terça-feira, 13 de maio de 2014

Leitora denuncia: Governo de Goiás compra presentes de casamento com dinheiro público.

Há 16 anos no poder, Marconi Perillo tornou-se uma espécie de Rei do cerrado tupiniquim. Aqui o certo é aquilo que ele acha que é. A opinião pública, dependendo  de como se apresenta, é criminalizada e os críticos são levados às barras dos tribunais. "O estado sou eu", reverbera o mandatário mor das cercanias goyazes. De olhar atento e integrando aquela parcela da população que ainda não se curvou ao desmando que insiste avançar sobre a sofrida democracia brasileira, em especial da goiana, a leitora do Jornal O Popular, Cristina Pacheco, moradora do Setor Central, em Goiânia, publicou carta na seção "cartas dos leitores" do aludido jornal, denunciando que o governo de Goiás abrira licitação para adquirir, pasmem, presentes de casamento. Isso mesmo: presentes de casamento. O preço da bondade com dinheiro público: R$ 118 mil. Entre os mimos que o Governador pretendia ofertar aos seletos felizardos estão jogos de baixela croise em prata e faqueiros também em prata. Talvez "surreal" seja o adjetivo mais apropriado para qualificar o ato do governo de Goiás, mas falta de vergonha e respeito também cairiam bem. O órgão encarregado de produzir a teratológica compra seria a Casa Civil, hoje comandada pelo advogado José Carlos Siqueira, que já esteve na SEGPLAN e SEFAZ. Depois de 16 anos, o governo que ascendeu ao poder sob o slogan de "Tempo Novo", não respeita mais o seu povo. A moralidade pública é relegada a segundo plano e a vontade do "imperador" se impõe, ao ponto de presente de casamento ser pago com o dinheiro do contribuinte. Na visão caolha dos que governam Goiás, somos todos idiotas, verdadeiros imbecis e incapazes de nos insurgirmos contra a avacalhação do dinheiro público. Enquanto apadrinhados do senhor governador estão a merecer baixelas que custam em média mais de R$ 3 mil, o povo que trabalha e produz, que se submete, diariamente, à insegurança que assola o estado e a outras intempéries causadas pela inação e incompetência do governo que aí está, vê-se obrigado a bancar a "generosidade" do Rei. Acorda Goiás! Depois da divulgação da carta, o Governo de Goiás divulgou nota dizendo que cancelou a malfadada licitação. Se não fosse o olhar atento da cidadã Cristina Pacheco, certamente anfitriãs estariam oferecendo um pomposo jantar aos integrantes da corte e os convivas manuseando as mais caras pratarias, pagas com o dinheiro público. 
Vejam a reprodução da carta da leitora:

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Fabiana Pulcineli: "sem habilidade política, Júnior poderia errar muito".

Discorrendo acerca do amadorismo político de Júnior Friboi, pré-candidato do PMDB ao governo de Goiás, Fabiana Pulcinelli, em seu artigo semanal "Cena Política" do Jornal O Popular, faz uma análise precisa dos erros cometidos pelo postulante ao Palácio das Esmeraldas pelo maior partido da oposição em Goiás. A jornalista diz que, "com seu jeito estabanado, Júnior enfrenta resistências dentro do PMDB, criou barreiras na aliança com o PT e dificulta a ampliação de alianças, com uma sequência de declarações precipitadas e imprudentes do ponto de vista de articulação política". Antes, Pulcineli chama a atenção para as declarações do empresário minimizando o peso de Iris Rezende na campanha e tripudiando internamente sobre o grupo derrotado, o que, na visão da jornalista, é falta de habilidade política e de estratégias para conquistar a unidade. "Sem habilidade política, dando peso excessivo a dinheiro e achando que administrar o Estado seria como administrar suas empresas, Júnior poderia errar muito", prevê, com absoluta certeza, a experiente analista política. Quanto a dívida de R$ 1,3 bilhões da JBS S/A com o Estado de Goiás por suposta sonegação de impostos, divulgada pelo O Popular em 2 de maio, Fabiana diz que, mais cedo ou mais tarde, Júnior sabia que teria que dar explicações a respeito e que "o assunto já era comentado há mais de um ano em rodas políticas e o pré-candidato do PMDB já havia, inclusive, sido questionado sobre isso". Fechando seu artigo, Pulcineli soa peremptória: "se for mesmo candidato, Júnior terá sim de se posicionar sobre as dívidas, como também sobre os empréstimos do BNDES e sobre doações de campanha. É o que convém a todo homem que busca um cargo público".  

domingo, 11 de maio de 2014

Joaquim Barbosa decide de acordo com a lei e nega trabalho externo a Zé Dirceu

Ao negar o direito de trabalhar fora do complexo do presídio da Papuda para o condenado do Mensalão, José Dirceu, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, viu-se criticado pela ala petista que apoia os mensaleiros. Numa tentativa de macular a decisão do eminente ministro da corte suprema, os petistas dizem que Joaquim Barbosa inovou em sua decisão para prejudicar Zé Dirceu. Fundamentando sua decisão, Barbosa citou o artigo 37 da Lei de Execução Penal, a qual disciplina que para ter direito ao trabalho externo o preso deverá cumprir 1/6 da pena. No caso de Dirceu ele estaria apto ao trabalho fora do complexo só em março de 2015. A defesa de Dirceu, patrocinada pelo Advogado José Luis de Oliveira Lima, disse que Barbosa contraria jurisprudência do STJ e que a decisão foi cruel e ilógica. Nas redes sociais, os militantes petistas entenderam que Joaquim Barbosa feriu a lei e outros tantos acham que a lei usada para negar o pedido de Dirceu já nem existe mais. Pelo contrário. Nenhum juiz está obrigado a seguir jurisprudência. Ademais,  há jurisprudências conflituosas em todas as questões. O juiz julga de acordo com a lei e com o seu livre convencimento. A jurisprudência nunca será instrumento de imposição ao convencimento do juiz. Como dizia Carlos Maximiliano, "a atividade do juiz não é uma atividade mecânica de mero aplicador de dispositivo, mas sim um intérprete esclarecido entre a letra morta dos códigos e a vida real, apto a moldar em sua atividade uma obra útil à sociedade, a serviço da justiça". Os corruptos, principalmente no Brasil, estão a merecer penas duras e pedagógicas, a fim de que cessem suas práticas criminosas. Mais uma vez Joaquim Barbosa acertou em sua decisão e não teve medo de proferi-la. Aceitem ou não, a lei foi cumprida.

Políticos dizem que vereador estaria cooptando apoio para Friboi, ao preço de até R$ 3 milhões.

Depois de Iris Rezende dizer, em sua carta de renúncia à pré-candidatura ao governo de Goiás, que o PMDB lançara-se no mercado de especulações pouco republicanas e o ex-deputado estadual pelo partido, Ivan Ornelas, afirmar publicamente que Júnior Friboi comprou deputados federais, estaduais, delegados e lideranças do PMDB, agora surge a notícia de que o vereador goianiense, Davidson Costa (PT do B), estaria fazendo "corretagem" para o pré-candidato do PMDB, Júnior Friboi. A notícia, publicada na coluna "Bastidores" do Jornal Opção, edição 2026, diz que a corretagem político-eleitoral comandada por Davidson não seria apenas com membros do partido e não apenas com políticos com mandato, mas também com militantes de todos os partidos. Segundo a reportagem, o preço do apoio ao candidato do PMDB poderia chegar até R$ 3 milhões para políticos com mandato. O texto ressalta, entretanto, que não há provas de que Friboi teria contratado o vereador para a "corretagem", mas diz que o MP-GO deve ficar de olho, insinuando que as evidências são fortes. Depois que o jornal O Popular divulgou notícia de que a JBS S/A, empresa da família do candidato do PMDB, deve ao Estado de Goiás mais de R$ 1,3 bilhões em impostos apurados e não pagos, a notícia de compra de apoio se torna bem verossímil, uma vez que tornar-se credor de si mesmo não é mau negócio, ainda mais de uma dívida desse tamanho.

sábado, 10 de maio de 2014

Por agir de má-fé, o Blog Goiás24Horas é obrigado a se retratar

Em audiência de conciliação o Juiz Joseli Luiz Silva determinou que o blog Goiás24Horas, mantido pelo escritor Cristiano Silva, retire do ar todos os textos e fotografias com informações consideradas ofensivas e caluniosas ao deputado Luis César Bueno (PT). Segundo notícia postada na página do parlamentar, o blog, cuja atuação tem sido a promoção pessoal do Governador de Goiás e ataques de toda ordem à oposição do estado, muitos de forma jocosa e irônica, reconheceu que agiu de má-fé ao fazer montagens de fotografias do deputado. Cristiano Silva terá que se abster de novas publicações distorcidas, inverídicas e/ou truncadas, bem como não retirar a publicação de retratação antes de 30 dias da primeira postagem e durante os 05 primeiros dias deverá postá-la diariamente e, em caso de descumprimento do acordo, terá que pagar multa diária no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), diz a sentença. Obviamente há que se reconhecer o direito subjetivo à honra das pessoas, mas é fundamental que tal direito não avance sobre o direito constitucional da liberdade de expressão e opinião, como tão bem tem reconhecido o TJ goiano em decisões recentes que repeliram intenções do próprio Governador de Goiás de calar seus críticos através de ações judiciais. No caso em tela, o próprio autor das postagens reconheceu sua má-fé, portanto não há que se falar em violação ao direito de expressão e  nem tampouco poderão usar a presente decisão para embasar possíveis futuras alegações de que o blog Goiás24Horas esteja sofrendo censura. Democraticamente, Cristiano Silva tem o inalienável direito de continuar postando suas bobagens, mas é fundamental que o faça com responsabilidade.