Em seu programa diário na Rádio Sucesso, o renomado jornalista Rosenwal Ferreira, um dos mais conceituados profissionais do jornalismo goiano, disse hoje, 08/08, que ouviu de uma graduada autoridade policial de Goiás que as mortes de mulheres em Goiânia, que têm levado pânico às mulheres e à sociedade em geral, não estariam sendo praticadas por um serial killer, como tem sido cogitado. Segundo Rosenwal, essa autoridade teria-lhe garantido que o motivo desses assassinatos seria outro, ainda mais grave que a hipótese de ser um psicopata o autor de tais atrocidades. O motivo, segundo essa fonte, seria retaliações de facções que cumprem pena no complexo penitenciário Odenir Guimarães, antigo CEPAIGO, em Aparecida de Goiânia, que tiveram certos privilégios cessados por uma atuação mais rígida da direção do presídio. O fim desses privilégios teria levado os "chefes" presidiários a determinarem que se iniciasse uma matança aleatória de pessoas em Goiânia até que as autoridades cedessem e restaurassem a situação de comodidade e conforto em que viviam até recentemente. Os assassinatos deveriam seguir um padrão que deixasse a população em pânico e surtissem os efeitos desejados. A escolha por vítimas mulheres, dessa forma, não foi por acaso. Não se pode dizer com certeza que seja esse o motivo dos mais de 17 homicídios cometidos contra mulheres desde fevereiro deste ano em Goiânia, todos em circunstâncias semelhantes, mas em se confirmando tal tese, o que já era feio, fica horroroso. Admitir que tais assassinatos foram tramados e ordenados de dentro do sistema penitenciário goiano é admitir a falência total do estado no quesito segurança. É admitir que a população está à mercê de bandidos que, ao invés de estarem segregados, estão decidindo quem vive e quem morre em Goiás. Essa tese provaria que o Governo de Goiás é absolutamente incapaz de garantir o mínimo de segurança ao cidadão e que se submete ao mando de uma facção criminosa já condenada pela justiça. Em se comprovando que os crimes sejam retaliações comandadas por presidiários, o governo de Goiás perde completamente a legitimidade enquanto garantidor da segurança pública e medidas urgentes, tal como a intervenção federal no estado, se impõem para garantir a vida dos goianos.
sábado, 9 de agosto de 2014
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Jayme Rincón, homem forte de Perillo, tem bens bloqueados por suposta fraude em licitações.
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| Jayme Rincón, homem de confiança de Perillo, tem bens bloqueados pela Justiça. |
Jayme Rincón, presidente da AGETOP - Agência Goiana de Transportes e Obras e homem forte do Governo de Marconi Perillo, teve seus bens bloqueados por decisão da Justiça goiana. A Juíza Zilmene Gomide, da 1º Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia, determinou, liminarmente, o bloqueio de R$ 12 milhões das contas bancárias de Rincón e, caso não se chegue a esse valor, que sejam tornados indisponíveis bens móveis e imóveis. A decisão atende pedido do MP/GO e tem como causa a suposta fraude em licitações para contratação de empresas responsáveis pela recuperação da malha viária do estado. Jayme Rincón, que tem sido o porta-voz do governo Perillo e assume a defesa intransigente do governo, também foi citado no Caso Cachoeira e para não depor na CPMI, que apurou o escândalo em Goiás, apresentou atestados médicos dizendo-se vítima de um aneurisma. No relatório final da comissão, o relator, Odair Cunha (PT), pediu o indiciamento de Rincón por formação de quadrilha, corrupção passiva e outros crimes. No caso presente, a Juíza entendeu que Rincón agiu com dolo, ou seja, com intenção, ao levar adiante as licitações que estariam em desacordo com as normas legais, com reais possibilidades de danos ao patrimônio público. A decisão, proferida em sede de ação de improbidade administrativa, é liminar e Rincón ainda pode recorrer.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Crimes em Goiás: Governo muda o foco e diz que é eleitoreira a dor e o medo da população.
Incompetente para dar respostas à sociedade e sem projetos para conter a onda de violência sem precedentes que assola Goiás, o Governo do Estado usa estratégia pouco convencional para conter o desgaste que a onda de crimes vem causando ao candidato governista, que é também o Governador do Estado. Valendo-se da sua força sobre os meios de comunicação do estado, o Governo transfere a responsabilidade para a oposição e, pasmem, para o povo que cobra solução para os assassinatos em série, que já vitimaram mais de 15 mulheres em Goiânia. Sites e jornais ligados ao Governador espalham a falaciosa tese de que o pânico é causado pela oposição que tenta tirar proveito eleitoreiro dos crimes. Com essa estratégia, Perillo tenta passar a falsa ideia de que está tudo bem, tudo ótimo, que a criminalidade em Goiás está caindo e que a culpa por tanta violência é das pessoas que espalham notícias de crimes. Não é verdade. A situação em Goiás é gravíssima e milhares de jovens mulheres têm mudado suas rotinas com medo do homicida que continua à solta. O Governo tentou o quanto pode não dar publicidade dos casos, mas diante da repercussão negativa saiu da sua zona de comodidade para atacar a oposição, como se a responsabilidade não fosse dele. Pessoas ligadas ao governo deflagram nas redes sociais boatos criminosos de que os crimes, que levaram a população ao pânico, estariam sendo cometidos por policiais a mando de políticos da oposição para criarem fatos negativos para o governador. Tudo numa tentativa insana de eximir o Governador do Estado da sua parcela de culpa. Nos últimos 16 anos, período em que o Estado é governador por Marconi Perillo (PSDB), a taxa de homicídios cresceu 198% no estado. A polícia militar continua com o mesmo contigente de 1998 e a polícia civil teve seu efetivo diminuído em quase 50%. Acusado de participação no maior esquema de corrupção da história de Goiás, conforme relatório da CPMI do Cachoeira, instaurada a partir da Operação Monte Carlo da PF, que investigou o bicheiro Carlos Cachoeira e sua ligação com núcleos do Governo de Goiás, Marconi Perillo, desde 2012, a fim de se manter no cargo, priorizou os gastos com propagandas em detrimento de outras áreas. Foram gastos mais de R$ 450 milhões em propaganda em três anos e meio de governo do seu terceiro mandato. Enquanto isso, a violência atingiu números surreais em Goiás e, principalmente, em Goiânia. Hoje, as vozes dissonantes são assediadas moralmente para que não exponham a indignação que toma todos os homens e mulheres de bem do Estado de Goiás. Entretanto, por uma questão de sobrevivência, o povo não se cala e, cada vez mais alto, grita por providências!
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Casal de radialistas ligados ao Governo de Perillo acusa a oposição e policiais pelas mortes de mulheres em Goiânia.
Na ânsia de criar um factóide que pudesse eximir o Governo de Goiás da responsabilidade sobre as mortes de mulheres em Goiânia, crimes supostamente praticados por um serial killer que vem agindo desde fevereiro, o radialista Luiz Gama e sua mulher Eni Isabel Aquino, acusaram, sem meias palavras, a oposição e os policiais goianos de estarem diretamente ligados com esses assassinatos. Depois da 12ª morte, ocorrida na tarde do último sábado e que vitimou a adolescente Ana Lídia Souza, de 14 anos, sentindo que a movimentação da sociedade pelo esclarecimento dessas mortes começava a ganhar corpo, Luiz Gama publicou em seu perfil no Twitter, sem apresentar provas da acusação, que "uma das linhas de investigação é matador ligado a grupo político em busca de gerar fato político contra o governo". Seguindo a mesma linha do marido, Eni Aquino postou: "BOMBA: Polícia tem fortes suspeitas que policiais ligados a políticos tão matando em Goiás!!!". É público e notório em Goiás, que o casal, autor das denúncias, é ligado ao Governador Marconi Perillo e foram, inclusive, objetos de reportagem da Revista Carta Capital que investigou suposta rede de espionagem em Goiás. Segundo a reportagem, Luiz Gama comandava uma central de grampos telefônicos cujas vítimas eram os adversários políticos do governador de Goiás. Nada, no entanto, ficou provado contra o Governador Perillo.
É fundamental, principalmente em respeito às vítimas que sucumbiram à ação desse susposto psicopata, que esse casal apresente provas, nomine quem é esse "grupo político" que estaria patrocinando esses assassinatos e quem são os policiais acusados de cometerem esses crimes bárbaros. É imperioso, para que o caos e o pânico não se instale de vez em Goiás, que as instituições se manifestem a respeito dessas acusações, que os órgãos representativos das polícias goianas, tais como UGOPOCI, SINPOL/GO, PM/GO e SSPJ/GO, manifestem-se e exijam que provas sejam apresentadas, sob pena de permanecer a dúvida e o medo da população o que pode contribuir, sobremaneira, para o total descrédito das forças policiais goiana. Da mesma forma, é necessário que a oposição interpele essas pessoas e exijam as provas que embasaram as sérias acusações que proferiram.
sábado, 2 de agosto de 2014
Delegado Waldir denuncia omissão das autoridades nos assassinatos de mulheres em Goiânia.
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| Delegado Waldir: "nossas autoridades se mantêm omissas e caladas." |
Mais uma adolescente foi morta, essa tarde, em Goiânia, sob as mesmas circunstâncias de outras 11 vítimas. Ana Lídia de Souza, 14 anos, foi morta em um ponto de ônibus no Setor Cidade Jardim, região sudoeste de Goiânia, por volta das 14 horas desse sábado, por um motoqueiro em uma moto preta e que usava capacete preto. A tese de que seja o mesmo assassino voltou a ganhar forças depois desse episódio.
O Delegado Waldir, conhecido por suas críticas contundentes e verdadeiras, voltou a condenar a omissão das autoridades quanto aos casos em questão. "Enquanto os casos forem tratados de forma sigilosa, denegrindo algumas vítimas, não vamos chegar a lugar nenhum. Fazer de conta que não temos execuções de nossas mulheres é tapar o sol com a peneira", disse o delegado em sua página no Facebook. Ainda sobre o silêncio das forças de segurança do Estado, o delegado soou peremptório: "nossas Autoridades, que poderiam estar buscando informações para esclarecer a sociedade, também se mantêm omissos e calados. Tudo muito vergonhoso e doloroso" e termina perguntando: "será que esse criminoso precisará bater na porta da família de nossas autoridades para que cessem os crimes e o autor seja derrubado?"
Com mais esse caso, sobe pra 12 o número de mulheres assassinadas nas mesmas circunstâncias em Goiânia, só esse ano. Até agora nenhum dos homicídios teve resposta das autoridades. O medo é geral e o pânico começa a tomar conta dos goianienses. Até quando? Com a palavra o senhor Governador de Goiás.
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