O bilionário empresário da carne, José Batista Jr, o Júnior Friboi, começou ontem na política. Filiado ao PMDB no ano passado, o neófito da política, que antes havia passado por PSB e PSDB de Marconi Perillo, quis, ou quer, começar de cima. Sem problema de dinheiro, Friboi vislumbra, em seu primeiro projeto político, o governo de Goiás pelo maior partido da oposição. Louvável a pretensão do recém chegado peemedebista do ponto de vista democrático, porém intempestiva em se tratando de política partidária. O PMDB é um partido de lutas e grandes nomes, entre eles, o maior de toda sua história, Iris Rezende Machado. Envolvido por um bando de mercenários e oportunistas, Friboi começou errada sua trajetória política. Vítima de uma turma que está pensando apenas em sí própria, Friboi não se deu conta de que, diferentemente de uma empresa privada, a política é recheada de outras nuances que, inevitavelmente, conduzirão ao sucesso ou fracasso. E mais: a política não perdoa o amadorismo. Na política não basta dinheiro. Carisma e passado são fundamentais para o sucesso de uma eleição. Na política, o novo é construído de fatos passados, de exemplos e condutas diversas da velhas práticas, como o fisiologismo e interesses pessoais. Júnior, ainda é júnior. Não se deu conta de que esses que o incentivam a bater o pé por uma eleição majoritária, disposto a enfrentar tudo e todos, estão apenas a serviço da própria ganância, do próprio projeto de poder pessoal, da própria eleição. Obstruído pela sanha desmedida dos sanguessugas que querem apenas o seu dinheiro, Júnior Friboi alimenta uma vaidade traiçoeira, que o impede de aprender política, de construir sua própria história, de sentir o clamor das ruas e enxergar o anseios do eleitorado e assim pensar o melhor para Goiás e seu povo. Hoje, falta a Friboi a humildade dos verdadeiros estadistas e sobra-lhe más companhias. E assim, Júnior não se aprimora e pode, mesmo antes de começar, fechar para sempre as portas para a política, pois o povo não perdoa arrogância.
domingo, 6 de abril de 2014
Reconhecido por sua coerência, Caiado dará tiro no pé se aliar a Perillo.
Ronaldo Caiado, sem dúvidas, é um político de muita personalidade, de opiniões firmes e conduta ilibada. É um político honesto e atuante, e isso ninguém pode negar. "Não admito que me encabrestem e nem encabresto ninguém", asseverou, recentemente, o deputado goiano, que, semana passada, foi nomeado líder da minoria no congresso, justamente por suas convicções e maneira peculiar de conduzir-se politicamente. Entretanto, burburinhos das rodas políticas insinuam que Caiado poderia aliar-se a Marconi Perillo e ser o candidato da base aliada do governo goiano ao senado. É possível, porém não condiria com a postura do deputado. Recentemente, em entrevista que concedeu a um canal de televisão, cuja fala reproduzimos aqui neste espaço, Ronaldo Caiado disse, com todas as letras, que "o estado de Goiás passa por um dos seus piores momentos" e que quer dar um basta nesse desgoverno, sugerindo que o atual governo é o responsável por essa situação. "Serviços precários, a saúde abandonada e o medo que cada vez mais toma conta de nossas ruas" - disse o deputado na oportunidade. E foi além: "o povo merece respeito". De fato, deputado, o povo merece respeito. E é em nome desse respeito que acreditamos que o senhor, por toda sua história na política goiana, não deve, jamais, sequer cogitar aliar-se a Marconi Perillo, pois, do contrário, estaria ajudando a perpetuar isso que o senhor mesmo chamou de desgoverno. É o que esperam seus eleitores.
sábado, 5 de abril de 2014
Atendendo ao apelo das ruas, Iris Rezende lança-se pré-candidato pelo PMDB.
"Não poderia mais ficar omisso e indiferente a tantos apelos. Estaria negando todo um passado político". Com essas palavras, Iris Rezende, o maior nome da política goiana e do PMDB, colocou seu nome à disposição do partido para disputar o governo do estado em 2014. O mais bem colocado nas pesquisas de intenções de votos pela oposição, é o único capaz de derrotar a máquina do governo Perillo, indicam vários institutos. Sabedor de sua importância para Goiás e para o povo em geral, Iris enfatizou que não cometeria o pecado da omissão, e ensinou: "Não é lícito a ninguém. A nenhum homem e a nenhuma mulher, a nenhum profissional, a nenhum jovem ficar omisso quando os destinos de Goiás estão em jogo". O ex-prefeito de Goiânia vem para a disputa preocupado, sobretudo, em salvar Goiás do caos que aqui se instalou desde a deflagração da Operação Monte Carlo da PF, que colocou o atual governador, Marconi Perillo, no epicentro de um dos maiores escândalos já vistos no estado. "O povo quer renovação no campo da lisura, da ética, do respeito ao povo. Mas não basta ser honesto, tem que fazer o que o povo espera do político. O povo quer alguém que trabalhe, não quem fica ostentando posição e usufruindo de benesses, muitas vezes ilicitamente", disse, o agora pré-candidato ao governo de Goiás pelo PMDB, Iris Rezende. Com mais de 50 anos de vida pública, Iris é reconhecido como o maior tocar de obras que Goiás já conheceu e possui um currículo invejável, tendo sido vereador, governador, senador, ministro da justiça e da agricultura e prefeito de Goiânia. Sem dúvidas, o povo goiano conta, doravante, com um nome de muito peso político e administrativo para devolver a Goiás a condição de um bom lugar para se viver.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Vaias a Marconi Perillo reforçam a rejeição do tucano.
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| Foto retirada do site www.conexaogo.com.br |
O reinado de Marconi III caminha para o fim! É o que indicam as pesquisas de intenções de votos de vários institutos de Goiás. A rejeição do eleitorado ao governador em exercício, Marconi Perillo, é a mais alta entre todos os pré-candidatos ao cargo do executivo goiano. Não bastasse os números apresentados nas pesquisas, as aparições públicas do mandatário mor de Goiás têm sido marcadas por sonoras vaias àquele que prometera fazer "o melhor governo da vida dos goianos", mas que, no entanto, transformou o Estado num dos piores da federação para se viver, especialmente, pela alta taxa de criminalidade que assola Goiás e, principalmente, a capital, Goiânia, considerada a 28ª cidade mais violenta do mundo. Notícias publicadas no site conexãogo dão conta de que, em cerimônia de formatura dos alunos do PRONATEC, realizada hoje, 03/04, no Teatro Rio Vermelho, no Centro de Convenções, Marconi foi insistentemente vaiado por alunos e convidados. "O desconforto do governador foi evidente. A primeira reação de Marconi foi ficar com o rosto corado e, o semblante, mau humorado", diz a matéria assinada pelo Jornalista Eduardo Horácio. Ao que tudo indica, Marconi Perillo está prestes a encerrar um ciclo da política goiana. Foram 12 anos à frente do governo estadual, cujo três últimos macularam indelevelmente a imagem do político tucano, com denúncias de envolvimento em esquemas de corrupção e favorecimento ao bicheiro Carlos Cachoeira, condenado a mais de 39 anos de cadeia por sua ligação com o jogo ilegal, corrupção ativa, entre outros crimes.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Maguito Vilela: o Joaquim Silvério do PMDB goiano.
Conta-nos, a história, que Joaquim Silvério dos Reis foi aquele sujeitinho atoa que, por perdão de sua dívida com a coroa, delatou o movimento separatista conhecido como "Inconfidência Mineira", culminando com a morte do mártir do movimento, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, em 21 de abril de 1792. Como se vê, traição é coisa antiga. Maguito Vilela, político filiado ao PMDB/GO é Prefeito de Aparecida de Goiânia-Go., no exercício do segundo mandato. Capitaneado por Iris Rezende, Maguito foi vice-governador do estado, governador e senador da república. Sempre teve do líder maior do PMDB goiano, uma consideração incondicional e é indiscutível que deve muito de sua trajetória política a Iris Rezende Machado. Inclusive, o apoio de Iris foi fundamental para que Maguito assumisse a vice-presidência para assuntos de governo do Banco do Brasil em 2007, quando estava desempregado em virtude de ter perdido as eleições de 2006 para Alcides Rodrigues. Iris nunca o abandonou e o manteve vivo na cena política de Goiás. Hoje, lamentavelmente, Silvério dos Reis se personifica em Maguito Vilela. Depois de tudo que recebeu de Iris Rezende, o moço de Jataí conspira contra aquele que o projetou na política goiana e que sempre emprestou-lhe o carisma e liderança que amealhou às custas de muito trabalho e honradez. Corre à boca miúda, que Maguito, num projeto de poder pessoal que privilegia seu rebento Daniel Vilela, conspirou para que Junior Friboi persistisse na insana proposta de ser o candidato a governador do estado pelo PMDB. Segundo dizem, Maguito enxergou na exacerbada vaidade de Friboi, a oportunidade de alijar o líder maior do PMDB de Goiás da disputa majoritária de 2014, abrindo caminho para que, em 2018, Daniel Vilela se apresentasse como a liderança capaz de assumir o comando do estado. O projeto de Maguito, embora possa parecer uma hipótese absurda, faz todo sentido e envolve outros personagens da política goiana. A traição a Iris Rezende é apenas parte do jogo, que em outra ponta beneficiaria Marconi Perillo, o qual, em troca do favorecimento a sua reeleição, apoiaria a empreitada de Vilela em 2018. Na óptica de Maguito, Friboi é o bobo da corte, que de tão vaidoso não perceberia que está sendo usado nesse complô de uma família só e ainda bancaria com sua dinheirama a campanha "bem sucedida" de Vilela à Câmara Federal. Por neófito, Friboi é incauto. Já Maguito, mostra-se ardiloso e maquiavélico, certo de que o fim justifica os meios. Marconi agradece e espera 2018 chegar, na certeza de que nunca mais teremos um governador capaz de apurar o malfeito de seus 16 anos a frente do governo de Goiás.
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