domingo, 5 de abril de 2015

Delegado Waldir diz que se estivesse na Câmara como delegado muitos parlamentares estariam presos.

Em entrevista concedida ao Jornal Diário da Manhã e assinada pela jornalista Danyla Martins, o Deputado Federal Waldir Soares (PSDB), o Delegado Waldir, como é conhecido, volta a causar polêmica. Eleito com mais de 270 mil votos, dono de uma retórica populista que prega tratamento duro com os "bandidos", o deputado diz que "a bandidagem política no Brasil é vergonhosa". Segundo a jornalista que conduziu a entrevista, Waldir relatou "que se estivesse na câmara na condição de delegado e não como deputado, muitos dos parlamentares estariam presos devido a condutas inapropriadas". Recentemente o ex-ministro da Educação, Cid Gomes, foi chamado à Câmara para se explicar acerca de uma afirmação que fizera durante fala na Universidade Federal do Pará, em Belém, quando disse que "lá (no congresso) tem uns 400, 300 deputados que querem que o governo esteja frágil, porque é a forma deles achacarem mais, tomarem mais..." O resultado foi um bate-boca e promessas de processos dos congressistas contra Cid Gomes. Neófito, o Delegado Waldir corre sério risco de ter que se explicar na comissão de ética da Câmara por seus intempestivos arroubos. Na busca de visibilidade e na ânsia de deixar o baixo clero da política nacional, Waldir adota o discurso fácil para agradar os cidadãos, esquecendo-se, entretanto, que, em política, certas verdades ditas em ambientes onde as versões valem mais dos que os fatos soam como verdadeiro tiro no pé. Na entrevista, Waldir diz ainda "que o Brasil se transformou no país da bandidagem e da corrupção e isso é vergonhoso". 

Vice-presidente do PRP em Goiás diz que vaidade de Perillo causou prejuízo multibilionário à CELG.

Em sua página no facebook, o publicitário e vice-presidente do PRP em Goiás, Gercyley Batista, denuncia o que ele chama de "Prejuízo Multibilionário" causado pelo atual governo de Goiás em relação ao desfecho da federalização da CELG-D. Conforme divulgado na coluna Giro do Jornal O Popular, assinada pelo jornalista Jarbas Rodrigues Jr, o prejuízo da estatal em 2014, ainda sob o controle do estado, foi de R$ 613 milhões. Gercyley, no entanto, pontua que esse prejuízo, que se acumula desde 1999, primeiro ano do primeiro Governo de Marconi Perillo (PSDB), pode chegar a R$ 20 bilhões até 2020. Ligado a Jorcelino Braga, ex-secretário da fazenda do governo de Alcides Rodrigues, antecessor do terceiro mandato de Perillo, Gercyley diz que de uma única tacada o atual governo impôs um prejuízo de R$ 6,5 bilhões à estatal quando, por pura vaidade política e desejo de vingança contra o governo de Alcides, Marconi Perillo, então governador eleito, enviou carta à direção da Caixa Econômica Federal pleiteando a anulação da operação de salvamento da CELG, entabulada pelo então governador Alcides Rodrigues e o governo federal. "Ao se declarar adversário de Alcides, o novo governo tratou de impor derrotas pontuais ao governo anterior e um dos alvos foi a CELG, que passava por uma situação crítica, que vinha sendo contornada pela equipe Alcidista", escreve Batista. O vice-presidente do PRP diz que a malfadada intervenção de Perillo foi "a certidão de óbito da CELG", e explica: "após três anos de longa negociação com o Governo Federal, a CELG finalmente seria recuperada por uma operação de crédito com amplas vantagens para o governo goiano", mas devido a intervenção de Perillo, que desejava ser o "pai" do contrato, a negociação se inviabilizou. E completa: "os prejuízos com a perda do controle acionário da CELG deverão alcançar mais de 20 bilhões de reais até 2020". No acordo conduzido por Perillo o controle acionário da CELG foi repassado a Eletrobras pela bagatela de R$ 56 milhões, ou 0,8% do seu valor de mercado.     

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Esquema de corrupção na Valec, idêntico ao da Petrobrás, pode ter beneficiado políticos goianos.

Preso na operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção bilionário na Perobrás, o presidente da construtora Camargo Corrêa, Dalton Avancini, revelou, essa semana, que idêntico esquema de corrupção também existiu nas obras de construção da Ferrovia Norte-Sul. Segundo o executivo da construtora, que está em prisão domiciliar e usando tornozeleira eletrônica, o "modus operandi" de pagamento de propina seguia os mesmos moldes daquele praticado na Petrobrás, inclusive com a criação de um cartel que decidia quem iria assumir as obras da ferrovia. A Camargo Corrêa participou de mais de R$ 1 bilhão em contratos firmados com a Valec, estatal que administra as ferrovias brasileiras. A Valec foi presidida pelo goiano José Francisco das Neves, o Juquinha, de 2003 a 2011, acusado de desviar mais de R$ 90 milhões da estatal e que chegou a ser preso, juntamente com sua esposa e filhos. Avancini disse que a propina paga pelos empreiteiros irrigava cofres de partidos políticos e agentes públicos. O ex-presidente da estatal, Juquinha das Neves, tinha trânsito livre entre os políticos goianos e chegou a ser procurado pelo atual governador de Goiás, Marconi Perillo, conforme revelou grampo da Polícia Federal. Na gravação, autorizada pela justiça, é possível ouvir Marconi oferecendo a Juquinha a Secretaria das Cidades de Goiás, o qual teria carta branca para nomear quem ele quisesse para ocupar a pasta. Na oportunidade, Perillo elogia Juquinha, dizendo que ele é um grande alavancador de verbas e que seria mais do que um avião, seria um "supersônico" na arte de levantar dinheiro. Uma semana depois da conversa Juquinha  foi preso e agora responde o processo em liberdade. A justiça Federal do Paraná vai ouvir novamente o empreiteiro Dalton Avancini para que ele dê detalhes do esquema montado na Valec e quais os políticos foram beneficiados com dinheiro da propina.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Prefeito Paulo Garcia (PT) diz que jornal mente ao afirmar que tem lixo acumulado na capital.

Usando sua conta no Twitter, o Prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, disse-se vítima de uma rede de pessoas que continuam difamando-o gratuitamente. Em post no microblog, Garcia escreveu: "tem certas pessoas que continuam difamando gratuitamente. Informem onde tem lixo. Não há a muito tempo anormalidade na coleta". A bronca do prefeito tem a ver com a nota publicada no Jornal Opção on-line no dia 01/04, intitulada: "Bairros de Goiânia estão há 15 dias sem coleta de lixo". A matéria diz que bairros como São Judas, Itatiaia e Pompeia, todos da região norte da capital, estariam com lixos acumulados e que o serviço de coleta não estaria sendo feito a aproximadamente 15 dias. Questionado se isso era verdade, Paulo Garcia foi peremptório: "isso não é verdade! Pra não dizer outra coisa. É fácil inventar sem provas". Segundo o petista, sua administração tem sido injustamente bombardeada por notícias falaciosas que induzem os cidadãos a erro. Ele reconhece as dificuldades, mas reclama que seus feitos não merecem a devida importância por parte da mídia, que prefere divulgar boatos a mostrar os avanços que tem conquistado à frente da Prefeitura de Goiânia. De fato há uma clara tendência da imprensa goiana em mostrar apenas os percalços da administração de Garcia, prática diametralmente oposta do que ocorre em relação ao governo estadual. A inauguração do complexo de viadutos da Marginal Botafogo, por exemplo, uma das maiores obras que Goiânia já conheceu e que efetivamente melhorou, e muito, a vida dos goianienses, não mereceu o devido reconhecimento por parte da mídia. A implantação dos corredores exclusivos para ônibus é outro avanço para melhoria do transporte público, mas que vem sendo tratado pela mídia como algo desnecessário e que prejudica o trânsito e os comerciantes das vias onde foram implantados. Agora, no entanto, pelo post do Prefeito, essas ações da imprensa contra Garcia tomam ares de complô. Uma coisa é não divulgarem os feitos do Prefeito, outra bem diferente é inventarem o que não existe.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Acusado por Demóstenes Torres, Marconi Perillo prefere o silêncio.

Acusado pelo ex-senador Demóstenes Torres de ter comprado, com dinheiro público, sua absolvição na CPMI do Cachoeira, Marconi Perillo (PSDB), governador de Goiás, preferiu o silêncio. Em nota, a assessoria do tucano informou que o governador já havia prestado todos os esclarecimentos à CPMI e que não iria polemizar com o senador cassado. No artigo publicado ontem, 31/03, no jornal Diário da Manhã, em que ataca o antigo aliado, Senador Ronaldo Caiado,  o ex-demo faz sérias acusações a Marconi Perillo. "o PSDB resolveu salvar Marconi Perillo, que gastou uma fortuna dos cofres públicos para custear sua absolvição", disse Demóstenes. Em outros trechos do artigo, em que chama Caiado para a briga, Demóstenes refere-se a Marconi Perillo como "frouxo": "nos mesmos termos em que você mandou oferecer ao frouxo Marconi Perillo, eu me exponho". Mirando seu desafeto e acertando sempre em Marconi, Demóstenes pede que Caiado se lembre que quem teve negócios com Cachoeira foi Marconi Perillo, não ele. Dizendo que não tem mais interesse na vida pública, Demóstenes chama o Governador de Goiás de verme: "Não me move mais interesses políticos. Considero "vermes" igual a você Marconi Perillo e Iris Rezende", disse. Obviamente o artigo do ex-senador fundamenta-se no despeito e mágoas pela forma como foi expulso do senado, sendo perfeitamente compreensíveis os xingamentos e ilações ali anotadas, mas a acusação a Marconi Perillo, de ter comprado sua absolvição com dinheiro público, é algo que pode e merece ser investigado, pois foi, de fato, a única informação pertinente e relevante do arroubo de retórica do senador cassado.