quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Brasileiro condenado à morte na Indonésia será executado no sábado.

Marco Archer (à direita) espera execução na Indonésia

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos, condenado em 2004 a pena de morte na indonésia por tráfico de drogas, será executado na noite do próximo sábado, 17/01, horário local (meio da tarde, horário de Brasília), segundo reportagem da Folha de São Paulo. Marco foi preso no Aeroporto de Jacarta, Capital da Indonésia, em 2003 quando tentava entrar no país com 13,4kg de cocaína escondidos nos tubos de sua asa delta e em 2004 foi sentenciado à morte. Archer teve negado todos os seus recursos, inclusive o pedido de clemência feito ao Presidente do país, Joko Widodo, que assumiu em 2014 com um forte discurso contra o tráfico de Drogas. Segundo o advogado de Marco, Utomo Karim, que esteve com ele na noite da última quarta, o brasileiro está em estado de choque, triste e com medo. O defensor disse ainda que o Governo brasileiro enviou uma carta à Indonésia pedindo que Moreira fosse extraditado e cumprisse pena no Brasil, mas ele já havia sido transferido para a prisão onde está isolado e não havia mais tempo para manobras legais. Na Indonésia a execução se dá por um pelotão de fuzilamento e o condenado pode escolher por ficar em pé, sentado ou deitado. Se de fato ocorrer o fuzilamento, Marco será o primeiro brasileiro a ser executado no exterior.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Nova SEFAZ-GO se surpreende com rombo nas contas do estado. Dívida com prefeituras é de R$ 118,3 milhões.

Inicialmente divulgada como sendo de R$ 105 milhões, a dívida do estado para com as prefeituras goianas soma, na verdade, R$ 118,3 milhões, como noticiou o blog Diário de Goiás. Segundo o #DG, o valor atualizado foi informado diretamente pelos técnicos da AGM após a revisão dos números. Os créditos, que deveriam ser repassados pelo Estado de Goiás aos municípios goianos, referem-se a uma contrapartida que o Governo estadual assumiu com as prefeituras para viabilização do Programa Saúde da Família (PSF) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Desses dois programas, o Governo de Goiás deve às Prefeituras R$ 110 milhões, e ainda R$ 7 milhões referentes ao transporte escolar e mais R$ 1,3 milhões da alimentação servida aos reeducandos do sistema prisional nos municípios. Tais créditos não são repassados aos entes municipais há mais de 10 meses. Segundo o Presidente da AGM, Cleudes Baré, que também é Prefeito de Bom Jardim e aliado do Governador Marconi Perillo, a SEFAZ-GO alega dificuldades financeiras para fazer o repasse e que foi pedido, pela Secretária da Fazenda, Ana Carla, um prazo até março de 2015 para a efetiva apresentação de um plano para pagamento. A nova Secretária alega que foi surpreendida com tal dívida, já que não havia sido informada por seu antecessor que tais repasses encontravam-se em atraso. Ainda fazendo cara de espanto, Ana Carla, segundo os bastidores, tem reclamado do desequilíbrio encontrado nas contas do Estado que, além de restos a pagar superiores a R$ 1 bilhão, apresenta déficit de mais de R$ 600 milhões na conta centralizadora, quando o esperado era que esse caixa estivesse positivo na ordem de R$ 440 milhões. Parafraseando Compadre Washington, diríamos para a doutora Ana Carla: "sabe de nada, inocente".

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Em artigo simplista, Fabiana Pulcineli tem seu dia de equívoco.

Não se discute a capacidade que tem a jornalista Fabiana Pulcineli de analisar o cenário político goiano. Sua leitura dos fatos é inquestionável. Entretanto, até os melhores têm seus dias de equívocos. O de Pulcineli foi hoje. Em seu artigo semanal na coluna "Cena Política" do Jornal O Popular, a jornalista faz um equivocado prognóstico do futuro político de Marconi Perillo. Segundo fabiana, "as circunstâncias de agora permitem que Marconi fique a vontade para impor seu estilo" e prossegue dizendo que "diferentemente dos três mandatos anteriores, em que teve amarras ou entraves de diferentes tipos, o tucano conta agora com um conjunto de fatores que montam o cenário ideal para que o governo tenha mais a sua cara e o cenário político sinta mais sua personalidade". Para a analista política número um de Goiás, num simplismo de fazer inveja a qualquer calouro de ciências políticas, "Marconi tem a chance, e vai aproveitá-la, de fazer uma gestão mais próxima do que deseja e em sintonia com seu projeto para o futuro". Um leitor mais descuidado duvidaria que tal artigo partiu de Fabiana Pulcineli. Que estilo seria esse que Pulcineli diz que Marconi estaria agora a vontade para impor? Ela, mais do que ninguém, conhece o estilo de "governar" de Marconi Perillo. Hà 12 anos no poder, não emplacou mudanças estruturais no estado e nem marcou nenhuma de suas administrações. O que o trouxe até aqui foi sua capacidade de construir uma sólida base política, mantida as custas do fisiologismo e sua inegável capacidade de cooptação da mídia e de políticos menores que em dado momento mostraram-se convenientes para a sua política de sofismos. As amarras de Marconi Perillo, ao contrário do que afirma Fabiana, continuam. Ao comportar-se com arrogância com aqueles que o mantiveram no poder, Marconi age como amador. Dizer que há um conjunto de fatores que favorecem Marconi, é de uma inocência que beira o peleguismo. Informados pela própria Pulcineli, soubemos que o estado fechou o ano com mais de R$ 1 bilhão de restos a pagar e o que era pra ser superávit de R$ 440 milhões virou déficit de R$ 600 milhões, ou seja, mais de R$ 1 bilhão de furo nas contas públicas. A dívida consolidada do estado já soma mais de R$ 22 bilhões. Nessa semana a AGM denunciou que o estado deixou de transferir aos municípios mais de R$ 30 milhões referentes ao ICMS de 2014 e a SEFAZ/GO pediu prazo para equilibrar as contas. Definitivamente não há como se afirmar que este seja um cenário favorável ao futuro político de Marconi Perillo. A segurança fechou o ano sem avanços. Numa das pastas mais sensíveis do seu governo, Marconi resolveu manter a mesma equipe. Insistir na incompetência não vos parece uma tremenda amarra? Infelizmente para Goiás e para os goianos, Marconi permanece amarrado a uma intrincada teia de poder que lhe dá sustentação. Não há interesse da base quando não há o famigerado "feedback" que a política do fisiologismo exige. Se Marconi insistir em não ser político, não terá mais a mínima importância para sua base de bico comprido. E hoje, no cenário nacional, o que mais dá visibilidade a Marconi Perillo são seus processos no STJ.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Marconi corta mais de R$ 30 milhões das Prefeituras e deixa Prefeitos em situação difícil.

Alegando créditos a mais feitos nos anos de 2011 e 2012, a Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás - SEFAZ-GO, suspendeu o repasse aos municípios de mais de R$ 30 milhões referentes aos créditos do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Inicialmente a SEFAZ havia anunciado aos prefeitos que o repasse seria de R$ 39 milhões, no entanto o valor destinado aos municípios goianos foi de apenas R$ 8 milhões. O Presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM), Cleudes Baré lamentou a decisão da SEFAZ e disse que o órgão já havia anunciado o crédito. "Isso gerou expectativas e os prefeitos fizeram compromissos porque esse recurso entraria. Agora, as ordens de pagamentos foram feitas, mas não têm como serem pagas, gerando desgastes também para os fornecedores dos municípios", lamentou o presidente da AGM. Para Baré, os municípios não receberam o mesmo tratamento que têm dispensado ao Governador Marconi Perillo, já que sequer foram comunicados da decisão da SEFAZ. O Presidente da AGM propôs à SEFAZ que se fizesse a compensação desses créditos que o órgão alega ter feito a maior com os débitos que o estado possui com as prefeituras. Além de repasses do transporte escolar e da alimentação dos presos, o Governo Estadual deve às prefeituras 12 parcelas referentes à contrapartida estadual do Programa Saúde da Família (PSF), segundo a AGM. A atual secretária da Fazenda, Ana Carla, pediu até março para apresentar uma proposta para pagamento desses débitos, alegando que o estado passa por ajustes. Não se sabe, entretanto, que ajustes são esses, já que Marconi venceu a eleição propagandeando que o estado estaria com as contas absolutamente equilibradas. É bom os prefeitos, inclusive àqueles que caíram no "canto da sereia" de Marconi Perillo, irem se acostumando. Perillo não é mais candidato e não precisa mais bancar o bonzinho. A realidade, doravante, é outra e será de arrocho e promessas não cumpridas. Quem viver verá.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Crise na base de Perillo. Agora é Marlúcio Pereira quem reclama do tratamento dispensado aos aliados.

A insatisfação na base aliada do Governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), não para de crescer. Depois de Jovair Arantes, que mandou e recebeu recados do governador, agora é a vez do deputado estadual Marlúcio Pereira (PTB). O aliado de Perillo alega que foi ignorado pelo Presidente da AGETOP, homem forte de Marconi, Jayme Rincon, em solenidade de encaminhamento do projeto de construção do Centro de Convenções de Aparecida de Goiânia. Segundo Marlúcio, nenhum representante da base no município foi convidado para o evento. Indignado, Pereira lembra que "há três anos o governadorr Marconi Perillo determinou, por meio de decreto, que qualquer ação de seu secretariado que envolvesse Aparecida de Goiânia, deveria ser comunicada previamente a sua base no município". Sem meias palavras, Marlúcio diz que "ele (Jayme) descumpriu uma determinação do governador e ignorou o único deputado estadual eleito com mais de 20 mil votos em Aparecida". Em tom de ameaça, o deputado aliado lembra a Jayme Rincon que numa eventual candidatura dele à Prefeitura de Goiânia, a base do governador também poderá ignorá-lo, apoiando um candidato adversário: "se não somamos hoje, amanhã também podemos não representar nenhuma contribuição ao projeto político dele", encerrou o deputado. Isso é só o começo. Jayme Rincon, assim como seu chefe, são pautados pela arrogância e por uma empáfia acima do tolerável. A diferença é que, ao contrário de Perillo, Rincon não possui luz própria e vive à sombra do governador. Se tem pretensões políticas, o melhor seria começar a calçar as sandálias da humildade.