre uma admiração ímpar pelo administrador que transformou Goiás. E assim como meu velho, milhares de goianos têm verdadeira paixão pelo homem que fez de Goiás seu ideal de vida, que mudou o conceito de Goiás no Brasil e no mundo. Iris Rezende se transformou naquela figura que, de tão popular, o consideramos como ente de nossa família. Seu trabalho e sua dedicação ao estado, ao povo em geral, o fez, de certa forma, propriedade do povo goiano. Por sua atuação, Iris já não pertence mais ao Iris. O povo o tomou como seu. Dessa forma, não é demais dizer que o futuro político de Iris Rezende Machado não o pertence, tão somente. "Iris é o povo", já dizia a música. Abnegado e apaixonado por Goiás e sua gente, Iris não decide apenas por si ou por seus motivos, mas por aquilo que os goianos reivindicam. Como goiano, tenho absoluta certeza que o líder maior de Goiás não se curvará às pressões, sejam de que ordem for. Ouvirá o povo, e o atenderá. Goiás precisa de Iris Rezende. Iris é o povo e o povo é Iris.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Justiça goiana diz "NÃO" à censura de Marconi Perillo

Em decisão de mérito, o Juiz Péricles Di Montezuma, da 7ª Vara Cível de Goiânia, julgou improcedente ação de indenização movida pelo Governador de Goiás, Marconi Perillo, contra a Deputada Federal Iris Araújo Rezende Machado (PMDB/GO). Perillo alegava que a deputada havia proferido comentário desabonador à sua honra. Na sentença o juiz anotou: "As pessoas que gozam ou adquirem popularidade, especialmente no ramo político, estão sujeitas à crítica de seus concidadãos e cientes do risco de mitigação de seus direitos subjetivos da personalidade, em detrimento da transparência que a natureza de seu munus lhes impõe". E completou: "Ora, aquele que exerce ou pretende exercer cargo ou função pública, principalmente quando se trata de cargo eletivo, tem o dever de transparência decorrente do dever de probidade, de modo que seus atos e sua imagem são sempre suscetíveis a questionamentos e impugnações". Citando várias jurisprudências dos tribunais pátrios, o magistrado acentua que "a aceitação de uma função pública traz em si uma tácita submissão à crítica das demais pessoas. O sujeito se coloca em uma vitrina sujeita a inspeção e controle pelos interessados na administração dos assuntos da sociedade". Citando Alexandre de Moraes, Di Montezuma asseverou: "O Pretório Excelso tem acentuado que a prerrogativa constitucional da imunidade parlamentar em sentido material protege o parlamentar em todas as suas manifestações que guardem relação com o exercício do mandato, ainda que produzidas fora do recinto da própria Casa Legislativa", e conclui seu julgamento: "Ante o exposto, julgo improcedente o pedido – artigos 5º, IX e X, e 220, caput e § 1º, da CF. Condeno o requerente ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, os quais fixo em R$ 3.000,00 (três mil reais) – art. 20, §4º, CPC". Como se vê, ainda há juízes em Goiás, Magistrados independentes, verdadeiros guardiães das leis e da constituição federal. Dessa vez, Marconi Perillo, o homem público que vangloria-se de ter ganhado muito dinheiro com indenizações, não terá o que comemorar. Já seus rábulas foram presenteados com uma verdadeira aula de direito constitucional, ministrada pelo douto juiz de direito, muito embora tenha custado R$ 3 mil ao patrono.