O Governo de Goiás comemora levantamento do TCU (Tribunal de Contas da União) que aponta o estado como o 2º melhor, dentre todos da Federação, em gestão e desempenho de sua Secretaria de Segurança Pública. O que quer dizer isso, realmente, ninguém sabe. E na prática o cidadão não tem o que comemorar. Denominado "Levantamento de governança de segurança pública", a pesquisa do TCU teve a intenção de avaliar como estaria sendo gerida a segurança pública do estado. Segundo esse levantamento, o Estado de Goiás tem planos estratégicos para a área da segurança. Se tem, não estão em andamento, pois o que se vê, na realidade, é um estado entregue ao banditismo. Levantamento do Instituto Sangari indica que Goiás é o 4º estado mais violento do País. A taxa de homicídios na terra do pequi chega a 44,3 mortes/100 mil habitantes. O número de crimes contra o patrimônio, só em abril/2014, foi de 16.528 roubos ou furtos, ou seja, 551 crimes por dia. Contrariando os dados do TCU, o CNJ acaba de exigir que o governo de Goiás abra vagas para menores infratores, uma vez que a situação é crítica, obrigando os juízes, inclusive, a soltarem menores infratores, por não ter onde mantê-los segregados. Logo, o Governo comemora o fato de ter respondido a contento um questionário enviado pelo TCU. A avaliação do Tribunal é meramente teórica e é possível que não exista, de fato, nenhum projeto em andamento pelo Governo de Goiás para a área da segurança pública, já que os números da violência não dão trégua e mostram uma realidade absolutamente incompatível com um estado que pudesse estar gerindo com competência a sua área de segurança pública. Não é demais lembrar que o governo de Goiás devolveu à União mais de R$ 12 milhões destinados à área da segurança pública, fato que está sendo investigado pelo MP-GO. Obviamente isso aconteceu porque não tinham projetos para a aplicação da verba e, em outros casos, como aponta o CNJ, houve irregularidades na conduta dos gestores da segurança pública em Goiás.
terça-feira, 10 de junho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
Governo de Goiás: já gastamos muito e vamos gastar muito mais!
Desde 2011, primeiro ano do terceiro mandato de Marconi Perillo, o governo de Goiás já gastou mais de R$ 487 milhões em propaganda. Foram quase meio bilhão de reais para mostrar um estado que não existe. Desde que estourou a Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que desbaratou a quadrilha de Carlos Cachoeira e trouxe a tona as relações pouco republicanas do governo de Goiás com o esquema do contraventor, a assessoria de comunicação de Perillo não poupou dinheiro para limpar a imagem do chefe do executivo goiano. A equipe palaciana enxergou na tática de propagandear um estado que não existe como única possibilidade de salvar o governo marconista. Equilibrando na corda bamba e pouco convincente nas explicações dada à CPMI do Cachoeira, Perillo se viu obrigado a aumentar a verba publicitária. Em 2011 foram gastos pela AGECOM R$ 70 milhões e em 2012 R$ 90 milhões em propagandas do governo de Goiás. No ano seguinte, 2013, vendo sua popularidade beirar o solo e considerado o 2º pior governador do Brasil, segundo o IBOPE, Perillo aumentou consideravelmente a verba publicitária, fechando o ano com gastos superiores a R$ 167 milhões. Em 2014, em apenas 5 meses, já foram gastos mais de R$ 160 milhões. Para, literalmente, vender um estado que não existe, o governo de Goiás gasta sem pudor. As prioridades vão sendo deixadas de lado e o Estado "que dá gosto de se viver" se consolida como um pesadelo dos goianos. Na mesma proporção dos gastos com propaganda, a violência cresce em Goiás. Nesse período de gastos exorbitantes com peças publicitárias estreladas por atores e cantores de renomes nacionais, Goiânia foi alçada a condição de 28ª cidade mais violenta do mundo. A taxa de homicídios no estado alcançou a incrível marca de 46,56 homicídios por cada grupo de 100 mil habitantes, quando o aceitável pela OMS é de 10 por cada 100 mil moradores. Ocorrem, diariamente, mais de 42 roubos ou furtos de carros em Goiás. A cada 2 minutos um crime contra o patrimônio é registrado no Estado, cuja propaganda quer nos fazer crer que é o melhor lugar do mundo para se viver. Só que a realidade é outra e nós, goianos livres, precisamos dar um basta nessa situação para que tenhamos sim, um estado bom de se viver.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
O hepta vereador Anselmo Pereira (PSDB) tenta agredir Professora.
Os professores municipais em greve estiveram hoje na Câmara Municipal de Goiânia para levarem o pedido de impeachment do Prefeito Paulo Garcia. Durante a manifestação no plenário do legislativo municipal, a professora Heliany Wyrta teve autorização do presidente da casa para usar a tribuna. Ela iniciou sua fala exigindo que os vereadores tivessem conduta condizente com os votos que receberam: "vocês deveriam honrar os votos que receberam. Vocês foram eleitos para representar a população e a população de Goiânia sofre", disse a professora em meio a gritos e aplausos. O hepta vereador pelo PSDB, Anselmo Pereira, que iniciou sua carreira quando o Brasil ainda nem tinha sido tetra, ainda no século passado, partiu para cima da educadora e a ameaçou com o dedo em riste, tendo que ser contido pelos colegas para não agredir fisicamente a mulher que falava da tribuna. Sentindo-se desrespeitado pela professora, que pediu apenas honra no exercício do mandato, o vereador, que há 26 anos exerce o mandato, subiu nas tamancas, dizendo que não aceitaria ser insultado dentro da "sua casa". Como se vê, o vereador confundiu a casa da mãe joana como sendo a sua própria. Anselmo Pereira, discípulo de Perillo, deu mostras inequívocas de que o maior representante do PSDB goiano tem feito escola com sua truculência e que, numa democracia, a renovação política é salutar e imprescindível, caso contrário estaremos criando déspotas que se acham acima de tudo e de todos. Ao final dessa legislatura, Anselmo estará completando 28 anos no exercício da vereança em Goiânia. Seus maiores projetos: concessão de títulos honoríficos e mudança de nomes de logradouros públicos.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Inabilidade política e negócios da empresa da família foram os reais motivos da desistência de Friboi.
Em surpreendente declaração, Maguito Vilela, Prefeito de Aparecida de Goiânia e um dos apoiadores da candidatura de Júnior Friboi ao governo de Goiás, criticou, de forma contundente, o afastamento do empresário da corrida eleitoral. Para Maguito, política é "a arte da conversação, da costura. Quem tem paciência e habilidade para isso consegue. Quem não tem, acaba se afastando". Sugerindo que Friboi foi inábil, o prefeito disse, ainda, que "o político que não tem paciência para ser criticado, não dá conta". As críticas de Vilela corroboram a tese de que Friboi não estava preparado para assumir uma campanha majoritária, sobretudo por sua inexperiência política. Levado por uma assessoria que não se mostrou responsável, Friboi tentou se impor à revelia da militância e do apoio popular, algo que, em política, é inaceitável. Não obstante a falta de traquejo político, pesou na decisão do empresário, de abandonar seu projeto político, a exposição negativa da marca Friboi na mídia goiana e nacional, iniciada após a divulgação de que a empresa possui dívidas de mais de R$ 1,3 bilhões com o fisco goiano. O colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, já havia dito na sua coluna diária, que o controlador da holdig JBS S/A, Joesley Batista, irmão do ex-candidato, tinha exigido que Friboi se abstivesse de usar o nome da marca empresarial, o que, convenhamos, seria o mesmo que pedi-lo para desistir. O fato é que toda essa exposição midiática de Júnior Friboi acabou por expor, também, a empresa JBS, situação que começava a atrapalhar os negócios da família. Notícias indesejáveis para a companhia global de alimentos JBS começaram a ser divulgadas na imprensa, como, por exemplo, reportagem do jornal O Popular do dia 1º de junho. Sob o título "JBS muda sua estrutura acionária", a matéria informa que, de forma obscura, os grupos Blessed e Bertin, acionistas da JBS, tiveram suas participações na empresa reduzidas pela metade. "A Blessed e a Bertin, dividem um fundo que sempre teve uma fatia expressiva da JBS. Na sexta-feira, porém, esse fundo sofreu uma mudança relâmpago dentro da estrutura acionária da JBS, afetando drasticamente a posição das duas empresas", diz o texto. E prossegue: "Ao amanhecer de sexta-feira, a Blessed detinha 13% da JBS - algo como R$ 2,8 bilhões, considerando seu valor de mercado no dia. Ao anoitecer, passou a ter 6,6% - R$ 1,4 bilhão". Não se discute aqui a lisura dos negócios empresariais da família Batista, mas negócios corporativos de proporções grandiosas, como esses da JBS, requerem uma certa discrição que a empresa não teria com Júnior insistindo em brincar de ser político. Se a pseudo disputa dentro do PMDB já estava sendo insuportável para a holding, imaginem no auge da campanha política propriamente dita. Admitir pode ser outra história, mas a desistência de Júnior Friboi está diretamente ligada ao prejuízo que sua carreira política poderia causar ao conglomerado da família.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Executiva do PMDB decide aclamar Iris Rezende como candidato do partido.
Depois de reunião que aconteceu na tarde dessa segunda-feira (02/06), na sede do diretório regional, a executiva do PMDB decidiu pelo nome de Iris Rezende para encabeçar a chapa majoritária do partido ao governo de Goiás nas eleições de outubro próximo. Prevaleceu o bom senso e o PMDB entrará na disputa com o melhor nome para enfrentar o candidato da situação, seja ele Perillo ou não. Segundo o presidente da legenda, Deputado Samuel Belchior, "Iris é a bola da vez", e que irá conversar com o ex-governador, assim que ele voltar de viagem. A decisão que optou pelo nome de Iris Rezende foi unânime e mesmo aqueles que haviam envidado apoio a Júnior Friboi souberam reconhecer que Iris é o melhor nome para a legenda. Como maior partido de oposição em Goiás, o PMDB tem a responsabilidade de se apresentar com um candidato competitivo, que tenha a capacidade de aglutinar as forças do partido e, ao mesmo tempo, suprir o sentimento popular que clama por mudanças na administração estadual, sobretudo pelo resgaste da moralidade no serviço público. O presidente do partido disse, ainda, que a saída de Friboi é definitiva e que não há mais possibilidade de seu retorno como candidato. Segundo Belchior, esse fato contribuiu para a decisão unânime da executiva: "ninguém quer arriscar tanto", disse, assegurando que o nome de Iris representa segurança para todo o partido.
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